Postagens

Moacyr Scliar cronista

Imagem
Em vida, Moacyr Scliar publicou pelo menos seis títulos reunindo crônicas, a maioria deles pela editora L&PM. Agora em 2013, chega às livrarias uma reunião de inéditos pela Companhia das Letras. São textos escritos para o jornal Zero Hora e que tratam em sua grande parte de leituras muito originais do próprio escritor por outras personalidades, sejam históricas, como Rosa Luxemburgo, Olga Benário e Noel Nutels, sejam pares escritores como Erico Verissimo, Monteiro Lobato, Jorge Amado, Stefan Zweig, entre outros. Scliar começou a publicar no Zero Hora em 1974, quando foi convidado a cobrir as férias de Luis Fernando Verissimo que era então cronista titular do diário. E seguiu publicando até janeiro de 2011 – o último texto seu data de doze dias antes de sua morte. Os textos que agora são publicados cobrem a partir de 1977 até 2011; segundo Regina Zilberman, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, organizadora do volume e que trabalhava na recolha...

A primeira promoção de 2013

Imagem
Na segunda, 31/12/12, o Letras divulgou uma lista  dos melhores livros e filmes vistos e lidos pelo seu editor. Agora um dos itens aí indicados poderá ser seu. 1. O sorteio será realizado via Sortei-me.com quando a fan page chegar ao limite de 900 amigos. Por isso, quanto mais gente você logo chamar para cá, mas cedo rola o sorteio; 2. O prêmio poderá ser qualquer um dos itens listados na seção LIVROS na postagem publicada em 31 de dezembro; 3. É possível que algum dos itens esteja fora de circulação no mercado nacional. Neste caso, o ganhador levará o prêmio mais votado a contar do primeiro ao último lugar. Agora, leia o regulamento a seguir e saiba como participar: a) Visitar a postagem “ Os 10+ de 2012 ”, publicada no Letras do dia 31 de dezembro, e comentar, a partir das sugestões no item LIVROS, o nome do presente que quer ganhar. O sorteado levará o prêmio que foi solicitado; b) Visitar a fan page do Letras no Facebook e curtir; depois visita...

Os 10+ de 2012

Imagem
Por Pedro Fernandes Agora vem, em definitivo o final de ano. Um ano bastante intenso para eu que coordeno além deste blog e suas ramificações (Twitter, Facebook, Google+ e Tumblr), um periódico (o caderno-revista 7faces ), o projeto Um caderno para Saramago e ainda tenho de prestar contas no andamento de um doutorado em Literatura Comparada com todas as implicâncias que a carreira acadêmica suscita, as publicações em revistas, os congressos etc. e etc. Além de tudo, foi este um ano decisivo para a publicação de meu livro, que vinha sob os auspícios de releituras, de cortes, de acréscimos, num estica-encolhe de pelo menos um ano depois da data em que o finalizei, março de 2011. Depois disso, o corre-corre pelos lançamentos, pela divulgação, para as entrevistas etc. e etc. Como se dá conta de tudo isto? Simples: posição de militar (nem sempre, é verdade, mas na maioria das vezes). Mas, foi este um ano perfeito. Afora as leituras acadêmicas e todas essas responsabilidades listadas, ...

Cinco notas sobre Fado alexandrino, de António Lobo Antunes

Imagem
Por Pedro Fernandes Uma coisa é certa: essas notas aqui dispostas sobre este romance de António Lobo Antunes são falhas. Elas não conseguirão dizer, no total, o que é este livro; elas não conseguirão fazer entendê-lo. A razão disso é simples, há que lê-lo para ter essa totalidade; há que relê-lo para se fazer entender. E as notas são recolhas para uma primeira impressão sobre o romance. 1. Este é na linha horizontal da obra do escritor português o seu quinto romance; vem depois da trilogia Memória de elefante , Os cusde Judas e Conhecimento do inferno e de A explicação dos pássaros . Se sobre o último romance arrisquei-me dizer que estava diante de novo lugar temático na literatura de Lobo Antunes, reafirmo esta visão, agora ainda mais acesa, diante do quinto romance. Estamos aqui situados no tempo imperfeito – não no sentido do modo verbal e sim na já característica superposição dos tempos que nos romances antunianos compõe uma amálgama de acontecimentos reinventando um es...

Cosmópolis, de David Cronenberg

Imagem
Por Pedro Fernandes O mundo numa limusine. Em Cosmópolis  o carro é a figura de uma ilha itinerante que se confunde com a própria personagem vivida por Robert Pattinson (foto). Há vários critérios para enquadrar um filme ou livro na sessão Cult. O melhor deles, e vou listar aqui um que certamente não está entre os da ficha da crítica especializada, não com esta definição, parece ser o soco mental. São as produções que desafiam o telespectador ou o leitor, as que o levam a pensar, as que melhor se enquadram nesse critério. Cosmópolis está entre esses títulos. Faço um curto parêntesis para tocar no título A árvore da vida , filme de 2011, que assisti uma vez em casa aos trancos e barrancos entre o estágio de sonolência e o televisor e ficou para uma revisitação que até hoje não fiz. Não é que para ser Cult tenha de ser maçante. Mas é para apenas recortar o estágio comum que pude verificar entre uma plateia inquieta e desprevenida para o filme David Cronenberg: no iníc...

Uma nova face de Alexandre Dumas

Imagem
Dumas, já todos sabemos, está entre clássicos como Dante, Cervantes, Shakespeare, Balzac. Destaca-se entre os citados como um dos pilares do gênero romance de aventuras. Produziu vários artigos para revistas e peças de teatro. O que terá lhe dado a celebridade, pelo que já enunciamos, não foi portanto, essas publicações, mas grandes trabalhos com Os três mosqueteiros , já adaptado ao cinema inúmeras vezes, O conde de Monte Cristo , também já encenado nas grandes telas, O quebra-nozes , que mais tarde foi adaptado para o balé por Tchaikovsky, entre outros. Mestre do folhetim – teve sorte de seu trabalho profissional se situar justamente no tempo áureo do gênero – Dumas, assim como Balzac, foi sempre um dos mais requisitados autores. Foi um escritor de vida intensa, mas não é sobre a sua vida que iremos tratar neste texto. O motivo é para falar de uma face, diríamos, até desconhecida de leitores assíduos da obra do francês. É certo que um escritor de folhetins, assim tão requis...