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Mostrando postagens de agosto 30, 2026

Seis poemas de Li Bai

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Por Pedro Belo Clara  (Seleção, versões e notas)* IN MEMORIAM ¹  (o poeta chora Ho Chi-Chang) O lugar de Ssu-ming tinha um louco, Ho Chi-Chang, o vento e os ribeiros punham-no frenético.  A primeira vez que o vi, em Chang-an, Chamou-me “um deus no exílio”. Oh, estimado amante da taça, Tornou-se a erva debaixo do pinheiro —  Ele que deu a sua tartaruga dourada em troca de vinho. Agora, sozinho, recordo-o — e as lágrimas caem. PARA TU FU, DA CIDADE DA COLINA ARENOSA ²   Por que vim até aqui, afinal?  A solidão é o meu destino na Cidade da Colina Arenosa. Velhas árvores erguem-se junto às muralhas da cidade; Escutam-se, dia e noite, as atarefadas vozes do outono. O vinho de Luh não tranquiliza o meu espírito, Nem as comoventes canções de Chi o tocam; Todos os meus pensamentos correm até ti, Com as águas do Min seguindo para sul, sem cessar.  REINVINDICAÇÃO   Se o céu não amasse o vinho, A Estrela do Vinho³ não existiria nas alturas;  Se a terra ...