Boletim Letras 360º #695
DO EDITOR
Na aquisição de qualquer um dos livros pelos links fornecidos neste boletim, você pode obter um bom desconto e ainda ajuda a manter este projeto. A sua ajuda continua essencial para que o Letras permaneça online. Esses links de os que postamos em publicações de nossa página no Facebook ou em outras redes são seguros. Em hipótese alguma, use links apresentados por terceiros passando-se pelo Letras.
![]() |
| Valter Hugo Mãe. Foto: Bruno Alves |
LANÇAMENTOS
Novo romance de Valter Hugo Mãe é uma alegoria sobre os vícios, as virtudes e as contradições humanas.
Em O século dos imbecis o premiado escritor Valter Hugo Mãe constrói uma fábula tão divertida quanto inquietante sobre o mundo em que vivemos. Entre o riso e a reflexão, o autor investiga as contradições humanas e questiona quais valores ainda podem nos salvar em tempos de excessos, intolerância e desorientação. No alto das montanhas ergue-se a Malandrinha, palacete que domina a paisagem de um pequeno vilarejo. Ali vive Agilulfo, o excêntrico Marquês da Malandrinha, conhecido por uma característica tão insólita quanto reveladora: quanto mais desce em direção ao nível do mar, mais emburrece; quanto mais sobe a montanha, mais lúcido e brilhante se torna. Figura de fascínio para toda a comunidade, Agilulfo desperta paixões, ambições e ressentimentos, enquanto ao seu redor se desenrola uma trama marcada por luxúria, inveja, vergonha, desejo, ganância, empatia, solidariedade e estupidez. Ao mesmo tempo, as mulheres do vilarejo, com sua força silenciosa e sua capacidade de desafiar convenções, tornam-se peças fundamentais na transformação dos destinos individuais e coletivos. Misturando realismo mágico, humor afiado e reflexão filosófica, O século dos imbecis observa com ironia e ternura aquilo que há de mais contraditório na experiência humana. Com a prosa lírica e singular que o tornou um dos escritores mais admirados da atualidade, Valter Hugo Mãe transforma o absurdo em beleza e faz desta história uma reflexão sarcástica, divertida e profundamente humana sobre quem somos. O livro sai pela Biblioteca Azul. Você pode comprar o livro aqui.
A reedição do livro que projetou a presença de Alice Ruiz na poesia brasileira.
Navalhanaliga é o livro de estreia da poeta, compositora e tradutora paranaense Alice Ruiz. Lançado originalmente em 1980, a obra é um marco fundamental na poesia contemporânea brasileira. O livro teve um impacto imediato, recebendo o prêmio de Melhor Obra Publicada no Paraná no ano de seu lançamento e ganhando uma segunda edição logo em 1982. Mesclando a irreverência da contracultura, o rigor cirúrgico do haicai e uma perspectiva feminista profundamente atual, a obra captura o cotidiano e o desejo com versos breves que ferem e encantam na mesma medida. Uma leitura indispensável e visceral, capaz de transformar o comum em poesia pura e mostrar por que Alice Ruiz se tornou uma referência fundamental na nossa poesia contemporânea. A nova edição é publicada pela Arte & Letra. Você pode comprar o livro aqui.
Um acontecimento uniu a vida de três mulheres para sempre. Duas nasceram no tempo e no lugar errados; a terceira é fruto disso.
Em Como laranja amarga, Milena Palminteri conduz o leitor por uma Sicília vibrante e implacável, onde cada escolha tem um preço e cada silêncio esconde um segredo. Agrigento, 1960. Aos trinta e seis anos, Carlotta acredita estar destinada à solidão. O pai morreu na noite em que ela nasceu, sua adorada babá desapareceu quando ela era pequena e sua mãe sempre foi fria e distante. Criada entre a ascensão do fascismo e a guerra, em uma Sicília parada no tempo e no espaço, Carlotta aprendeu que a única maneira de evitar o sofrimento é aceitar o próprio destino. No seu discreto trabalho no Arquivo Notorial, em meio aos papéis empoeirados, ela encontra um documento devastador: um antigo processo movido por sua avó paterna em que acusa sua mãe de não ter dado à luz a própria filha. Carlotta inicia uma investigação que a levará a confrontar o passado que ela mesma tentou sufocar. Sarraca, 1924. De nada adianta ser jovem e cheia de sonhos se você nasceu na época errada. Em meio à ascensão do fascismo na Itália, a idealista Nardina se casa com o nobre Carlo Cangialosi. Nardina, porém, não consegue engravidar, arrastando o peso da culpa como uma penitência. Já a bela e indomável Sabedda, uma humilde criada, carrega em seu ventre um bebê que não poderá alimentar. Três mulheres de origens distintas, unidas por um segredo. Em uma sociedade que insiste em decidir por elas, elas não fogem das provações que a vida insiste em pôr em seus caminhos, pois sabem que contam com a força de um amor maior que o julgamento dos homens. Com uma prosa poética e fluida, Milena Palminteri estreia na literatura com Como laranja amarga, um romance maduro e arrebatador, povoado de personagens memoráveis que abraçam, com dolorosa dignidade, seus destinos. Publicação da editora Record; tradução de Ivone Benedetti. Você pode comprar o livro aqui.
