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A 18, encontro com José Saramago (II)

Iniciativa posta ao ar desde o último dia 18; todo 18 de cada mês durante noves meses leitores saramaguianos do mundo inteiro reúnem-se para ler um fragmento de sua obra e brindá-lo com uma taça de vinho. Este blog segue a iniciativa. O fragmento que leio hoje é do Levantado do chão , aquele que fala do dia em que todos - os vivos e os mortos - largam seu estágio de curvatez e seguem em liberdade. Aproveito ainda para lembrar de duas outras homenagens que preparo ao escritor: uma é o minicurso Diagnósticos do presente em José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá , que irei ministrar por ocasião do I Colóquio Nacional de Estudos Linguísticos e Literários que irá ocorrer entre os dias 06 e 08 de outubro na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - Campus Avançado Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia; e outra é a edição especial do caderno-revista 7faces que preparo em homenagem ao escritor. Outras novidades estão a caminho e breve serão divulgadas por este espaço. ...

Os últimos escritos de José Saramago

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"Sim, será publicado. Creio que é um texto maravilhoso, cheio de humor, com uma profundidade e uma carga que merece que seja publicado. Mas não é um livro porque não ainda estava acabado. Não vamos enganar ninguém." O anúncio foi feito no último dia 8 de agosto por Pilar del Río, companheira do escritor em entrevista a João Céu e Silva. O texto que, segundo ela, não deve ultrapassar as 50 folhas ainda não foi apresentado a nenhuma editora e ainda não tem data específica de quando será publicado. Perguntada sob o espólio de correspondências de José Saramago, Pilar comenta: "Isso poderia ser um trabalho para cinco teses de doutoramento, pois a quantidade de cartas que lhe foram enviadas é impressionante." E revela que o que será publicado muito em breve "será uma recolha de alguns artigos que se escreveram em torno da sua morte. Será intitulado Palavras para Saramago e é uma selecção de artigos de colegas do meu marido, escritores de todo o mundo....

King Kong, de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack

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Para as gerações que cresceram jogando videogame, acostumadas com os mais modernos efeitos especiais e trabalhos de computação gráfica, a versão original de King Kong  deve parecer boba, infantil e sem graça. Mal pode-se imaginar o furor que o filme causou nas plateias no seu lançamento, em 1933. Os cinemas literalmente tremiam com os gritos do público. O longa arrecadou o recorde de US$ 90 mil de bilheteria apenas na primeira semana de exibição nos Estado Unidos. O sucesso ajudou a produtora RKO a escapar da falência. Se hoje o gorila criado em processo básico de animação pode parecer precário, para a época era um fenômeno de tecnologia, um marco dos efeitos especiais (os modelos criados para representar o monstro tinha apenas 40 centímetros). Na conhecida história, a criatura é levada a Nova York por uma equipe de filmagem, apaixona-se por uma atriz (Fay Wray) e foge, promovendo o medo. O desfecho, com Kong escalando o Empire State, maior prédio do mundo na época, é do...

Na escrita, alguns empecilhos, pedras, pedregulhos no caminho

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Por Pedro Fernandes E são muitos. Os empecilhos, as pedras e os pedregulhos. Mas dizem que com eles é que se constrói tudo. Vamos ver. Ainda não tem cara de gente, mas já é um embrião o que ainda chamo de ensaio acadêmico, matéria para a concretização do estudo cunhado para a dissertação de mestrado. A pesquisa, entretanto, parece haver encalhado num lugar algures que ainda não consegui precisar seriamente qual é. Um massapê. Talvez seja apenas uma dessas falhas capazes de nos acometer durante o gesto da escrita, sempre identificada como um processo um tanto doloroso. Além disso, a rotina que mantinha de escrever (sim, a escrita é uma tarefa que exige de quem a executa uma rotina) esteve baldeada por outras obrigações. Pensar nunca é coisa barata e exige foco e determinação porque sempre a caminhada lenta e o tempo é curto - ou seja, estamos lidando com linhas de força opostas. E a única solução já experimentada por outros e agora por mim é de dá espaço para que o próprio ...

Sobre literatura e seus usos práticos

Por Pedro Fernandes É esse o nome do minicurso que ministrarei por ocasião do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura (VII CMELP), entre os dias 12 e 13 de agosto próximo. A ideia para elaboração deste trabalho surgiu quando de uma disciplina cursada no Mestrado e evidentemente da leva de produções colocadas no lastro das discussões sobre o tema hoje. O minicurso estará dividido em duas sessões de 4h cada cujo debate deverá circular em torno de dois grandes temas relacionados sobre questão da relação literatura-ensino. Não será um cardápio de como se ensinar literatura porque ao meu entender uma pedagogização da literatura é ato falho, assim como também não deverá ser roda de conversa para lamentações acerca dos rumos a que a disciplina Literatura tem tomado. Espera-se conduzir as discussões por questões mais amplas que estas, questões que tenham a ver com a relação entre Literatura e materialidade vivida e do ente...

Operação França, de William Friedkin

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Dois policiais, Jimmy "Popeye" Doyle (Gene Hackman) e Buddy "Cloudy" Russo (Roy Scheider), descobrem uma enorme operação de tráfico de heroína em Nova York, organizada por um galante vilão, o francês Alain Charnier (Fernando Rey). Operação França  é um thriller policial sem mocinhos.  Enquanto corre atrás dos traficantes, entre tiros, facadas, muita ação e suspense, o detetive Doyle, representante da lei, mas também violento, passará por cima da ética para pegar o criminoso. Baseado em fatos verídicos, o filme foi entendido por parte da audiência como denúncia da violência tanto de criminosos quanto da polícia. No cartaz de divulgação, inclusive, lia-se "Doyle não é boa notícia, mas é um bom policial". A grande sequência do longa, a da perseguição (entre um carro e o trem do metrô), ficou marcada como uma das mais impressionantes do cinema. Para filmá-la, Friedkin utilizou o tráfico da cidade, com transeuntes reais e o próprio Gene Hackman d...