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Boletim Letras 360º #50

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Pablo Picasso com seu filho. Fotografia integra coleção de Robert Capa recém descoberta e exposta nos Estados Unidos. Mais detalhes sobre o fotógrafo, as imagens e a exposição ao longo deste boletim. Entramos na reta final para a nossa primeira promoção de 2014 que brindará os leitores com exemplares de Poesia completa , de Manoel de Barros – a rica e bela edição da LeYa refeita recentemente com toda obra do poeta mais inéditos. O sorteio é já dia 07 de fevereiro. Enquanto esta data não chega, chegamos, isso sim, à metade de uma centena de boletins como estes, invenção nossa em meados de 2013 como resposta às limitações impostas pelo Facebook ao contato integral dos usuários da rede social com aquilo que nela circula, ou mesmo porque nem todo mundo é ainda esse ser virtual que está a postos acompanhando tudo o que se passa na web . No BO Letras 360º reunimos tudo o que foi destaque em nossa página no Facebook. Segunda-feira, 27/02 >>> Itália: Um projeto encant...

Quando a literatura é motivo para comercias de... perfume

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David Lynch não é apenas um dos grandes diretores de cinema, produtor de imagens e histórias que têm feito a cabeça de muitos cinéfilos desde há quase quatro décadas. Ele também teve uma temporada de sucesso como diretor comercial, fazendo anúncios para entre outras empresas  Alka-Seltzer, Barilla Massas e Georgia Coffee. Privilégio para poucos, vê-se. Em 1988, depois do sucesso com Blue Velvet e pouco antes de começar um seriado que se tornaria marco para a TV, Twin Peaks , ele fez seus primeiros comerciais – um quarteto de propagandas para o perfume Obsession, da Calvin Klein. Até aí tudo bem. Mas, há propagandas e propagandas. Essas, em específico, bebiam diretamente de alguns clássicos da literatura, como F. Scott Fitzgerald, D. H. Lawrence e Ernest Hemingway. Há ainda rumores de outro comercial disponibilizado a pouco no Youtube, que é atribuído ao diretor e que usa da literatura de Gustave Flaubert. Os comerciais seguem um padrão específico. Filmados todos em preto ...

Vontade

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Por Rafael Kafka Hora de me nadificar. De fazer de minha cabeça um grande vazio repleto de liberdade. Não me prender a determinações feitas por sentimentos passageiros. Pois nessa vida tudo é passageiro e apenas de eterno tenho o medo do fim. A sensação de término. Quero me libertar de meus grilhões e sofrer de um modo diferente: seguir meus passos pelas ruas, sem me preocupar em ficar parado em algum canto. Eu vejo o sorriso dela se distanciando. Sinto a ansiedade brotar em mim, o desespero se condensar em falta de autoconhecimento. O sono tenta me derrubar, enquanto eu tento seguir minha vida mesmo com esse sentimento de vazio em meu redor. A revolta de não querer perder tempo, o desejo de curtir uma xícara de café acompanhada de um bom livro, ou mesmo um beijo bem dado em alguém que me alegra, ou quem sabe um boa soneca dada sem culpa alguma para curtir a sensação de cansaço satisfeito. Os fantasmas vêm e tiram meu foco desses pequenos prazeres. Mas o fantasmas ...

Pequeno perfil de um escritor potiguar: Moacy Cirne

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Por Thiago Gonzaga o seriado que eu vivi não teve fim, acabou, continua na próxima semana com a dor que ficou. Moacy Cirne Moacy Cirne nasceu em 13 de março de 1943, filho de Luiz da Costa Cirne e Nadi da Silva Cirne. Sertanejo de Jardim do Seridó, habitou os primeiros anos em Caicó, vivência que tentou sempre cantar e resgatar em sua poesia, revelando a importância marcante da paisagem da infância em sua formação. Estudou no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, em Natal, e frequentou a Faculdade de Direito, que abandonou para dedicar-se ao jornalismo e à comunicação. Moacy Cirne foi um importante e reconhecido colecionador e estudioso de histórias em quadrinhos e aficionado por cinema, chegando a lançar vários livros sobre o tema. Também ficou conhecido nacionalmente como um teórico da literatura de quadrinhos. No Rio Grande do Norte existe um Prêmio na área com o seu nome. Muito jovem, revelou tendências literárias, participando de grupos intel...

a máquina de fazer espanhóis, de valter hugo mãe

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Edição brasileira de a máquina de fazer espanhóis publicada pela Cosac Naify Estruturado em vinte e dois capítulos, cada um com títulos, alguns como se fossem sentenças – “a brancura é um estágio para a desintegração final”, “o amor é uma estupidez intermitente mas universal”, “o tempo não é linear”, “deus é uma cobiça que temos dentro de nós” – este é o quarto romance de valter hugo mãe (até aqui ainda em minúsculas com breves incursões pelas maiúsculas). Diria, para efeito, que este é também o mais acabado e o melhor romance do escritor português, embora cada um de seus trabalhos no gênero tenham rumos diferenciados a ponto de que um julgamento dessa natureza possa ser percebido apenas como uma comparação errônea de sua obra, possibilidade que logo descarto por saber que na diferença também é possível estabelecer paralelas. Este julgamento, portanto, guia-se apenas pela via de destacá-lo do conjunto de sua obra, uma vez que, temos atestado essa teimosia do escritor em se faz...

O manuscrito em que Virginia Woolf anuncia o seu suicídio

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Parece uma prática muito mórbida e desumana até tratar a nota de suicídio como uma peça de literatura, mesmo que o autor da referida nota seja um escritor tão famoso quanto Virginia Woolf. Mas, por que isso? Há, é verdade, variados ângulos das objeções éticas que rondam uma situação do tipo, mas tocar no assunto está longe de ser algo indecente. A morte tem sido em muitas vezes uma ocasião literária: a longa tradição das últimas palavras varia de confissões no leito de morte para o gênero estranhamente teatral do discurso antes da forca (ver Sócrates, Anne Boleyen ou John Brown). Como grandes figuras inesquecíveis da história, as últimas palavras da vida de Virginia Woolf reúnem elementos para compreender melhor o fato, seja o leitor leigo, seja o leitor pesquisador sobre sua biografia. Antes desse bilhete escrito em março de 1941 e deixado sobre a lareira de casa para seu companheiro Leonard, Virginia terá produzido outras escritas em que prenunciava o gesto que tomaria c...