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A pintura de Lena em diálogo com o feminino na literatura de José Saramago

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Por Pedro Fernandes © Lena Gal. Humilhação dolorosa . 130 x 97.  Uma rápida visita ao currículo de Lena Gal nos colocará diante de algumas exposições cuja matéria está pautada no feminino e suas representações, tais como Mulheres, terra-mãe e O feminino insular . É do catálogo que compõe a primeira exposição que li a tela “As xamãs” num diálogo tão próximo e tão forte com uma cena de Memorial do convento , de José Saramago. Foi esse contato   que me pôs em contato com sua arte; Lena sempre muito solícita não hesitou, na ocasião, em ceder esse trabalho para compor a capa de Retratos para a construção do feminino na prosa de José Saramago , um extenso ensaio publicado em 2012 cujo interesse é de lançar alguma luz, por parca que seja, sobre o tema da representação do feminino na obra saramaguiana. O contato com o ensaio e, logo depois com a literatura do Prêmio Nobel produziu na artista o desejo de estreitar esse diálogo a princípio individual de alguns tem...

Promoção "Eu quero o novo romance de Chico Buarque"

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Próximo dia 14 de novembro, as livrarias brasileiras recebem mais um romance de Chico Buarque. Assinalamos a data com a publicação desta promoção no âmbito das celebrações do nosso aniversário de 7 anos on-line. Serão sorteados dois exemplares de “O irmão alemão” para os amigos do  Facebook . Para participar leia atentamente o regulamento e veja o que necessário fazer: 1. Seguir o Letras in.verso e re.verso no Facebook; 2. Partilhar essa post no modo público; 3. Inscrever-se na aba "Promoções"  aqui ; 4. Deixar um comentário na postagem no Facebook a marcação para três amigos. O sorteio só é válido para amigos do Brasil. Será realizado através da ferramenta sorteie.me no próximo dia 10/11   11/11 12/11. Os que não respeitarem o regulamento, mesmo ganhando o sorteio terá o sorteio anulado. Depois do sorteio, o ganhador deve entrar em contato conosco via mensagem pelo Facebook.

Quando o escritor é um sexy simbol

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Por Miqui Otero Pierce Brown. Exibir-se para ganhar leitores. Disse J. D. Salinger que o que amava dos livros era fechá-los e imaginar que o autor poderia ser seu amigo. Gostava do romance se essa sensação lhe invadisse depois de lê-lo. Mas há muita gente que tem dito além disso: muitos desejariam tomar uma cerveja com seu escritor depois de uma visita à casa já quando vê sua foto na contracapa de um romance. Ao menos isso é que se passa na cabeça de Pierce Brown, um  he-man dos escritores contemporâneos. Suas fotos corriqueiras no Instagram (com todos os acessórios do sedutor de seguidores digitais modernos: um cachorrinho, um gato, montanhas ao fundo, a pose de O pensador de Rodin, o olhar para o infinito, o sorriso pseudo-embromador mas desobediente largado com uma coroa de papelão num restaurante de fast-food ) têm dado ao autor da saga Red Rising um artigo no portal Buzzfeed em que analisa seu perfil com esmero detalhe como quem fala de um parágrafo do Ulysses , de ...

Drácula, de Bram Stoker

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Por Gustavo Martín Garzo Bram Stoker Em abril de 2012 se cumpriu um século da morte do escritor irlandês Bram Stoker, autor de Drácula (1897), romance sobre o qual disse Oscar Wilde é o mais belo nunca escrito. É estranho um qualificativo referindo-se assim a um livro que fala sobre a desgraça de existir, de um mundo presidido pela abjeção e pelo mal. O romance começa com o diário de Jonathan Harker, um agente imobiliário que viaja à remota região dos Cárpatos para formalizar a venda de uma casa em Londres e não tardará em descobrir ser prisioneiro do estranho e monstruoso ser que o acolhe em seu castelo. Numa das passagens deste diário, Jonathan Harker nos narra seu encontro com três luxuriosas mulheres que aparecem em seu quarto aproveitando a ausência do conde, seu amo e senhor. São três vampiras e, embora Harker se dê conta em seguida de que maléfico as impulsiona, não pode evitar cair sob sua tentação. “Meu coração”, escreve, “inflamou-se com um desejo m...

Haruki Murakami

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Certamente o Japão não terá tido contemporaneamente um romancista tão popular quanto Haruki Murakami. A ponto de, nos últimos anos ter sido sempre o primeiro nome a encabeçar a lista de favoritos ao Prêmio Nobel de Literatura. Nem mesmo quem leu uma só linha do escritor, sempre que nascem as especulações para o maior galardão de uma carreira literária, indica à estampa seu nome. Entre os da crítica, somam-se dois grupos: um que diz sê-lo autor de uma literatura fácil, uma espécie de Paulo Coelho com o dogma de realismo maravilhoso, e nada mais; outro que diz sê-lo o melhor da literatura oriental. Embates à parte, talvez, sim, a carreira sua tenha algum elemento extraliterário que o leve a apoteose. Sua obra está traduzida para mais de quarenta idiomas. E Murakami é ainda um escritor relativamente jovem — ele nasceu em Kyoto, no Japão, em janeiro de 1949. E não é um escritor recluso, apesar das resistências para dar entrevistas. Faz a linha da pop fiction , se pensarmo...

A nova edição de o Livro do desassossego

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“É o único escritor morto que publica mais que escritores vivos; um milagre, um símbolo da modernidade”. Pessoa não inventava personagens, inventava poetas, escritores completos. O entusiasmo é de Antonio Sáez Delgado, tradutor da nova versão de o  Livro do desassossego para o espanhol. A edição chega por lá nesta semana. No Brasil, ainda circula a versão organizada por Richard Zenith e publicada pela Companhia das Letras em dois formatos, um normal e outro de bolso; mas, como a editora Tinta da China tem, timidamente, adentrado o mercado nacional, é  possível encontrar também a versão mais recente do livro atribuído a Bernardo Soares organizada pelo também pessoano Jerónimo Pizarro. A referência, portanto, de Sáez Delgado, é sobre essa edição recente e não a organizada por Zenith. Enquanto isso, a nova versão do  Livro do desassossego  não é mais nenhuma uma obra-mestra de Fernando Pessoa; quando muito, uma releitura diferente como é dado às releituras,...