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A cartografia poética de Micheliny Verunschk

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Por Davy Douglas Fernandes Micheliny Verunschk. Foto: Fabio Seixo O título aqui não é escolhido por puro acaso. Micheliny Verunschk mapeia espaços físicos e líricos em contato com um personagem central que carrega consigo paralelos de dor e desejo, ausência e presença: a noite. Em Cartografia da noite (2010), a ciência cartográfica não é um mero elemento fabulatório, mas um princípio poético tão bem elaborado, dentro de uma obra tão coesa, que a experiência de leitura se assemelha a uma narrativa, desde o uivo da noite até o nascer do sol: “O sol/ devolve/ cada coisa/ que a noite/ furtou” (Verunschk, 2024, p. 163). Tal fato não surpreende, considerando o excelente trabalho que Verunschk apresenta como romancista, sendo oportuno destacar a obra com qual foi reconhecida com o Prêmio Jabuti, O som do rugido da onça (2011), assim como os romances Caminhando com os mortos (2023) e Depois do trovão (2025).  Além disso, a autora pernambucana é mestre em Literatura e Crítica Literária ...