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Guerra e Paz, de Tolstói

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Vista lateral de Guerra e paz publicado pela Cosac Naify em tradução direta do russo para o português feita por Rubens Figueiredo. A obra também traz um texto de apresentação do escritor. É sim um grande romance – em todos os sentidos. No tema, na forma e na dimensão do enredo, 2 536 páginas. É mais um objeto de desejo construído pela Cosac Naify e que chega ao Brasil, pela primeira vez, em tradução direta do russo para o português. O trabalho conduzido pelo escritor/tradutor Rubens Figueiredo levou três anos para concluí-lo. Agora, fazer o design de um livro nessas dimensões é coisa para poucos. Ou, coisa para a Cosac Naify. Em texto de Elaine Ramos, responsável pela arte da casa editorial, publicado no blog da Cosac, registra-se que a dificuldade foi fazer um livro desse porte se tornar um convite à leitura.  A inspiração veio olhando para as edições de bíblias – que conseguem condensar suas páginas em grandes volumes compactos e flexíveis; a partir daí, ...

José e Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes

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Por Pedro Fernandes “Todos os tempos tiveram coisas boas; todos os tempos tiveram coisas más; mas como comunidade a espécie humana é um desastre. É um desastre. Então, é muito difícil dizer que todo o tempo passado foi melhor. Medo? Nada... Nada... Não... não... Não gosto nada, claro, evidentemente. E agora que, enfim, com a idade que tenho... Então, digamos, que já está claro que, que a porta de saída já está aí... Não, não tenho medo da... Medo, não. Há uma coisa de que, realmente, não gosto nada, que é quando se diz: Ah, estar vivo, morrer, e tudo isso... Para mim, a morte é... Não sei o que será depois... Ou, no momento em que estiver a morrer... como o entenderei... Mas, para mim, a morte, neste momento, é a diferença entre ter estado e já não estar. Isso é que... Isso, realmente, é o que me chateia muitíssimo...” É com este depoimento para uma emissora, que se abre o documentário José e Pilar – obra-prima, já me adianto, que põe o telespectador-leitor próximo ...

Feliz Natal

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Porque tivesse mais tempo ou porque estivesse mais propício a agradar meus leitores e transeuntes, ano passado comecei ainda no dia 20 de dezembro a destribuir nos correios eletrônicos de meus contatos um cartão elaborado para essa época do ano. Este ano as coisas não sucederam no mesmo rumo e limitei-me a postar o tradicional cartão de Natal por aqui*. Os votos de Bom Natal não irá diferir, isso eu aposto. * Para visualizar melhor basta clicar sobre a imagem; caso queira guardar como lembraça, depois de clicar sobre a imagem bastar salvar normalmente direto no seu computador.

Descobrir Pinóquio

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Amantes do livro-arte, a Cosac Naify publicou neste mês de dezembro uma obra digna de presente de fim de ano: As aventuras de Pinóquio . A proposta da editora em redescobrir a famosa história do boneco de madeira, vem numa caprichada edição com tiragem limitada a 3 500 exemplares impresso em papel importado GardaPat Kiara, capa dura e impressão em  hot stamping . Nessas horas correr é necessário.  A tradução do famoso texto ficou a cabo de Ivo Barroso, que manteve o mesmo ritmo de folhetim associado a uma linguagem refinada e límpida do original de quando o livro foi inicialmente publicado – sob o formato de folheto para jornal. Na luxuosa edição o leitor ainda se depara com um texto inédito no Brasil do escritor Italo Calvino em que comenta sobre o clássico.  Pinóquio é uma rica metáfora acerca do rito de passagem da infância para a adolescência. Como texto metafórico que o é, Ivo Barroso preserva o tom irônico e o jogo linguístico construído p...

Almada Negreiros

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Auto-retrato num grupo . Óleo sobre tela, 1925. Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal. O painel foi realizado por Almada Negreiros para o café A Brasileira e com ele o autor participou do Salão de Outono de 1925. “A vocação de Almada foi a de dizer-se , de afirmar-se , de passar a vida a ser-se Almada. ” " —  Eduardo Lourenço “A Raça Portuguesa não precisa de reabilitar-se, como pretendem os tradicionalistas desprevenidos; precisa é de nascer pro século que vive a Terra.” —  Almada Negreiros Este é um poeta que a crítica o tem como a figura mais polêmica do Modernismo português e assim o foi nas mais diferentes manifestações artísticas – na prosa, no teatro, na poesia e nas artes plásticas. Mas, na definição de Carlos Queirós “em tudo, e sobretudo, poeta. Ele próprio, humanamente, poeta”. Sua inquietude ou rebeldia não são gratuitas. Almada, além do olhar aguçado do poeta forma-se poeta de um tempo também de inquietudes e de rebeld...

Ensino, pesquisa e formação de professores de Língua Portuguesa e de Literatura

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Por Pedro Fernandes Em agosto de 2010, o Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em Pau dos  Ferros, sediava a sétima edição do Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura. Na pauta muitas discussões acerca do atual estágio do ensino dessas duas disciplinas no âmbito da graduação e da educação básica.  No calor das discussões que deram forma aos três dia do evento pensei em, depois daí, sistematizar essas discussões num suporte capaz de ser acessível por uma grande público - seja aquele que estando numa determinada roda de trabalhos não poderia está em outra, seja aquele que não teve contato com esses debates. É daí, pois, que nasce a ideia de organização de um livro eletrônico. O suporte ainda inovador atenderia essa demanda. Aprovada a ideia por parte das Edições UERN, editora que se dispôs a publicar o material - que no catálogo dessa institu...