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Mostrando postagens com o rótulo Salvador Dalí

Federico García Lorca, de Ian Gibson

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Já se passaram alguns anos da publicação original de Federico García Lorca – a biografia , de Ian Gibson. Igualmente, da tradução da obra no Brasil: 1989. Mas, pelo tempo era um livro escasso; agora, os leitores têm tantos anos depois, desde 2014, a sorte de contar com a reedição integral deste texto de grande fôlego pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros; a novidade, da edição original, é um novo prefácio escrito pelo autor para a reedição espanhola da obra ocorrida há quatro anos. Dizemos integral porque, quando o livro foi publicado em Espanha veio em dois tomos, um em 1985 e outro em 1987. Além de alguns anos sobre a aparição desta biografia, estamos a uma distância significativa do ano em que o poeta espanhol foi barbaramente assassinado pela Ditadura de Franco (1936). E tanto tempo depois, nunca se sabe onde foram parar os restos mortais de Lorca; sabe-se, tão somente, com a revelação recente de mais documentos dos porões da ditadura que o mataram porque era comuni...

Ilustrações de Salvador Dalí para Romeu e Julieta, de Shakespeare

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Capa de arquivo extra para 10 ilustrações assinadas por Salvador Dalí para Romeu e Julieta  de W. Shakespeare (detalhe) Aqui, vimos construindo um verdadeiro arquivo de coisas boas produzidas por Salvador Dalí – sobretudo no território das artes plásticas: seus desenhos para a Divina Comédia , de Dante, para Alice no país das maravilhas , de Lewis Carroll, para o Dom Quixote , de Miguel de Cervantes. Semanas depois de uma matéria sobre a influência da obra de William Shakespeare para as artes plásticas , voltamos a este território e ao trabalho do pintor catalão para a obra do dramaturgo e poeta inglês. É sabido que Dalí produziu material para obras como Macbeth – sobre o qual falaremos em outra ocasião – mas também produziu a partir de Romeu e Julieta . O leitor que tiver um tanto de conhecimento da obra do autor de A persistência da memória logo cairá em sobressalto. Sim, porque todos os títulos que anunciamos anteriormente têm um quê da estética surrealista, ma...

Os desenhos de Salvador Dalí para o Dom Quixote

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Miguel de Cervantes em desenho de Salvador Dalí (Reprodução) No passado dia 29 de setembro, estivemos à altura dos 466 anos sem Miguel de Cervantes. Não foi à toa, portanto, que deixamos no nosso Tumblr um “apetitoso” conjunto  de imagens concebidas pelo design gráfico Roc Riera Rojas para uma edição  limitada do romance que é o mais quisto de sempre, o  Dom Quixote , publicada em 1968. Pela plasticidade do texto, talvez seja este, entre originais e adaptações o livro, que mais tenha mexido com o imaginário de artistas plásticos de todo o mundo. Basta que se diga que nomes como Salvador Dalí, Candido Portinari – e é suficiente estes dois – se aventuram em dar vida ao itinerário do cavaleiro errante e seu fiel escudeiro.  Foi por uma dessas postagens  dedicadas à arte de ilustrar que falamos dos trabalhos do artista catalão para o também famoso livro Alice no país das maravilhas , de Lewis Carroll e depois para a Divina comédia , de Dante; de P...

Dalí e Lorca, cartas de sedução

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Por  Carles Geli Federico García Lorca e Salvador Dalí, em foto de 1925 “Tu és uma tempestade cristã e necessitas de meu paganismo [...] irei te buscar para te dar uma cura de mar. Será inverno e acenderemos uma fogueira. As pobres bestas ficarão anestesiadas. Tu te recordarás como inventor de coisas maravilhosas e viveremos juntos como se numa máquina de retratos [...].” Assim, apaixonado, Salvador Dalí escreve, no verão de 1928, a seu íntimo amigo Federico García Lorca. Era algo mais, “um amor erótico e trágico, pelo fato de não poder compartilhá-lo”, explicaria o pintor em 1986, numa carta para o editor publicada no jornal El País e dirigida a Ian Gibson, que o acusava de subestimar sua relação com o poeta, “como se tivesse sido uma açucarada novela cor de rosa”. A relação entre estes dois gênios se deu, com altos e baixos, entre 1923 e 1936, e deu  origem, colaborações artísticas à parte, a uma intensa troca de correspondência iniciada em 1925 e que, pela primeir...

Os desenhos de Federico García Lorca

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Foi ao acaso, num nesses passeios despretensiosos pela web , que achamos um verdadeiro inventário gráfico e poético de Federico García Lorca: um conjunto de desenhos descritos pela Corinna Archer (o lugar de origem dessa descoberta) como atestado da face artística do poeta. Quem já leu parte da obra de Lorca entenderá como não seria difícil para o autor saltar da matéria verbal para a laboração visual. Sua obra é, como já lembrou a crítica, visceralmente imagética. Sabe-se que García Lorca começou a traçar os primeiros rabiscos de caricaturas ainda na escola em Granada; era em geral aqueles desenhos mal formados que damos a criar nos intervalos de ócio das aulas ou durante a falta de apetência para determinada matéria. Eram caricaturas de professores e amigos da escola.  A partir do passatempo, talvez seduzido pela ideia de materializar o visto e o imaginado através da imagem, Lorca se dedicou ao desenho como se um ofício por toda a vida; explorou diversas possibilidades ...

As várias faces de “Alice no país das maravilhas” (2)

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Salvador Dalí e Walt Disney. Só recebemos as imagens compostas por Salvador Dalí para Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll por este ano. Graças à iniciativa da William Bennett Gallery. Uma edição com esse material foi publicada em 1969 pela Maecenas Press-Random House, uma editora de Nova York que vendeu a obra como o livro de destaque do mês. No total, o mestre catalão compôs treze ilustrações, uma para cada capítulo da obra, sendo a primeira apresentada ainda como rascunho no frontispício. A obra de abertura, que leva o nome do livro, seria terminada com guache em 1974 e depois reproduzida numa escultura de bronze de 1984. Convém lembrar aqui que Walt Disney, que elegeu Alice para o seu primeiro projeto de longa-metragem nos cinemas desde quando foi para Hollywood, em 1923, recebeu a significativa colaboração inicial do próprio Salvador Dalí para este trabalho.  Devido aos atropelos, o pintor sairia em 1951, sem que o seu nome fosse para os créditos: a ruptura e...

Os desenhos de Salvador Dalí para "A Divina Comédia", de Dante

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Dante Alighieri nasceu em Florença, Itália, em 1265. Inicialmente, sua poesia tinha o amor como tema central. Seu primeiro grande trabalho foi  Vita Nuova . Numa estadia em Paris, Dante escreveu Convivio , espécie de súmula poética da filosofia medieval, bem como o tratado político  Monarchia . Entre 1304 e 1308, depois de estar na França, mas não livre do desterro de Florença que jamais expiraria, começou a escrever a  Commedia , que no século XVI ganharia de Boccaccio o adjetivo  Divina . A obra, contudo, só seria publicada na íntegra depois da morte do autor, em 1321. Tido como texto fundador da língua italiana, em parte porque seu autor adota a língua não-literária como modelo, isto é, deixa de usar o latim para escrever em florentino, algo próximo do moderno idioma vigente, A divina comédia pode ser lida súmula da cosmovisão de toda uma época, monumento poético de rigor e beleza, obra magna da literatura universal, um clássico, e como bom clássic...