Boletim Letras 360º #686

DO EDITOR

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Reinaldo Moraes. Foto: Leo Martins




LANÇAMENTOS

Neste aguardado romance, Reinaldo Moraes narra, com seu habitual refinamento literário, o encontro de três pessoas em uma única noite em São Paulo, unindo ironia e erotismo para expor sem pudores as fraturas do Brasil.

No banco de trás de um táxi, em meio aos protestos de junho de 2013, Kabeto e sua ex-namorada Mina acabam de sair de um bar no centro de São Paulo e seguem a caminho de Higienópolis. Num apartamento descolado, uma jovem atriz, rica e integrante de um grupo de teatro experimental anarquista, está à espera deles. Kabeto acabou de concluir um romance escrito em quinze dias, um escancarado plágio de um manuscrito encontrado numa caçamba de entulho. Romancista de um uma obra só, ele quer comemorar o fato de ter conseguido desovar um segundo romance depois de vinte anos de bloqueio criativo. A noitada a que se refere o título é essa comemoração. Como nos demais livros de Reinaldo Moraes, a trama é simples: tudo se passa em uma noite, entre os mesmos poucos personagens, quase todos velhos conhecidos dos leitores mais fiéis da obra do autor. Mas à medida que os diálogos avançam, mergulhamos num universo hedonista e cheio de humor, em que figuras carimbadas da elite progressista paulistana — o escritor maldito, a editora feminista, a herdeira maluquete — se mostram por inteiro em suas contradições. A descida é vertiginosa e evoca o Marquês de Sade não apenas na libertinagem, mas também no enfoque de um grupo isolado num prédio chique em busca de prazer enquanto o país convulsiona a seu redor. Noitada combina um registro obsceno com uma escrita elaborada e inventiva, o que faz de Reinaldo Moraes essa figura singular de nossas letras: um autor underground que é também um dos mais finos estilistas da prosa brasileira.  Publicação da editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.

O décimo romance de Lourenço Mutarelli, um dos autores mais inventivos da literatura brasileira contemporânea.

Musuaki e/ou não deixe os cachorros latirem sozinhos é um livro envolvente e extremamente engenhoso. Lourenço Mutarelli embaralha as fronteiras entre ficção, autobiografia e distopia. Uma narrativa vertiginosa que, ao tratar de envelhecimento, amor, solidão e os demônios que cada um carrega consigo, cria um universo ao mesmo tempo melancólico, hilário, sombrio e delirante, povoado por lembranças e alucinações. O livro sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

Inédito em língua portuguesa até agora. Uma das narrativas mais importantes da literatura queer soviética.

Moscou, 1969. Amar outro homem era crime. É nesse cenário que Evguéni Kharitónov escreve O forno, uma das obras-primas da literatura queer soviética, que chega ao Brasil pela primeira vez. O conto acompanha o encontro do narrador com Micha, jovem cuja presença desperta desejo, inquietação e um constante estado de alerta. Em pequenos gestos e aproximações calculadas, Kharitónov constrói um fluxo de consciência intenso, em que cada pausa e silêncio revelam mais do que as palavras. Frequentemente comparado ao Morte em Veneza, de Thomas Mann, o texto transita entre a tradição literária dos códigos sociais e o território underground soviético, onde desejo e dissimulação caminham juntos. Impedido de publicar oficialmente, o autor fez circular seus escritos em cópias datilografadas que passavam de mão em mão. Sua obra só seria reconhecida após sua morte, em 1981. Mais do que uma história de amor, O forno é um testemunho da resistência artística em tempos autoritários. Com tradução direta do russo por Yuri Martins de Oliveira, o livro é publicado pela editora Ercolano. Você pode comprar o livro aqui.

O novo livro do poeta Bernardo Ceccantini. 

