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Mostrando postagens de julho 29, 2026

Rosebush Pruning, de Karim Aïnouz

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Por Pedro Fernandes A obra cinematográfica de Karim Aïnouz é vasta e multifacetada. Inclui títulos como Abril despedaçado (2001), Madame Satã (2002), Cidade baixa (2005), Cinema, aspirinas e urubus (2005), O céu de Suely (2006) e Praia do futuro (2014), para referir os filmes mais conhecidos. É óbvio que existe um estilo próprio, como o interesse por personagens descentradas ou dilemas que as mobilizam individual ou mesmo coletivamente. Em alguns dos casos recorrentes é o horizonte de uma existência plena o que elas procuram entre os seus próprios escombros. Encontramos certa parte desse interesse em Rosebush Pruning (2026), que se beneficia do uso livre das várias expressões possíveis no cinema para construir um ensaio descarnado do hedonismo em tempos de alto capital. Diríamos que é a aposta mais ousada de um cineasta mobilizado por alguns interesses caros a cineastas como o Ruben Östlund de Força maior (2014), ou o de Triângulo da tristeza (2022) ou o Yorgos Lanthimos de O ...