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Chopin frio, a barcelonesa e o pianista. Coetzee conta um amor tardio.

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Por Felipe Vieira de Almeida  Já escutei um terapeuta falar que o caminho mais rápido para perdermos a paixão por alguém é conhecer essa pessoa a fundo o mais rápido possível. O contato com as limitações cotidianas dissipa nossas fantasias e idealizações e nos permite enxergar o ser humano real que está por baixo de nossas projeções. Em O polonês,  J. M. Coetzee se inspira no amor idealizado de Dante Alighieri por sua musa Beatriz Portinari (Beatrice, a depender do tradutor) para nos entregar a história do relacionamento entre um pianista polonês setentão e uma socialite barcelonesa casada e com seus quarenta e tantos anos de idade. Entre os personagens há barreiras ao conhecimento profundo e rápido dos amantes, entre elas a diferença de idioma que se impõe como uma protagonista dessa história de amor, quase uma terceira protagonista que vem turvar essa relação de curta duração e longas consequências. O sul-africano laureado com Nobel de Literatura pelo que a Academia Sueca co...