Boletim Letras 360º #680

DO EDITOR

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Kurt Vonnegut. Foto: Santi Visalli.


  
LANÇAMENTOS

Em obra impressionante, Vonnegut satiriza o papel maléfico do homem comum na política e na guerra Howard Campbell Jr. é um escritor americano vivendo na Alemanha quando o nazismo chega ao poder.
 
Recrutado pela inteligência militar dos Estados Unidos, ele começa a trabalhar como espião durante a Segunda Guerra Mundial. Por ser um dramaturgo respeitado e casado com uma popular atriz alemã, conquista facilmente a simpatia dos nazistas e oferece seus serviços para disseminar ideias antissemitas. Com o fim da guerra, Howard se exila em um apartamento infestado de ratos em Nova York, até que é descoberto pelo editor de O Miliciano Cristão Branco. Reverenciado por um grupo de extremistas americanos, Howard se vê mais uma vez encenando um papel sobre o qual não tem muitas opiniões. Sem ter como provar a existência do agente do governo dos Estados Unidos que o contratou — em uma reviravolta provocada por personagens tão delirantes quanto palpáveis —, o ex-espião acaba preso em Israel e aguarda o julgamento por crimes de guerra, período em que escreve a própria história em uma máquina de escrever alemã. Até onde Howard pode ser responsabilizado? Até que ponto é possível viver sem se posicionar sobre os absurdos que sustentam o mundo como o conhecemos? Neste livro brilhante, uma sátira genuína e assustadoramente atual, Vonnegut transforma convicções em dilemas, com um desfecho inesperado. Com tradução de André Czarnobai, o Mãe noite sai pela editora Intrínseca. Você pode comprar o livro aqui.

A estreia de Alejandra Kamiya entre os leitores brasileiros. 

Alejandra Kamiya, criadora de uma das estéticas mais poderosas da literatura argentina contemporânea, constrói uma coletânea de contos que exploram a conexão entre o animal e o humano, entre o cotidiano e o onírico, entre o falado e o sugerido. E é justamente nesses interstícios que seu estilo aparece, não pomposamente, mas com a precisa modéstia de uma gota d'água que perfura todas as superfícies, especialmente o papel. A paciência da água sobre cada pedra é publicado pela Arte & Letra; tradução de Rafael Ginane Bezerra. Você pode comprar o livro aqui.

Neste livro de Bruno Vieira Amaral cada história é uma tragédia íntima. 

O Bairro Amélia arde como um mundo à parte, onde cada história é uma tragédia íntima e cada personagem, um retrato feroz da condição humana. Quem matou Joãozinho Treme-Treme no terreno perto do depósito de água? O que aconteceu à virginal Vera, desaparecida dois meses antes dos 16 anos? Quem encontrou a paz sob o céu pacífico de Port of Spain, como o velho Abel? Por que o Carnaval de 1989 marcou para sempre o Bairro Amélia? Entre memórias, traições, homicídios e segredos sombrios, essa comunidade vive uma trama intensa de personagens inesquecíveis, mistérios não resolvidos e dramas humanos profundos. No Bairro Amélia, cada história é um retrato vibrante da complexa e ardente humanidade que ali habita. As primeiras coisas sai no Brasil pela Tordesilhas. Você pode comprar o livro aqui.

Livro abre uma nova coleção no catálogo da editora Pinard: Curtíssimas

Na Cidade do México do pós-guerra, em meio ao entusiasmo pela modernização e à crescente influência cultural dos Estados Unidos, o jovem Carlos vive uma paixão inesperada que marcará sua vida para sempre. Apaixonado pela mãe de seu melhor amigo, ele experimenta o primeiro amor em um contexto de rígidos códigos morais, transformações sociais e tensões familiares. Com delicadeza e precisão, José Emilio Pacheco constrói um romance breve e intenso sobre memória, desejo e perda da inocência. Ao mesmo tempo em que narra um sentimento íntimo e proibido, o autor retrata as mudanças profundas que redefiniram o México urbano no século XX. Publicado originalmente em 1981, As batalhas no deserto tornou-se um dos livros mais emblemáticos da literatura mexicana contemporânea, leitura fundamental para compreender as relações entre juventude, história e identidade na América Latina. A tradução é de Ari Roitman e as ilustrações de Evelyn Sartori Ivan Di Simoni. Você pode comprar o livro aqui.

Um guia que conduz o leitor por dezesseis caminhos de Fernando Sabino, revelando o Rio de Janeiro onde o escritor mineiro de Belo Horizonte viveu durante 56 de seus 80 anos.
 