“Eu sou só eu e somos outros/ e nossa memória anda sempre pra frente/ como uma bicicleta curiosa”, diz um dos poemas de Vida sortida, segundo livro de Bernardo Ceccantini, que estreou na poesia com Na quina das paredes, (2017), obra semifinalista do Prêmio Oceanos. É essa curiosidade errante, turbinada por um lirismo ao mesmo tempo sagaz e zombeteiro, a responsável pelos grandes achados poéticos deste livro no qual os tempos cronológicos se misturam e, como observou a crítica Viviana Bosi, “as cenas cotidianas comparecem envolvidas por novo colorido, como se a poesia projetasse um holograma sobre a realidade”. Publicação da Editora 34. Você pode comprar o livro aqui.

O novo livro de Ricardo Domeneck — vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens da Biblioteca Nacional (2024) — integra a Coleção Polyphonia/ da Ars et Vita. 

Na obra, o poeta aprofunda sua investigação sobre o corpo como espaço político e a linguagem como campo de disputa, articulando experiência íntima e crítica social para interrogar quem pode ser reconhecido como sujeito em um mundo atravessado pela desigualdade e pela precarização da vida. Em A cidadania das bonecas de pano, o poeta aprofunda e radicaliza algumas das linhas centrais de sua obra: o corpo como território político, a linguagem como campo de disputa e a vida cotidiana como lugar de colisão entre história, economia, afeto e violência simbólica. São 32 poemas, organizados como uma espécie de arquivo da experiência contemporânea. Ao longo do livro, o poeta mobiliza registros diversos — da elegia à sátira, da oração profana ao inventário doméstico, do canto amoroso à crítica social — para interrogar as formas de pertencimento, herança e exclusão que moldam os corpos e as subjetividades no mundo atual. O título do livro aponta para uma das operações centrais da obra: a extensão da ideia de “cidadania” a corpos tradicionalmente relegados à condição de objeto, resto ou simulacro. As “bonecas de pano” — feitas de retalhos, costuras, sobras — tornam-se metáfora potente de vidas marcadas pela precariedade, pela transmissão desigual de direitos e pela violência naturalizada das relações econômicas, familiares e religiosas. Nesse gesto, a poesia de Domeneck desloca a noção de sujeito soberano e questiona os pactos morais que sustentam a divisão entre o humano plenamente reconhecido e aquilo que pode ser explorado, sacrificado ou descartado. Do ponto de vista formal, A cidadania das bonecas de pano reafirma o rigor e a inventividade que caracterizam a escrita do autor. O livro trabalha com longos encadeamentos sintáticos, enumerações vertiginosas, alternância de vozes e endereçamentos diretos, além de um uso preciso da ironia e do excesso. A musicalidade do verso convive com uma atenção minuciosa ao léxico do cotidiano — alimentos, roupas, objetos, gestos mínimos — que se transforma em matéria crítica e simbólica. A tradição bíblica, o imaginário cristão, a história colonial, a economia global e as dinâmicas do desejo atravessam os poemas sem hierarquia, compondo um campo de forças em permanentemente tensionadas. O livro não oferece redenção nem síntese conciliadora: aposta, antes, na exposição dos mecanismos que sustentam a desigualdade e na insistência do corpo — vulnerável, desejante, contraditório — como lugar último de experiência e resistência. Ricardo Domeneck reafirma sua posição como uma das vozes mais contundentes e originais da poesia contemporânea em língua portuguesa, propondo uma escrita que não separa forma e política, intimidade e história, linguagem e vida. Você pode comprar o livro aqui.

Uma visita ao Chile se transforma em jornada existencial para Afonso Cruz

Além de escapar por um triz de um cerco policial a manifestantes e de sofrer um acidente quase fatal, ele descobre o céu do deserto do Atacama e a história de um homem indígena levado à força da Patagônia chilena. Entre tantas experiências, um ponto em comum se ilumina, refletido nas páginas deste livro: o de que tudo carrega a sua própria finitude. O que a chama iluminou: ensaio-novela sobre o fim é publicado pela editora Dublinense. Você pode comprar o livro aqui.

