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O indigente social no conto “Uma vela para Dario”, de Dalton Trevisan

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Por Juliano Pedro Siqueira  Ilustração de Robson Vilalba para a HQ  Uma vela para Dario. Aos amantes da literatura brasileira, não restam dúvidas da sua grandeza. O problema é quando o fetichismo estrangeiro — acreditando ser a tradição literária de lá superior à nossa — rouba a cena. Partindo das nossas raízes mais brasileiríssimas, o panteão literário brasileiro nunca ficou devendo em estilo, prosa, criatividade e profundidade temática. Eis o exemplo de João Guimarães Rosa, que desenvolveu uma prosa metafísica entre jagunços em estilo narrativo, até então, inédito!  Quando decidi escrever sobre a nossa fértil literatura, não quis repetir nomes já consagrados. Buscava uma alma discreta, cuja escrita fosse tão afiada quanto a de tantos outros e me veio o nome de Dalton Trevisan, que nos deixou em 2024. Detentor de um espólio literário invejável, o escritor de Curitiba escrevia ritualisticamente, como se sua missão terrena fosse exclusivamente produzir literatura. E sempre...