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Oblivion, de Joseph Kosinski

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Por Pedro Fernandes Saiu melhor que a expectativa; ou pelo menos não foi um filme de decepções. Oblivion é uma produção que traz uma série de debates por entre as operações sofisticadas e um tanto repetitivas de um futuro já idealizado pelo cinema – com casas de cenários transparentes e meios de transporte mirabolantes. Tenho percebido é o quanto a distância de tempo entre o presente e o futuro nessas narrativas de ficção científica tem cada vez mais ficado curta. Lembro que os primeiros filmes do gênero que assisti colocavam para adiante pelo menos um século mais tarde; no filme de Joseph Kosinski, não. Tudo se passa daqui a 64 anos. Previsão errada ou Hollywood tem apostado que a tecnologia deverá avançar a uma velocidade cada vez mais superior a já rapidez com que tem avançado? Isso daria motivos para outro texto. Oblivion segue o rastro das distopias. Não quer saber do perigo que vem do infinito universo, quer saber é como os humanos serão capazes de se reorganizar d...

Redes sociais para quê?*

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1. Tem cinco anos que criei o blog Letras in.verso e re.verso . A ideia – como aparece justificada na apresentaçãodo espaço – se deu quando, em 2007, eu ainda aluno de graduação em Letras ia ministrar um curso sobre a poeta potiguar Auta de Souza. Pela ocasião eu havia redigido um texto que mais tarde foi publicado numa revista acadêmica da Universidade Federal de Santa Catarina intitulado “ Auta de Souza in verso e[re]verso, sob o onírico e o etéreo, reflexões poéticas ”. Não precisa dizer que a origem do in.verso e re.verso vem do título desse texto. Até uns dois, três anos depois da criação do blog, a grafia do seu título era a mesma a que dei ao texto – in verso e [re]verso; somente com a reestruturação do espaço foi que passou para a grafia que leva até o presente. Quando fiz minha primeira incursão pelo universo das redes sociais, ainda com o antigo Orkut em 2008, eu utilizei a minha página pessoal para divulgação da publicação dos links que davam acesso às matéria...

Jean-Paul Sartre

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O quanto precisamos ainda de Jean-Paul Sartre. Este poderia servir de título a um texto que vim ensaiando escrever por esses dias sobre a importância da obra do filósofo francês. Ele não escreveu uma obra ensaística apenas: Sartre redigiu um mundo restituidamente pensado por um olhar que ficou conhecido de todos por existencialismo. Foi a partir desse olhar que encontrei tantas semelhanças, quanto ao escrito e ao escritor, entre ele e José Saramago. Gosto de pensar que Sartre foi um dos primeiros intelectuais a acenar e cumprir com o acenado de que o verdadeiro trabalho do intelectual não está apenas dentro do gabinete, mas nas ruas. Essa quebra de fronteiras, evidentemente, é fruto de uma cultura francesa – já foi dito tantas e tantas vezes que os franceses têm vasto culto às bibliotecas e, para compreender sobre o que se passa ele tem na bibliografia um suporte para tal – mas terá sido de uma importância extrema porque renegocia com a própria sociedade qual o papel dos que pensam...

Boletim Letras 360º #8

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Nesta semana realizamos o sorteio de um exemplar autografado de  As raízes que invadiram a casa ,   de Vernaide Wanderley (Editora Patuá) e já iniciamos outra empreitada promocional: em parceria com a Parábola Editorial daremos dois exemplares aos amigos do Letras e da editora no Facebook.  Outras novidades estão a caminho. Por aqui, ninguém para e até parado a gente trabalha. Semana movimentada pelo universo das letras, muitos lançamentos, a vinda de Coetzee ao Brasil, a eleição para cadeira 10 na Academia Brasileira de Letras e coisa e tal; está na hora de saber o que foi notícia em nossa página no Facebook e passou despercebido aos olhos do amigo leitor.   Uma das faces da moeda especial em homenagem a James Joyce que o Banco Central da Irlanda apresentou esta semana. Segunda-feira, 08/04 >>> Brasil: Overdose de O grande Gatsby Já todos os que andaram pelo cinema por esses dias toparam com o trailer para remake de O grande Gatsby , dirigi...

As adaptações de “O grande Gatsby” para o cinema

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Por Pedro Fernandes Recorte da primeira adaptação de O grande Gatsby  para o cinema. Foi ainda em 1926, um ano depois de publicado o romance e os Fitzgerald ficaram insatisfeitos com a adaptação do estúdio Paramount. Dificilmente encontraremos por aí um texto que não inicie ou dê contas mais adiante de que O grande Gatsby , de F. Scott Fitzgerald, é “o grande romance americano”; dos quatro textos que consultei para a confecção destas notas, todos, distintamente se guiam por essa caracterização. Se é assim descrito, não será erro admiti-lo como sendo o melhor romance de F. Scott Fitzgerald, autor que publicou outras obras como O último magnata e Suave é a noite .  O grande Gatsby saiu pela primeira vez ao público em abril de 1925.  O enredo que conta a história de Jay Gatsby volta a ser tema entre as principais matérias nos cadernos de cultura aqui e mundo afora porque chega em maio, na abertura do Festival Cinema de Cannes 2013, e depois nos cinemas mais ...

Os 70 anos do Pequeno Príncipe

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É inevitável recusá-lo como um texto literário só pelo fato de ser um dos livros mais vendidos no mundo depois da Bíblia ou por ter se tornado um clichê – mais ainda depois do advento das redes sociais – ou pelo fato de ter se tornado em produto base para toda sorte de comércio, como se o personagem principal do conto fosse um desses desenhos feitos para TV ou mesmo um santo católico. Muitos terão nele como o princípio de sua carreira de leitor, outros já o terão feito livro de autoajuda. Tudo isso, entretanto, não importa. Também não há como fingir que ele é só mais um texto, ainda mais quando inteira 70 anos, feito alcançado exatamente no último dia 6 de abril, com todo esse frenesi popular. Alguém já terá estudado sobre esse fenômeno? Se não, está aí um campo fértil de investigação; e nem que seja apenas para efeito estatístico vamos tentar apontar algumas justificativas. Seu autor foi mais famoso que o livro; o livro, entretanto, contribuiu para quando depois da morte...