Sete narrativas — entre contos, novela e experimento dramático — que confirmam os motivos de Edla van Steen ser leitura essencial e reafirmam seu estilo único e deliberadamente impactante

Fora de foco apresenta uma galeria de personagens à beira do abismo e que, ainda assim, resistem. Há algo de cinematográfico no estilo literário da autora. Antes de se tornar uma das mais importantes ficcionistas brasileiras do século XX, Edla protagonizou filmes de Walter Hugo Khouri e Ruy Guerra. Mas foi nas letras que encontrou sua verdadeira morada. Agora, em sua primeira edição póstuma, a Global Editora lança esta coletânea com a prosa enxuta e penetrante que a consagrou. Um presente ao leitor brasileiro que ainda não teve a chance de se perder nas palavras da escritora — ou que simplesmente não consegue resistir a reencontrá-las. No conto que dá título ao livro, uma mulher e um homem igualmente apagados constroem juntos, na contramão da insignificância, um gesto grandioso e perturbador.  Em “Dia a dia”, a rotina de um casal se transforma após o adoecimento do marido. “Malas trocadas” é uma novela de humor e sarcasmo, cujo mote é uma troca involuntária de bagagens num aeroporto. Já “Amor de estrela ou Mina de ouro” abrasa os limites entre conto e drama teatral, num experimento formal dividido em 24 quadros que reescreve, com ironia e ousadia A Dama das Camélias.  Como observa a professora Walnice Nogueira Galvão, responsável pelo prefácio, a marca registrada de Edla é a postulação de um nó de enredo que vai se desenrolando até o desenlace, sempre com “mais do que uma pitada de humor” a salvá-lo da pieguice.  É impossível ignorar a predominância do olhar feminino, narradoras e protagonistas mulheres que habitam espaços domésticos e emocionais com uma intensidade que alterna subjetividade e distanciamento, introspecção e graça. A escrita de Edla não consola; ela estremece.  E é justamente nesse tremor que reside sua força. Walnice não apenas prefacia o volume como também lhe dá um retrato íntimo da autora no ensaio “Edla, a rainha do abismo”. Você pode comprar o livro aqui.

Uma preciosa declaração de amor pelos livros. 

Lucas Bauman trabalhava como cuidador de idosos quando escreveu cento e uma narrativas curtas sobre diversos leitores ficcionais, criados por grandes autores da literatura, como Machado de Assis, Thomas Mann, Borges, Dostoiévski, Shakespeare e Clarice Lispector. São histórias que Bauman gostaria de ter contado ao irmão recentemente falecido, na esperança de salvá-lo do suicídio. Pródiga reunião de contos, poemas, biografias, aforismos, parábolas, fábulas, crônicas e anedotas, o livro de Rodrigo Breunig é não somente uma preciosa colcha de retalhos, mas também uma declaração de amor pelos livros. O livro dos leitores imaginários sai pela Arquipélago Editorial. Você pode comprar o livro aqui.

Livro reúne as cartas escritas por Henry Miller a Michael Fraenkel, entre os anos de 1935 e 1938 à volta de uma das peças mais marcantes de Shakespeare

A rotina diária desses dois artistas expatriados incluía longas e acaloradas discussões que, a certa altura, Fraenkel propôs migrar para o mundo escrito sob a forma de um livro de correspondências. Além de trazer reflexões sobre a inesgotável peça de Shakespeare, a coleção epistolar com as cartas de Henry Miller é também marcada por reflexões pessoais, confrontos com as formas de pensamento dominantes, experimentações literárias e posicionamentos estéticos. Henry Miller era um pensador inquieto, um observador feroz da condição humana e um escritor que acreditava que a literatura deveria ser uma extensão direta da vida, com toda a sua bagunça, beleza e contradição.  Publicado pela Relicário Edições com a Editora da Puc-Rio, Correspondência Hamlet tem tradução, introdução e notas de Marcia Sá Cavalcante Schuback e Helena Martins. Você pode comprar o livro aqui.

O romance de estreia de Dora Freind.