Precursor do romance policial na Argentina, o único livro que Silvina e Bioy escreveram juntos ganha sua primeira edição no Brasil, 80 anos após sua publicação.
Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares escreveram Os que amam, odeiam em Mar del Plata, em pouco mais de um mês, no verão de 1946. Ficaram na praia até o fim da estação, quando já quase não havia ninguém, e ali iniciaram e terminaram o romance. Na história, uma pessoa é envenenada e outra desaparece em um solitário hotel à beira-mar. O dr. Humberto Huberman, médico homeopata recém-chegado ao balneário em busca de descanso, vê-se envolvido em uma trama de vinganças, amores não correspondidos e paixões exacerbadas pela tempestade de vento e areia que, durante quatro noites, confina os hóspedes no hotel. O sufocante isolamento traz à tona o melhor e o pior de cada um, levando as relações ao limite. Todos são suspeitos. Criado por dois dos maiores autores do século vinte, Os que amam, odeiam é um romance inquietante que combina mistério, ironia e a precisão literária digna dos grandes mestres da ficção policial. Publicação da Companhia das Letras; tradução de Júlio Pimentel Pinto. Você pode comprar o livro aqui.
Nova edição e tradução do primeiro romance de James Joyce.
Originalmente publicado em 1916, Um retrato do artista quando jovem é, além da primeira obra de James Joyce, uma das narrativas de formação mais influentes da literatura moderna. Partindo de um mergulho profundo na consciência de Stephen Dedalus, alter ego do autor, conhecemos os caminhos que o levam da infância à vida adulta até descobrir, na arte, uma forma de existência. Ainda criança, Stephen Dedalus já percebe o mundo ao seu redor de maneira inquieta: entre dúvidas, descobertas e rupturas, cresce dividido entre o peso das convenções e expectativas familiares e um forte desejo de construir sua própria identidade. Nascido na virada do século XIX para o século XX na Irlanda, Dedalus se desenvolve no seio do conservadorismo católico e dos conflitos nacionalistas de sua pátria, tensões que o transformam profundamente. No entanto, à medida que amadurece, afasta-se dos caminhos impostos e passa a enxergar na arte uma forma de liberdade… mesmo que isso signifique enfrentar a solidão e o desconhecido. Ao longo do romance, seu amadurecimento também se reflete na linguagem narrativa: sensorial na infância, intensa na adolescência e mais sofisticada e altiva na juventude. Abertamente inspirado em episódios da vida pessoal de James Joyce, este romance antecipa temas, conflitos e experimentações formais levados adiante em Ulisses, obra-prima que redefiniria os limites do romance moderno. Considerado um marco da literatura do século XX, o livro transformou para sempre a maneira de narrar a subjetividade e inspirou gerações de escritores, de Virginia Woolf e William Faulkner a Clarice Lispector. A edição da Antofágica conta com tradução inédita de Vitor Alevato do Amaral, ilustrações e projeto gráfico assinados pela artista visual Manon Bourgeade. Inclui-se entre os posfácios o ensaio “Um retrato do artista”, de James Joyce, texto embrionário que, doze anos depois, daria origem ao romance; além de um texto de Vitor Alevato do Amaral comentando especificidades do romance e bastidores da tradução, e uma carta-confissão a Joyce da escritora Luisa Geisler. Como material complementar, a edição conta ainda com uma cronologia que aproxima episódios da vida de James Joyce dos acontecimentos vividos por Stephen Dedalus, revelando os diálogos entre ficção e experiência pessoal no romance. Você pode comprar o livro aqui.
Um retrato da mãe por Marina Tsvetáieva.