Em sua companhia, percorremos dezesseis bairros ao longo de seis décadas ― da Zona Norte à Zona Sul, passando pelo Centro, Copacabana, Ipanema, Botafogo, Flamengo, Glória, Catete, Cosme Velho, Leme, Gávea, Lagoa, Jardim Botânico, Leblon, Lapa, Estácio e Maracanã. De bonde, de ônibus, de carro ou a pé, o Rio se deixa ver sob diferentes ângulos. Fernando Sabino circula sozinho, com amigos ou com os filhos, por praias, livrarias, restaurantes, bares, boates, botequins, igrejas, bancas de jornal, editoras, galerias, estádios, cinemas, clubes, praças e edifícios. O volume reúne citações extraídas da obra do autor e inclui mapas e fotos de época que oferecem um mergulho no Rio de ontem e de hoje, em delicada sintonia com o ensaio fotográfico de Daniel Ramalho. O Rio de Fernando Sabino é publicado pela editora Autêntica; o segundo volume da série O Rio da Literatura, idealizada por Teresa Montero e inaugurada com O Rio de Clarice, em 2018. Você pode comprar o livro aqui.

Romance celebra o poder inaugural da mente ao mesmo tempo que investiga as relações humanas elementares e o espanto diante do inexplicável, como o fogo, a morte e a doença

Em Os imortais, Paulliny Tort, vencedora do prêmio APCA e finalista do Jabuti com Erva brava, surpreende o leitor com uma obra ambientada na pré-história e realiza um feito literário singular: reconstruir um mundo anterior à linguagem tal como a conhecemos, mas pleno de complexidade, pensamento e imaginação. Neste romance tão próximo de uma epopeia, Tort narra a trajetória de um clã de neandertais em um cenário hostil, marcado pela fome e pelas intempéries. Guiado por figuras conhecidas como Homem, Mulher e Velha, o grupo atravessa vastos territórios em busca de sobrevivência. Após um conflito com outro agrupamento, uma criança sapiens é incorporada ao clã. Afastando-se de visões estereotipadas sobre os primeiros hominídeos, Tort cria uma narrativa de aventura que também se configura como uma fábula sobre a origem da humanidade, e propõe um retrato especulativo do convívio entre duas espécies. Ousado e original, Os imortais celebra o poder inaugural da mente ao mesmo tempo que investiga as relações humanas elementares e o espanto diante do inexplicável, como o fogo, a morte e a doença. Com um estilo cristalino e envolvente, mas ainda assim poético, Paulliny Tort nos lembra que nosso elo com o passado é inquebrantável, enquanto o futuro da chamada civilização talvez seja mais frágil do que costumamos supor. Publicação da editora Fósforo. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS 

Ainda Vonnegut. A editora Intrínseca reedita com novo projeto gráfico o livro mais emblemático do escritor estadunidense, Matadouro cinco; a tradução é de Daniel Pellizzari. 

Pessoinhas. Duas miniantologias organizadas por Jerónimo Pizarro — uma com a poesia e outra com a prosa do poeta português — ganham edições brasileiras. Feito da editora Tinta-da-China Brasil.

Outro português. A editora Nós iniciou a reedição da sequência O Bairro, de Gonçalo M. Tavares. Saem O senhor Calvino e o passeio e O senhor Walser e a floresta

DICAS DE LEITURA

1. Aranha movediça, de Moacir Fio (Moinhos, 232p.) A procura de uma lenda do punk no Nordeste brasileiro mergulha na lama da nossa origem e nos aprisiona em um torvelinho de violência, desejo, transgressão e magia.. Você pode comprar o livro aqui.

2. A terra da doce eternidade, de Harper Lee (Trad. Marina Vargas, José Olympio, 160p.) A reunião de vários textos esparsos da autora de um único livro é uma oportunidade de conhecer outros meandros da sua escrita. Você pode comprar o livro aqui.

3. As vozes da noite, de Natalia Ginzburg (Trad. Iara Machado Pinheiro, Companhia das Letras, 160p.) Uma tímida jovem passa em revista sua própria família enquanto descortina os anos do fascismo, da guerra e do pós-guerra em Itália. Você pode comprar o livro aqui

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

Em nossa conta no Instagram, o leitor pode conferir o excerto de uma entrevista concedida por Natalia Ginzburg para a Rai Teche em 1964. Ela discorre sobre o registro de sua escrita a partir de dois de seus livros, As pequenas virtudes e Léxico familiar.

O editor do Letras, Pedro Fernandes, está nas páginas da revista Blimunda. O periódico da Fundação José Saramago publicou “José Saramago e o ribombar da revolução”. O texto examina a primeira peça de teatro do escritor Prêmio Nobel de Literatura, A noite, que mereceu recentemente uma edição especial pela Editorial Caminho. Leia aqui.

BAÚ DE LETRAS

É possível saber mais do emblemático Matadouro cinco, de Kurt Vonnegut, neste texto que traduzimos para o Letras em 2017.

DUAS PALAVRINHAS

As pessoas não podem viver sem sonhos perigosos e inesperados.
— Cees Nooteboom

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