Fausto e a contemporaneidade
Por Herasmo Braga Rembrandt, Fausto , 1650. Aristóteles na Poética afirma que o imitar é inerente ao ser humano. Se atentarmos para além das questões biológicas, a atividade que o homem mais realiza em sua jornada é interpretar. Podemos considerar sem sobressaltos ou exageros que a trinca de formação da compreensão do sujeito se dará pelas fontes históricas, filosóficas e literárias. Portanto, se a busca por algo é de muito saber, a vigência destes minadouros deve ter suas presenças marcantes. Fausto, seria, portanto, uma imagem significativa da modernidade tão em voga. A Modernidade, então, formou-se tendo como principal característica a centralidade no Eu. Junto a esse Eu-Centro, ao longo dos séculos, foram inseridas maneiras de ser e de se ver em que foi se evidenciando pari passu o acentuamento do Eu e, consequentemente, o apagamento do outro. Desta forma, o imaginário social do sujeito moderno era integrado apenas por maneiras individuais, soberbas, vaidades, e ...