No ensaio para a edição de Minha mãe e a música afirma que: “Poucas vezes vi um retrato materno tão comovente como este que Tsvetáieva pinta de Maria Alexandróvna Meyn. A poeta narra a relação entre as duas trazendo para o primeiro plano aquilo que ela nomeia como ‘personagem principal’ de sua infância: o piano. ‘Monstro petrificado’, ‘hipopótamo cheio de dentes’, ‘imenso objeto aquático’... O piano despertava nela, ao mesmo tempo, fascínio e medo, encantamento e pânico, angústia e força — assim como as coisas mais impactantes da nossa infância, que perduram pelo seu caráter ambivalente. E é sobre essa ambivalência que a poeta vai se equilibrando ao longo do texto e nos conduzindo por uma espécie de fio, sempre a um passo de despencar.” O livro sai pelo selo Poente com tradução de Irineu Franco Perpetuo. Você pode comprar o livro aqui.
Diálogos entre Susan Sontag e John Berger.
No início dos anos 1980, o programa Voices fez uma pequena revolução na televisão britânica ao transmitir debates de alto nível sobre diversos temas para o grande público. Um de seus episódios logo se tornou um clássico e um registro histórico memorável: tratava-se de uma vibrante troca de ideias entre John Berger e Susan Sontag sobre a arte de narrar histórias. Pela primeira vez transcrito, o encontro que dá título a este livro é um vislumbre raro das engrenagens da mente de duas figuras incontornáveis do pensamento contemporâneo. Descrito por Berger como misterioso e essencial, o ato de narrar é percorrido desde a tradição oral até a escrita moderna. Acaloradamente, os dois discutem a centralidade e a natureza da figura do narrador, algumas vezes divergindo sobre o tema. Com o vigor e a elegância característicos de seus escritos, ambos reafirmam um entusiasmo e um compromisso inesgotável com o fazer literário, que anos depois seria sintetizado por Sontag na inesquecível declaração de que “literatura é liberdade”. Para dar ainda mais contorno ao pensamento conjunto de Berger e Sontag, este livro inclui ainda a transcrição de “Entre self e sistema” — um debate sobre fotografia, realizado na ocasião em que os dois se conheceram, em 1974, e que antecipa questões fundamentais desenvolvidas por ambos em seus trabalhos — e os fac-símiles da correspondência mantida ao longo de mais de duas décadas de amizade e contribuição artística. Nas cartas, encontramos trocas de livros, referências e atualizações sobre projetos em andamento, assim como registros de uma cumplicidade e admiração mútua que se fez presente nas suas obras. Organizado pelo escritor e cineasta francês Benoît Bourreau como parte da comemoração do centenário de John Berger, celebrado em novembro de 2026, e com tradução de Denise Bottmann, Narrar histórias apreende a originalidade e a fluência das ideias de Berger e Sontag a partir de um olhar inédito, dando aos leitores uma chance ímpar de seguir os passos, as ideias e o afeto de dois expoentes intelectuais do século XX. Publicação da editora Fósforo. Você pode comprar o livro aqui.
Um retrato dos Estados Unidos por Franco Morettii.
República e império, objeto de desejo e de repulsa, fornalha em que a liberdade e a violência, a ingenuidade e o cinismo teimam em se confundir: por onde se olhe, os Estados Unidos são um enigma a céu aberto. É justamente esse enigma que, pelo ângulo da cultura, Franco Moretti tenta decifrar em Um país distante. Nestas páginas breves e argutas, assinadas por um dos grandes críticos de nossos dias, a indagação do autor conduz o leitor por uma galeria de nomes decisivos das letras, das artes e do cinema norte-americanos. Versão por escrito de aulas em Stanford, Um país distante começa por uma aposta central para Moretti: mais que simplesmente “desmascarar” os vínculos entre as formas artísticas e as forças históricas, o verdadeiro alvo da boa crítica materialista consiste em ressaltar as maravilhas de que só a arte e a literatura são capazes. Vistas ou lidas assim, as obras selecionadas por Moretti lançam luz reveladora sobre a história que as viu nascer. Quer se trate da poesia de Walt Whitman e da pintura de Andy Warhol iluminando o consumo de massas ou das peças de Arthur Miller e das telas de Edward Hopper confrontando o anonimato e a solidão, quer se trate ainda do filme noir e do western figurando e investigando a violência fundadora das sociedades modernas — a forma das obras sempre tem algo a dizer sobre as forças históricas que moldaram os Estados Unidos e, de fato, boa parte da história moderna. Um país distante: cinco aulas sobre a cultura americana tem tradução de Natasha Belfort Palmeira. O livro sai pela Editora 34 e integra a Coleção Fábula. Você pode comprar o livro aqui.