Em As vacas não me olham mais na cara, conhecemos uma menina que observa o mundo com uma lucidez precoce e aprende a nomear a dor quando ainda não dispõe de palavras para isso. Numa cidadezinha rural marcada pela pobreza e pelo isolamento, a pequena narradora cresce entre a tensão familiar pautada pelo silêncio da mãe, misteriosamente emudecida após o parto, e as vacas de seu quintal, suas únicas companheiras. À medida que novos vizinhos ocupam e desocupam a casa ao lado, a menina sem nome se “gentifica”, acumula palavras em vez de mugidos e vai deixando de ser bicho ao mesmo tempo em que dá de encontro com as descobertas da infância e as violências e fissuras do mundo adulto. Com rara precisão formal, Freind constrói uma história que contrasta a todo momento ingenuidade e lucidez, violência e delicadeza. Espécie de prosa poética tomada por uma dicção infantil enternecedora, As vacas não me olham mais na cara é o tecido em que Freind constrói tanto um romance de formação quanto uma investigação sobre identidade, linguagem e amadurecimento feminino, uma história que transforma a infância em território de consciência. Publicação da Editora Nós. Você pode comprar o livro aqui.

Fernanda Trías e um romance inquietante e atmosférico centrado em questões da maternidade, da violência e da relação com a natureza. 

Uma mulher vive na encosta da montanha, entre a névoa implacável e a folhagem exuberante. Sua tarefa é cuidar dos limites e reportar qualquer anomalia ao Zelador. Em cadernos, anota seus pensamentos, que são ao mesmo tempo registros de vida e relatórios de morte, além das lembranças de uma infância marcada pela brutalidade materna e pelo desejo insatisfeito de aprender. Certo dia, aparece um corpo em seu jardim, e ela, com a ajuda do Zelador, decide enterrá-lo. Mas outro aparece. E outro, e outro, e outro... A escrita prodigiosa, característica de Fernanda Trías, que com esta obra recebeu pela segunda vez o prêmio Sor Juana Inés de la Cruz, brilha neste romance inquietante e atmosférico, no qual os temas da maternidade, da violência e da relação com a natureza reaparecem e abalam o leitor com uma força avassaladora. Em A montanha das fúrias não há redenção: “O sangue me envenenou e já não consigo amar o mundo”, confessa a montanheira. Seu olhar é o testemunho de uma laceração física e simbólica, projetada na ruptura entre as palavras e a memória de seus significados. Publicação da editora Instante; tradução de Marina Waquil. Você pode comprar o livro aqui.

Nos passos de João Guimarães Rosa por Veneza. 

Muito se fala das diferenças entre turista e viajante; de que o viajante estaria numa posição superior, por sua capacidade de não apenas olhar o belo e suas poses já tão registradas, mas também por olhar através, por olhar enviesado. Imagine o que acontece quando o viajante é também um escritor, ou melhor, é o Guimarães Rosa, autor de Grande sertão: veredas, romance maior da literatura brasileira no século XX. Neste ensaio em fragmentos, Jacques Fux acompanha as trilhas de Rosa por Veneza e pelo sertão, para entender o quanto os dois destinos se completam e se chocam, na medida em que se tornam literatura e assombro. Sertão-Veneza: retornos e travessias roseanas sai pela Autêntica. Você pode comprar o livro aqui.

REEDIÇÕES

Nova edição do romance em que Maria Valéria Rezende entre o real e o lendário, o cômico e o trágico,  desenha um retrato coletivo feito de fé, injustiça e resistência.

Na vila de Farinhada, lugarejo fictício do Nordeste brasileiro onde o chão parece guardar a memória e os segredos de quem o pisa, cada história revela um fragmento da vida de seus moradores. Em “A obrigação”, dona Ceiça, aflita com a fraqueza do marido, decide assumir para si um voto que ele já não pode cumprir, numa peregrinação que a leva a encontrar uma solução inesperada para o amor e o pecado. Em “Morte certa”, um pistoleiro acostumado à impunidade é consumido pelo próprio medo. Em “O tempo em que dona Eulália foi feliz”, a mulher de um coronel descobre, na ausência do marido, a alegria e o poder de mandar, governando por um breve instante um mundo mais justo. E em “Sonhar é preciso”, o menino Ramiro descobre que seus sonhos se tornam realidade — um dom que o leva do espanto à loucura. Outros episódios seguem o mesmo compasso: histórias de gente comum que, na convivência, na luta ou na imaginação, busca um modo de suportar o peso da vida. Sem sentimentalismo, mas com profunda empatia, Maria Valéria Rezende transforma os dias de Farinhada em retratos do que significa ser humano. A nova edição de Vasto mundo é publicada pela Alfaguara Brasil. Você pode comprar o livro aqui.

