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Ler para...

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Como descrevemos em nosso Boletim #74 : “Há quem misteriosamente rejeita livros ou tem pouca fé de ganhá-los e não se certifica da possibilidade; ou simplesmente ignora.” Mas, apostando que sempre há uma segunda chance, aí está. Estamos sorteando dois Kits que restaram da Promoção Gol de Letra 1. Ódio, amizade, namoro, amor, casamento , de Alice Munro +  A cabeça do sant o, de Socorro Accioli + Antologia  Cruviana  e 2. Vozes anoitecidas , de Mia Couto + Antologia  Cruviana . Os passos para ganhar são estes: 1. Seguir a página do Letras no  Facebook ; 2. Completar a frase “Ler para...” nos comentários do post no Facebook e dizer qual Kit escolhe se for o sorteado; 3. Depois partilhar o post (no modo público); 4. Finalizar a inscrição na aba " Promoções ", na página do Letras no Facebook. A promoção é válida apenas para leitores do Letras que estão no Brasil. O sorteio é realizado na noite do dia 22 de agosto . O ga...

Boletim Letras 360º #76

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Uma das vistas do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro. O espaço está entre as 20 mais bonitas bibliotecas do mundo segundo a revista Time . Leia mais sobre neste boletim. Há quem misteriosamente rejeita livros ou tem pouca fé de ganhá-los e não se certifica da possibilidade; ou simplesmente ignora. Talvez pela complexidade da forma e falta de interesse quase irrestrita dos usuários da web em se demorarem para ler um texto ou andar direitinho nos passos conforme está dito, tivemos poucos inscritos na promoção Gol Letras que realizamos durante o intervalo da Copa do Mundo 2014: alguns não alcançaram as metas, outros não ganharam e alguns que ganharam não buscaram o prêmio. Enfim, conforme dissemos em nossa página no Facebook restaram alguns Kits e vamos refazer a rodada de sorteios – de modo diferente, é claro. É só ficar atento aqui no blog e nas redes sociais do Letras. No domingo colocamos on-line o que estamos preparando. É isto. Abaixo seguem as notícias...

O amor nos tempos do cólera, de Gabriel García Márquez

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Por Rafael Kafka Sendo fã dos dois escritores em um nível difícil de mensurar, diria que pelo que escreveu em seu grande ensaio feminista Simone de Beuavoir amaria o texto de Gabriel García Márquez, tido hoje como um de seus romances mais bem escritos: O amor nos tempos do cólera . Seja pelo nível da escrita, seja pela forma de abordar o mais universal de todos os temas humanos: o amor. O romance conta de forma bastante interessante a construção de um tipo bizarro de triângulo amoroso que dura mais de cinquenta anos. Um tipo bizarro, pois não se converte em um triângulo propriamente dito como esses existentes nas mais melosas novelas mexicanas. O que temos é um amor deixado de lado, logo depois sendo substituído por outra relação, essa ao contrário da primeira bastante duradoura. O amor deixado de lado é um amor juvenil surgido entre Florentino Ariza, uma espécie de funcionário estágio do correio da cidade onde a história se passa, e Fermina Daza, filha de um rico de...

O fazer poético na "Resma", de Lívio Oliveira

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Por Thiago Gonzaga                     “Mundo mundo vasto mundo mais vasto é meu coração”. Carlos Drummond de Andrade Atualmente, qualquer pessoa que esteja atenta ao mercado literário local intui que a poesia ainda é a vertente que mais se distingue na literatura potiguar, não apenas pela grande quantidade de poetas, mas pela superior qualidade de alguns, que vêm se destacando há anos, dignos de figurarem numa antologia nacional.  Acredito, por ser leitor e estudante de poesia,  que a poesia feita no Rio Grande do Norte continua viva e ativa; organizam-se saraus, leituras de poemas, encontros com poetas, surgem novas revelações poéticas. No entanto, há poetas e poetisas que se sobressaem em meio à avalanche de livros publicados no Estado. Dentre estes, cito Lívio Oliveira, que penso ser o melhor representante masculino da nova geração poética potiguar, neste início de século; já com cinco livros de p...

Um discípulo para Stephen King

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Por Jana Lauxen Admito que não sou fã número um de histórias sobrenaturais. Provavelmente por que a maioria delas explore indiscriminadamente (e de modo superficial) o horrível, o bizarro e o nojento, mais pregando sustos desnecessários do que instigando legitimamente nosso medo. É fácil chocar apresentando uma cena de tortura extremamente realista. É simples horrorizar descrevendo detalhadamente canibais devorando criancinhas indefesas. Mas conseguir chocar e horrorizar sem apelar para o sensacionalismo violento e gratuito, já é outro departamento. Não é para quem quer; é para quem sabe. Por esta razão tenho grande admiração pelo escritor Stephen King. Em minha opinião, ele sabe como manipular nossos medos mais intensos com maestria, pois detém a medida exata do terror, que nunca falta e nem sobra em suas obras. Não por acaso, seus livros são incansavelmente transpostos para o cinema, como é o caso do clássico O Iluminado – um filme pouco chocante, mas genuinamente...

Chico Buarque: artista e pensador

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Por Rinaldo de Fernandes Chico Buarque tem uma profunda identificação com o Brasil. Suas letras, seu teatro, seus romances reimprimem importantes interpretações críticas do país. Estão entre os protagonistas do compositor os pivetes, os malandros, os sem-posse. Aquilo que constitui, efetivamente, a ‘negatividade’ da sociedade brasileira. Para Chico, especialmente em suas composições dos anos 70, a negatividade da vida brasileira é produto ou atributo da política, passa pelos poderosos de plantão. Iníquos lhe foram todos os governos militares, calando, torturando, matando. Governos que encontraram no compositor de “Apesar de você” e de “Cálice” uma voz incisiva, intrépida. Uma voz que afrontava a “mentira” e a “força bruta”. Chico, por outro lado, é um pensador da condição feminina. Quando retrata as ‘resignadas’ ou ‘recolhidas’ no universo doméstico, caso de “Cotidiano” e “Mulheres de Atenas”, é mordaz, ironizando a submissão ou o papel de esposa na família ...