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72 horas, de Paul Haggis

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Por Pedro Fernandes Russell Crowe em cena de 72 horas . Às  vezes construir uma realidade paralela pode dar melhor sentido à vida. Onde reside os limites do real? Onde reside os limites da ficção? Onde reside os limites do amor? São todas perguntas que 72 horas é capaz de nos suscitar. E a resposta para todas elas é a de que não há limites. Ou se há somos nós quem os fazemos. Para quem foi ao cinema às cegas, sem nada ter visto ou lido sobre o filme encara os primeiros minutos da narrativa com o princípio de mais um daqueles dramas de perdas e que se prolongam por cenas e cenas de lutas na justiça e blá-blá-blá. Mas, engana-se. A cena seguinte já troca a rotina pelo imprevisto e enche a tela de porrada. Acusada de assassinato, Lara é levada pela polícia enquanto John mal consegue conter o desespero de seu filho de três anos que, assustado com a invasão, só consegue chorar. Eis aí mais uma impressão falsa. A princípio acharemos esse John com ca...

O novo brinquedo online do Instituto Moreira Salles

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Duas figuras (1920), de Ismael Nery. O quadro é comentado pelo crítico e escritor Davi Arrigucci Jr., na sessão "Quadro a quadro" do novo espaço do Instituto Moreira Salles. É um blog. O Instituto Moreira Salles acaba de lançar seu blog. O intuito é o de ser  mais um canal de interação com o público. "Paralelamente ao site, que já exerce o papel de suporte de informações a respeito da programação e dos acervos do IMS, o blog permite uma abordagem mais dinâmica de temas relativos à cultura e à revista serrote ." - diz a justificativa na nota divulgada à imprensa.  O blog está organizado em seis seções:  Sala 21 , onde fotógrafos brasileiros da atualidade são convidados a produzir um ensaio visual inédito; Quadro a quadro , as pinturas e desenhos do acervo do IMS são comentados por convidados; Correspondência , dois convidados, que já se conhecem, trocam mensagens cujo tema é escolhido por eles próprios; Notícias , informações – n...

Os escribas cresceram

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Por Pedro Fernandes Thiago de Goes, Carlos Fialho, Daniel Minchoni e Patrício Jr. retomam os trabalhos dos Jovens Escribas. Foto: Tribuna do Norte Com este título a repórter Maria Betânia Monteiro, caderno Viver , jornal Tribuna do Norte faz uma matéria acerca dos avanços da força literária independente no Rio Grande do Norte. A literatura independente no estado não está morta, está vivíssima, crescente e atuante. Fiquei muito entusiasmado com a notícia e por isso o motivo de divulgá-la aqui neste espaço. Isso porque é já a concretização de um passo para furar as paredes do castelo de louça que se tem forjado nas letras potiguares. Novos movimentos, independentes de grupinhos privilegiados, são bem-vindos para a oxigenação das atmosferas bolorentas como as que sempre andamos a respirar por aqui. Pois, "Jovens escribas" era já o nome de um selo criado pelos escritores Patrício Júnior, Daniel Minchoni, Thiago de Góes e Carlos Fialho e desse selo surge...

Rever Os sertões, de Euclides da Cunha

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Por Pedro Fernandes Os sertões , de Euclides da Cunha, obra singular na Literatura brasileira suscitou uma leva de opiniões diversas tomando como foco a linguagem e a estruturação do texto. Como se sabe a obra tem uma linguagem marcadamente "técnica", com fortes traços "cientificistas" e apresenta-se dividida em três partes: "A terra", em que são descritos o espaço físico do sertão nordestino; "O homem", em que é feita uma análise sobre a formação social do sertanejo; e, por fim, "A luta", em que se desenvolvem os acontecimentos da guerra de Canudos. Em torno desses elementos formaram-se duas fortes correntes de opinião: uma preserva o caráter eminentemente científico da obra e não a coloca com obra literária e a outra corrente se define pelo seu caráter literário já que ela na sua totalidade dá contas de uma forma de construção textual cuja estética e o trabalho com a linguagem estiveram presentes. Recentemente li um texto ...

A 18, encontro com José Saramago (VII)

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Iniciativa posta na rede desde o dia 18 julho de 2010; todo 18 de cada mês durante noves meses leitores saramaguianos do mundo inteiro reúnem-se para ler um fragmento de sua obra e brindá-lo com uma taça de vinho. Este blog segue a iniciativa. Como até fim desse mês estou com a recepção de textos para a edição especial do Caderno-revista 7faces que tratará da poesia saramaguiana, o fragmento que leio hoje é, na verdade, um poema do escritor que está em Provavelmente alegria .  E vós, Tágides minhas, pois criado /Tendes em mim um novo engenho ardente (Camões, Os lusíadas ) Imagem: Camões invocando as Tágides, 1894, Columbano Bordalo Pinheiro (pintor naturalista e realista português, 1857-1929), óleo sobre tela, Museu de Grão Vasco, Viseu, Portugal Poema para Luís de Camões Meu amigo, meu espanto, meu convívio, Quem pudera dizer-te estas grandezas, Que eu não falo do mar, e o céu é nada Se nos olhos me cabe. A terra basta onde o caminh...

Concurso Uma página para Saramago: resultado

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O Concurso Uma página para Saramago foi criado no intuito de provocar os leitores da obra do escritor português a com ela estabelecerem um diálogo através da escrita. O concurso também integra a leva de atividades postas em prática desde que foi lançada a ideia de organização de uma edição especial do Caderno-revista 7faces acerca da produção poética do escritor. Durante o mês que esteve no ar a chamada para recepção de textos, o concurso recebeu uma leva de 30 textos de leitores espalhados por todo o país. Hoje é divulgado o resultado.  O vencedor receberá a edição do livro de José Saramago especificada na sua ficha de inscrição e terá o referido texto publicado na edição especial do  Caderno-revista 7faces . Os demais participantes da ideia terão seus textos, aos poucos, por ordem de classificação, indexados no espaço Palavras dos leitores no blog-espaço Um caderno para Saramago,  aqui . Para baixar o parecer com o resultado do c...