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Um depoimento biográfico sobre Leontino Filho

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Por Pedro Fernandes Conheci Leontino Filho quando do primeiro dia de aula na cadeira de Teoria da Literatura I, no curso de Letras, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. No semestre seguinte, reencontro-o na cadeira de Teoria da Literatura II. E, no fim da graduação, o curso de Literatura Potiguar. Mas, no intervalo desses quatro anos de convivência acadêmica foi-me ainda orientador de meu trabalho de fim de curso e das atividades de monitoria por dois semestres nas Teorias . Essa figura é a do professor que se completa com a do crítico literário autor de Sob o signo de Lumiar: uma leitura da trilogia de Sérgio Campos e Lavoura arcaica: o narrador solto no meio do mundo . O primeiro trabalho resultado do Mestrado em Estudos da Linguagem na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e o segundo do Doutorado em Estudos Literários na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Os dois primeiros papéis não são exercitados isoladamente, visto que a...

As obras de Brecht no cinema

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A relação do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898-1956) com o cinema vai além das inúmeras adaptações que foram feitas de sua Ópera dos Três Vinténs desde quando Pabst dirigiu sua primeira versão, em 1931, e da influência que exerceu sobre cineastas como Rainer Werner Fassbinder e o dinamarquês Lars von Trier. Para quem ainda desconhece como essa relação começou, a Versátil Home Vídeo colocou no mercado uma caixa com os primeiros trabalhos de Brecht no cinema, desde sua estreia, em 1923, dirigindo o ator Karl Valentin em Os Mistérios de Uma Barbearia (1923), ao clássico dirigido pelo alemão Fritz Lang no exílio americano, Os Carrascos Também Morrem (1943). A caixa de Brecht traz ainda um premiado documentário com imagens raras e entrevistas do dramaturgo. Dirigido por Joachim Lang há quatro anos, A Vida de Bertolt Brecht é uma introdução valiosa ao pensamento de um homem que representou para teatro o que Einstein foi para ciência e Chaplin para o cinema. Aliás, ...

Lídia Jorge, o mundo isolado

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Por Marlise Vaz Bridi Lídia Jorge (1946) quando surge para a literatura portuguesa, em 1980, é com uma obra que marcará toda sua carreira: O dia dos prodígios . O romance, ainda que de estreia, apresenta em si os elementos de uma obra madura e em perfeita sintonia com as características das grandes obras contemporâneas. De construção fragmentária e com variação gráfica no corpo do texto, volta-se para a discussão de valores que perpassam uma comunidade aldeã do Algarve. Na obra, todos os acontecimentos da vida cotidiana da aldeia são mostrados pelo olhar de uma comunidade inteiramente fechada em si mesma e isolada do mundo. Nela, o padrão de comunicação é a oralidade, pois o letramento dos aldeãos é rudimentar e todos os acontecimentos são vazados por uma linguagem peculiar que, representa a oralidade regional do Algarve. No plano temporal, os acontecimentos que compõem o enredo estão concentrados em um intervalo relativamente curto de tempo, que inclui o momento da Revol...

Aniversário de 3 anos do Letras in.verso e re.verso

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A primeira novidade que chega agora aos leitores do Letras in.verso e re.verso pela ocasião dos 3 anos do espaço e da entrada no seu quarto ano de atuação na web que tem data para ser comemorada, no próximo dia 27 de novembro, é a de uma promoção. Com esse intuito, mas ainda sem perder-se do ideal de ser este um espaço voltado à literatura, sobretudo, a promoção que agora é posta online visa ainda a promoção da Literatura Potiguar. Interessados podem baixar o regulamento em formato PDF logo abaixo e participar da ideia. A ficha de inscrição que nos referimos é o envio para pedro.letras@yahoo.com.br  dos seguintes dados: nome completo, endereço residencial e os links de suas páginas no Orkut, Facebook e Twitter. Baixe aqui o regulamento

Um universo de José Saramago, paisagens

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Por Pedro Fernandes José Saramago. Foto: João Francisco Vilhena O Departamento de Letras do Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em parceria com o Grupo de Pesquisa Práticas Discursivas, Linguagens e Ensino (PRADILE), realizará, no período de 15 a 17 de dezembro de 2010, em Açu/RN, o I Simpósio de Letras do Vale do Açu (I SIMLEVA). Por ocasião desse evento estarei ofertando juntamente com a profa. Dra. Maria Edileuza da Costa um Grupo de trabalho. Será também nesse evento que ministrarei, pela primeira vez, um curso sobre José Saramago, sobre o qual deixo a ementa abaixo. Intitulado de Um universo de José Saramago, paisagens , este curso deve perfazer um esboço sobre as dimensões de uma paisagem que sendo anterior ao homem-escritor é, ao mesmo tempo, também um elemento, senão o principal constituinte de si. Quando falamos em paisagem, não falamos somente da paisagem física (aquela geogr...

Mark Twain

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O homem Por Raquel Quílez Foi Samuel Langhorne Clmens até aos 28 anos, quando se entregou plenamente à escrita. Mark Twain foi o pseudônimo escolhido como uma forma de assinalar dois instantes distintos de uma vida igualmente intensa em cada um deles, mas vividos sempre com certa dose de ironia. “Em 20 anos estarás mais decepcionado pelo que não fizestes do que pelo o que fizestes”, disse. E aplicou com rigor essa premissa. Cumpre-se agora (em 2010) 100 anos da morte do genial escritor que nasceu em 30 de novembro de 1835, na Flórida, para onde seus pais haviam migrado para estar próximo do tio John, um próspero comerciante dono de uma fazenda e uns 20 escravos negros. Também seu pai se dedicou à terra, atividade muito lucrativa num país em plena efervescência expansionista. Eram os anos das grandes plantações de algodão, dos desgarradores cantos de lamento... E tudo acabou plasmado em suas obras. Aos quatro anos, sua família se mudou para Hannibal, povoado rib...