Um francês na roda do candomblé brasileiro.
Poeta e militante do movimento surrealista, Benjamin Péret esteve no Brasil e participou de cerimônias ligadas às religiões de matriz africana sob a tutela de Tio F. e Mãe M. Dessas experiências, surge o livro Candomblé e macumba, que contém catorze reportagens originalmente publicadas entre 1930 e 1931 no jornal paulista Diário da noite. Com espírito investigativo e profundo respeito pela riqueza simbólica das manifestações religiosas que presenciou, Péret registra aspectos da cosmologia dos orixás, da ancestralidade, das cerimônias religiosas e da vida cotidiana das comunidades que preservam essas tradições. Leitura fundamental para quem se interessa por cultura brasileira, religiões afro-brasileiras e história social, o livro de Benjamin Péret permanece atual ao destacar a importância de preservar e compreender as tradições que compõem a diversidade religiosa do Brasil. A edição da 100/ Cabeças com tradução de Bruno Costa conta ainda com um cuidadoso aparato de notas e comentários que explicam e detalham os elementos religiosos, textuais e históricos da obra e apresentação de Leonor Lourenço de Abreu. Você pode comprar o livro aqui.
Mais das reflexões autobiográficas de Roberto Pompeu de Toledo.
A vida de um recém-viúvo aos oitenta anos pode ser repleta de dissabores, mas também de novas descobertas e alegrias, sobretudo se iluminada pela literatura. O memorialista de O espelho e a mesa dá continuidade a suas reflexões autobiográficas em uma narrativa capaz de emocionar e inspirar leitores de todas as idades. Situado na tênue fronteira entre a reflexão autobiográfica e a ficção do cotidiano, este memorial escrito em homenagem a um grande amor emociona e ao mesmo tempo interpela quem se lança à sua instigante leitura. “Sou um poço de lembranças. Esqueço de algumas coisas, mas lembro de muitas mais.” Para Roberto Pompeu de Toledo a lembrança é o contrário da morte, e as coisas, lugares e pessoas que a memória retém são de uma riqueza incalculável. Neste Memorial do inverno, o consagrado escritor e jornalista converte o mergulho no passado e na morte em uma potente reivindicação da vida. O livro sai pela Objetiva. Você pode comprar o livro aqui.
REEDIÇÕES
REEDIÇÕES
Uma reedição do mais importante livro de James Joyce com a célebre e pioneira tradução de Antonio Houaiss.
Ulisses relata os acontecimentos de um dia da vida do vendedor de anúncios Leopold Bloom. Ele sai a passeio com o amigo Stephen Dedalus e, ao fim do dia, deve retornar para casa, onde o esperam a esposa e a filha. A história se passa em Dublin, na Irlanda, em 1904, e é uma paródia da Odisseia, de Homero. O livro se divide em 18 capítulos, e cada um deles está ligado a um dos episódios da Odisseia, assim como a um ambiente e a uma hora do dia, a uma cor e a uma parte do corpo humano. Publicado em 1922, o livro foi considerado indecente por Virginia Woolf e chegou a ser proibido em alguns países. Representando um divisor de águas na literatura, tendo-a revolucionado com sua modalidade experimental, a grande inovação de Ulisses — a diversificação de estilos, os fluxos de consciência e monólogos interiores dispostos sem qualquer preocupação de explicitar quem está falando ou divagando ao longo do texto – horrorizou e encantou leitores e críticos. Para T. S. Eliot, “Ao usar o mito, ao manipular um paralelo contínuo entre a contemporaneidade e a antiguidade, Joyce está seguindo um método que outros devem buscar depois dele”. Um romance que continua, até hoje, desafiando leitores do mundo todo. A reedição da Civilização Brasileira/ Paz e Terra sai com um inédito Guia de leitura preparado por Ricardo Lísias e e paratextos de Vitor Alevato.
Nova edição do romance em que Emmanuel Carrère reconta a vida de uma figura polêmica cuja trajetória —de poeta russo a revolucionário, de celebridade a presidiário — acompanha a própria história da Europa no século XX.