Leyla Perrone-Moisés analisa o mais antigo documento do primeiro contato francês com o Brasil: o relato oficial da viagem de Paulmier Gonneville

Os problemas enfrentados ao longo do trajeto, o encontro dos europeus com os carijós e as consequências de uma promessa nunca cumprida compõem este ensaio vencedor do Jabuti de 1993. Em 1503, o comerciante francês Paulmier de Gonneville organiza uma expedição em busca das ricas mercadorias que circulavam em Lisboa. Após zarpar do porto de Honfleur, na Normandia, sua nau desce o Atlântico ao largo da África e perde a rota. Depois de enfrentar agruras, como doenças e mau tempo, a embarcação L'Espoir consegue aportar. O território, que hoje sabemos ser o litoral de Santa Catarina, era terra dos carijós, com quem os tripulantes convivem durante seis meses. Ao voltar para a França, Gonneville leva consigo Essomericq, o filho do cacique, prometendo que o jovem regressaria à sua terra no prazo de vinte luas. A edição revista de Vinte luas sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS 

Grande sertão 1. A Companhia das Letras anunciou para julho uma segunda edição especial do principal livro de João Guimarães Rosa para marcar sete décadas desde quando foi publicado. 

Grande sertão 2. Com novo projeto editorial, o volume traz a entrevista do tradutor alemão Gunter Lorenz com o escritor mineiro e textos de Érico Melo, Mia Couto, Caetano W. Galindo, Eduardo Gianetti, Milton Hatom, Silviano Santiago, entre outros. 

Tatiana Faia. A Editora 34 prepara a publicação de Adriano da poeta portuguesa. Os poemas versam em torno de uma figura tantas vezes revisitada pela literatura e que tocam em temas como a paixão, a devoção, a perda e a impossibilidade de resgatar algo que se sabe para sempre desaparecido.

DICAS DE LEITURA

1. Estrela vermelha, de Aleksandr Bogdánov (Trads. Paula Vaz de Almeida e Ekaterina Vólkova Américo, Boitempo, 184p.) Um cientista e revolucionário bolchevique vai parar numa expedição a Marte e uma vez no planeta vermelho encontra um modelo de sociedade igualitária sob os pilares de uma próspera democracia. Você pode comprar o livro aqui

2. Comédias de Goldoni, de Carlo Goldoni (Trad. Alessandra Vannucci, 448p.) Considerado um reformador do teatro italiano ao introduzir na cena personagens de complexa densidade psicológica em contextos sociais e políticos apurados, este livro reúne seis comédias dentre as mais importantes da sua obra. Você pode comprar o livro aqui

3. Chá do príncipe, de Olinda Beja (Imã Editorial, 194p.) Neste segundo livro de contos da escritora, que reúne vinte e dois textos, entramos em contato com o imaginário insular de São Tomé e Príncipe antes e depois da independência deste pequeno país. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

Uma iniciativa louvável! O Governo Federal através do Ministério da Educação tornou pública nesta semana uma plataforma que reúne até agora algo em torno de 8 mil livros de autores brasileiros e estrangeiros, um esforço para democratizar o acesso à leitura no país. Para acessar a iniciativa basta adquirir o aplicativo MEC Livros na loja do seu smartphone e depois disso usar as credenciais da conta Gov.br O leitor pode pedir emprestado apenas um livro por vez e tem 14 dias para a leitura, com a possibilidade de renovar o empréstimo por igual tempo. 

BAÚ DE LETRAS

Recordamos esta semana em nossa conta no Instagram, o romance Luanda Lisboa Paraíso, de Djaimilia Pereira de Almeida, resenhado por Renildo Rene aqui

Em junho, chega ao Brasil um segundo livro de Richard Wright, Menino negro. O primeiro, Filho nativo foi comentado aqui no Letras neste texto.

DUAS PALAVRINHAS

O mundo precisa acreditar em uma verdade transcendente.

— Em Os anos, Annie Ernaux.

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