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Charlotte Brontë, a sobrevivente de uma família de mulheres escritoras

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Por Ricardo Marín Charlotte Brontë. Retrato por George Richmond.   Quando Jane Eyre foi publicado em 1847 sob o pseudônimo de Currer Bell, a comunidade literária inglesa ficou intrigada sobre quem era esse autor desconhecido que havia feito um trabalho verdadeiramente poderoso.   Quem disseca a própria alma assim, sem piedade. Não poderia ser Charles Dickens, ou William Makepeace Thackeray, ou Charles Kingsley, os grandes escritores da época. “Eles não tinham esse poder. E certamente também não era uma mulher, pois nenhuma mulher poderia ler o pergaminho da paixão humana dessa maneira, e se ela o tivesse lido, não poderia expressá-lo dessa maneira. Quem fez isso?”, lembra um escritor anônimo todo esse eco de perguntas no Cosmopolitan Art Journal , sobre o romance de maior sucesso de Charlotte Brontë.   Depois esse clamor, um ano aquando da sua publicação, Charlotte Brontë se livrou de seu pseudônimo e tornou-se conhecida no círculo literário londrino, do que hoje é consi...

O irmão Brontë e os outros esquecidos

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Por Alba Lara Uma coluna de cor ocre aparece pintada no centro do retrato das irmãs Brontë realizado pelo único irmão da família de escritoras, Patrick Branwell, em 1834. À primeira vista parece apenas um elemento da composição, mas segundo revelou um estudo da National Portrait Gallery de Londres, onde o quadro está guardado, Patrick rascunhou seu retrato, mudou de ideia e se escondeu por detrás do pilar. Este ano o oculto Branwell parece que se mostra ainda que brevemente: o Brontë Personage, museu em Yorkshire dedicado à família, celebra no marco de seu programa Brontë 200 o bicentenário do nascimento do único irmão varão das romancistas Emily, Charlotte e Anne com uma exposição que recupera parte de sua obra e de sua biografia. O certo é que é que no talento do jovem Patrick estavam postas todas as esperanças da família. Colaborou com suas irmãs na escrita de livros fantásticos para o público infantil. Alentado pelo poeta romântico Coleridge, traduziu as Odes de Horá...

Dez razões para amar "Jane Eyre", de Charlotte Brontë

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Cena de Jane Eyre , a adaptação do romance de Charlotte Brontë para o cinema Jane Eyre é um livro bastante subestimado. Sim, ele está aí nessa categoria, todos sabemos, mas também não por isso que podemos deixá-lo fora das nossas listas de leitura. Ainda mais porque, essa constatação sempre veio vestida de alguma ressalva; isto é, ainda que se diga que é um livro prescindível, sentimental e um pouco passado de moda, há quem afirma que esta é uma fama colhida pelo efeito depreciativo para com a escrita feminina. E não é só por isso; todos aqueles que leem a obra descobre nela um pequeno tesouro. Mas, há mais; por isso estas dez razoes para lê-lo: 1. Jane Eyre é agradável A personagem de Jane Eyre tem um carisma singular e podemos dizer que é uma das poucas personagens femininas do século XIX que alguém pode respeitar quando sua força cativante. Se você já está farto de mulheres insatisfeitas, frívolas, frágeis ou em busca (exclusivamente) de um amor ou de dinheiro, Jane ...