De forma inovadora, Emmanuel Carrère parte de acontecimentos reais — a vida de Eduard Limonov, delinquente, escritor, mendigo, mordomo, político radical russo — para construir uma história de não ficção com as bases clássicas do romance, em que acompanhamos a vida e as peripécias de um personagem marcante, passando por uma série de quedas e apogeus. Para colher informações realistas sobre o personagem, o escritor teve encontros diários durante duas semanas com Limonov. “Limonov não é um personagem de ficção. Ele existe. Eu o conheço. Ele foi delinquente na Ucrânia, ídolo do underground soviético; mendigo, depois mordomo de um bilionário em Manhattan; escritor da moda em Paris; soldado perdido nas guerras dos Bálcãs; e agora, no imenso caos do pós-comunismo na Rússia, velho chefe carismático de um partido de jovens desesperados. Ele mesmo se vê como herói, podemos considerá-lo um tratante: suspendo neste ponto meu julgamento. É uma vida perigosa, ambígua: um verdadeiro romance de aventuras. É também, creio eu, uma vida que conta alguma coisa. Não apenas sobre ele, Limonov, não apenas sobre a Rússia, mas sobre a história de nós todos desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, revela o autor. Reedição da Alfaguara. Tradução de André Telles. Você pode comprar o livro aqui.
RAPIDINHAS
O retorno de Rushdie 1. Saiu na gringa The Eleventh Hour, exatamente quatro anos depois do fatídico atentado sofrido pelo escritor. Sem previsão de chegar ao Brasil, uma edição em nosso idioma saiu há pouco em Portugal com o título de O último instante.
O retorno de Rushdie 2. O livro reúne cinco novelas em que a narrativa abrange o último ato de vida: “No Sul”, “A música de Kahani”, “Atrasado”, “Oklahoma” e “O velho da praça”.
O retorno de Olga Savary. A poesia reunida da poeta ganha nova edição pela Companhia das Letras em agosto. O livro traz o inédito Lagar, escrito no início dos anos 2000 por ocasião das celebrações dos oitenta anos do poeta Eugénio de Andrade.
Vida e obra de Graciliano Ramos. Chega aos leitores em agosto a biografia do escritor feita por Wander Melo Miranda; edição da Companhia das Letras.
DICAS DE LEITURA
1. O exterminador de cães, de Bernardo Kucinski (Alameda Editorial, 176p.) O retorno do escritor ao conto, sem para isso se fixar nos limites do gênero, em textos que dizem de um tempo terrivelmente autodestrutivo. Você pode comprar o livro aqui.
2. O homem do casaco vermelho, de Julian Barnes (Trad. Léa Viveiros de Castro, Rocco, 272p.) Revisitando um dos momentos mais ricos da cultura francesa e inglesa a partir do retrato pintado pelo médico John Singer Sargent este romance compõe também um panorama dos interesses de Barnes, como as conexões entre arte e sociedade. Você pode comprar o livro aqui.
3. Assim começa o mal, de Javier Marías (Trad. Eduardo Brandão, Companhia das Letras, 520p.) Na Madri pós-franquista, neste romance, como denuncia o seu título, uma história arrebatadora entre as artimanhas do desejo e do rancor. Você pode comprar o livro aqui.
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
O Museu Galileu, em Florença, disponibilizou online obras de Leonardo da Vinci que ficaram separadas durante mais de quatro séculos. O projeto chamado Leonardotheka levou dez anos e conecta os arquivos do Codex Atlanticus, o maior acervo de escritos do gênio guardado na Veneranda Biblioteca Ambrosiana, em Milão e mais de cinco centenas de papéis da Royal Collection, em Windsor, no Reino Unido. Os manuscritos foram separados ainda no século XVII, quando o escultor Pompeo Leoni desmontou e cortou os fólios dividindo em dois grandes álbuns que depois passaram às mãos das instituições que hoje detêm esses materiais. Disponível aqui.
BAÚ DE LETRAS
Parte significativa da obra de Valter Hugo Mãe foi comentada neste espaço: dez títulos no total. O leitor pode conferir todos os textos aqui.
No dia 14 de junho deste ano passam-se 40 anos sobre a morte de Jorge Luis Borges. Conheça um pouco dos materiais disponíveis em nosso arquivo à volta do escritor e sua obra.
DUAS PALAVRINHAS
As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas.
— Em O livro do desassossego, Bernardo Soares/ Fernando Pessoa
...
* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.

Comentários