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Mostrando postagens com o rótulo Jorge Reis-Sá

A definição do amor, de Jorge Reis-Sá

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Por Pedro Fernandes Jorge Reis-Sá visita um tema que não é novo na literatura (aliás qual é esse, se, desde sempre, a literatura é variação dos mesmos tons). O tema em questão é o da ausência do outro que se ama. Da literatura portuguesa recente é possível citar de passagem pelo menos três romances que reconstroem, cada um à sua maneira, sobre: António Lobo Antunes fez reiteradas vezes e com maestria em obras como Sôbolos rios que vão , José Luís Peixoto fez em Morreste-me , e Inês Pedrosa, em Fazes-me falta . Das três, a última parece ser a que mais se aproxima A definição do amor . Fazes-me falta é construído como um jogo entre dois narradores – um ponto de vista masculino e outro feminino – que se conversam pela ausência, visto que ela está morta, sobre um amor possivelmente nunca realizado. No romance de Jorge Reis-Sá, o ponto de vista é só o do homem que, às voltas com a mulher num leito de hospital condenada à morte, reflete sobre a ausência dela na sua vida e a...

Biologia do homem, de Jorge Reis-Sá

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Por Pedro Fernandes Já por aqui tive a grata surpresa de ler duas representações em gêneros diferentes do escritor português Jorge Reis-Sá. A primeira oportunidade foi o encontro com O dom , um romance. A segunda foi com um livro de poesia Biologia do homem . A partir da primeira experiência, decidi incluir o autor numa leitura comparada que resultou num curso que ministrei em 2011, se não me deixa faltar a memória. A leitura de O dom me deu pano para discutir a relação óbvia e direta que este romance mantém com o Ensaio sobre a cegueira , de José Saramago. A quem interessar saber mais dessa relação, pode ler aqui  algumas notas que escrevi sobre. Sei que Reis-Sá dispõe, do primeiro gênero, outros títulos, Por se preciso , Terra , Todos os dias . Que somente estes textos superam em quantidade os títulos de poesia: além de Biologia do homem , À memória das pulgas da areia , Quase e outros poemas de querença , A palavra no cimo das águas . E mesmo tendo lido apenas do...

Pedro Fernandes e a obra de José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá

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"Diagnósticos do presente em José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá" é o nome de um curso ministrado pelo pesquisador Pedro Fernandes, editor do blog Letras in.verso e re.verso , durante o  I Colóquio Nacional de Estudos Linguísticos e Literários realizado pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia. É sabido que o mundo contemporâneo tem passado por movimentos diversos que encareceram os modos de existir dos sujeitos. A consolidação das primeiras marcas do que hoje entendemos como crise se dá pela soma de uma série de episódios desencadeados, sobretudo, com a Primeira Guerra Mundial. As transformações que este episódio em particular trouxe ao mundo moderno não se resumiu apenas à remodelagem das linhas espaciais do continente físico europeu ou as da história do homem no planeta, mas, feito rastilho de pólvora, tais transformações se alastraram e contaminaram, por assim dizer, o mundo todo, e tro...

Dois novos momentos para a agenda

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Por ocasião do Ciclo de Minicursos do Grupo de Estudos do Discurso da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (GEDUERN) Pedro Fernandes esteve, entre os dias 13 e 14 de maio de 2010 ministrando o minicurso Arquitetura do romance: tópicos para um estudo . "As discussões me foram muito rentáveis. Tanto que estudo a possibilidade de ampliar a ideia e fazer um curso nesse sentido, só que com mais tempo de estudo", diz o pesquisador. Mas, enquanto a oportunidade não chega o Letras in.verso e re.verso , editado por Pedro,   notifica aos visitantes e transeuntes desse espaço de mais dois outros momentos acadêmicos propostos por ele. O primeiro trata-se da uma inserção num evento em que ela trabalha na sua construção: o VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura, que este ano será sediado, entre os dias 11 e 13 de agosto, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Campus Avançado Profa. Maria Elisa d...

Notas sobre o encontro com O dom, de Jorge Reis-Sá

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Por Pedro Fernandes A primeira vez que encontrei o livro do Jorge Reis-Sá estava numa das minhas visitas à livraria em busca de novos nomes da literatura portuguesa contemporânea. Tem sido, assim, desde quando leitor apaixonado pela obra de José Saramago, decidi-me não apenas ficar restrito à obra do Prêmio Nobel de Literatura. Pode ser um gesto de curiosidade do pesquisador, sempre atento a alguma novidade (outro possível Nobel de língua portuguesa) ou ainda certo esforço por encontrar, depois de ter lido grande parte da obra saramaguiana, outro nome da sua envergadura. Até agora não encontrei. É bem verdade que enredo-me (e mais adiante talvez mais ainda tão logo venha me adequar  à nova forma) por António Lobo Antunes, outro que, merece, sem pestanejar receber o galardão mais importante na vida de um escritor. Mas, tenho encontrado surpresas agradáveis, além desse autor. Jorge Reis-Sá é uma delas. Ao topar com este  O dom  fiz o teste de reconheci...

Jorge Reis-Sá

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Jorge Reis-Sá nasceu em 9 de abril de 1977 em Vila Nova de Famalicão. Foi aluno entre 1994 e 2000 dos cursos de Astronomia e Biologia na Universidade do Porto e estagiário no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular nessa mesma instituição, quando estudou genética populacional.  Um perfil que se escreve com esses dados logo à introdução poderá servir para os casos de uma biografia centrada no desenvolvimento de uma carreira acadêmica. Sim, parece que era esse o sonho de Reis-Sá até que tenha sido tomado pela iniciativa de largar essa possibilidade de vida para se tornar editor. Sabedores do declínio acelerado dos artefatos de papel nessa era do digital, poderíamos, concluir, para já, que ele trocou um futuro promissor por um cuja a iminência da ruína toda hora se abre aos seus olhos. Não faríamos esse tipo de pergunta a ele, mas parece que, a troca de áreas serviu-lhe para o seu propósito maior: dar pulso a seu trabalho com a palavra. Como editor, Jorge Reis-S...