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Das miudezas que não são miúdas em Escrevo seu nome no arroz, de Caetano Romão

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Por Douglas Sacramento Caetano Romão. Foto: Arquivo da editora Fósforo Em uma As aulas de Hebe Uhart , transcritas e reelaboradas por Liliana Villanueva, é abordada a relação perene entre linguagem e mistério. Nesse capítulo específico, a voz professoral, que aponta caminhos sobre a escrita e o labor literário, com suas dicas e frases eloquentes, pontua que, para escrever, são necessárias duas coisas: o sentido da linguagem e o sentido do mistério. Esse segundo sentido, que perpassa o literário, chama a minha atenção.  Para Uhart, o sentido do mistério encontra-se além do que está posto, muitas vezes oculto por trás da própria linguagem. Para isso, as personagens construídas pelo autor precisam ocupar, de alguma forma, esse lugar que instiga o leitor a procurar significados ocultos nessa zona nebulosa do mistério e que, de algum modo, a linguagem não consegue dar conta em sua plenitude. Essa aula de Hebe Uhart me veio à tona quando terminei Escrevo seu nome no arroz , de Caeta...