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Os mapas de Jack Kerouac em On the road

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Mapa concebido por Jack Kerouac na abertura de suas viagens pelos Estados Unidos. Em 1957, dois romances que foram publicados nos Estados Unidos estavam destinados a ter um efeito profundo sobre aquele país; e de fato, no mundo, os efeitos sobreviveriam muito tempo,  além da vida de seus criadores.  Atlas Shrugged , de Ayn Rand (no Brasil publicado como Quem é John Galt  em 1987 e depois relançado, em 2010, como A revolta Atlas ) e On the road , de Jack Kerouac ( Na estrada ). O primeiro se tornou crítica a uma era republicana, do capitalismo selvagem, do egocentrismo; o outro, abriu a possibilidade para sua decadência e o surgimento dos movimentos não conservadores, como os Hippies e os oposicionistas à conflitos como a Guerra do Vietnã. Sobre On the road , os leitores mais ardorosos do romance já terão tentado mapear a longa jornada de Dean Moriarty. Acima, ilustrando esta matéria e aliviando parcialmente a necessidade desses fãs mais afoitos, um ma...

A cabeça do santo, de Socorro Acioli

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Por Pedro Fernandes Socorro Acioli faz parte de uma nova geração de escritores – ainda um seleto grupo, diga-se – que tem se formado a partir da convicção de que a literatura não é mera fruição, é, sobretudo, técnica e exercício que podem ser aprendidos. Muito comum em países como Estados Unidos os cursos para formação de escritores há algum tempo fazem parte dos que alentam o sonho pela escrita e já revelaram, nesse processo, nomes importantes da cena literária contemporânea por lá. Acioli, depois do curso em jornalismo e de enveredar em pós-graduações em estudos literários, foi buscar essa formação escritural não em terras do Tio Sam, mas em Cuba; chegou a ser aluna de Gabriel García Márquez numa oficina sobre o conto. A cabeça do santo , seu primeiro romance, nasce sob as bênçãos do colombiano Prêmio Nobel de Literatura. Isso tudo serve de contextualização para o lugar de gênese deste texto e não necessariamente um desenho do perfil da escritora que já trilhou em outras s...

Lições do mestre: entrevista exclusiva com Antonio Candido

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  Antonio Candido. Foto: Kiko Ferrite. Almanaque Saraiva.  Reprodução/ Divulgação O Almanaque Saraiva  edição do mês de março de 2014 traz, em primeira mão, uma entrevista muito significativa sobre um dos maiores nomes da crítica literária brasileira, Antonio Candido. E por isso, o teor da conversa não pode permanecer apenas no impresso, mas divulgado noutras mídias. A coluna Vídeos, versos e prosas há muito sem receber uma contribuição, volta com uma presença de peso. “Com 95 anos, o crítico literário que mudou a maneira de interpretar o país e a cultura nacional fala de sua rotina, das mulheres importantes na sua vida e relembra histórias do passado” – assim anuncia Maria Fernanda Moraes, quem o entrevistou. ** O bigode alvo e bem aparado desalinha-se vez ou outra enquanto Antonio Candido responde pausadamente a cada pergunta. As articulações da fala se alternam com um sorriso elegante enquanto ele se entrega à memória que lhe traz anedotas todo ...

Sarau Pelo Dia Nacional da Poesia

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Dia: Sexta-feira, 14/03/14 - Dia Nacional da Poesia Local: Página do Letras in.verso e re.verso no Facebook Para você qual o melhor poema da Literatura Brasileira? Responda abaixo nos comentários. As respostas que chegarem até Quinta-feira, 13/03, serão recolhidas para a página do Sarau Virtual do Letras no Facebook durante todo o dia 14. No domingo, dia 16/03, faremos a triagem do número de compartilhamentos. O autor dos dois poemas mais compartilhado ganhará um dos títulos seguintes à escolha: Poética , Ana Cristina Cesar Poesia completa , Manoel de Barros Antologia poética , Carlos Drummond de Andrade Estrela da manhã , Manuel Bandeira Reunião de poesia , Adélia Prado

Boletim Letras 360 #55

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Este 8 de março tem algo a mais que os outros dias 8 de março. E por isso a página do Letras no Facebook vestiu-se toda para assinalar a passagem. Há 100 anos um sujeito chamado Fernando Pessoa, tomado por um golpe de criatividade tornou pública a vida de outras pessoas que com ele conviveram, discutiram, produziram. Fenômeno a que deu o nome de heteronímia e até hoje feito inédito entre as criações literárias. Há diálogo entre esses nomes, mas a visão deles se distancia tanto que cada um é cada um: Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e as criações se multiplicaram. Não heterônimos, mas personagens em criação já somam números além da casa de uma centena. É o próprio Fernando Pessoa quem reconhece a data: Num dia em que finalmente desistira – foi em 8 de Março de 1914 – acerquei-me de uma cómoda alta, e, tomando um papel, comecei a escrever, de pé, como escrevo sempre que posso. E escrevi trinta e tantos poemas a fio, numa espécie de êxtase cuja natureza não cons...

Sobre ser sem definição e a autonomia da mulher

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Por Rafael Kafka imagem: Alberto Tina Cunha Estava sem ideia para falar na crônica dessa semana, porém dois fatos importantes ocorreram e eu logo pensei em um tema interessante. O primeiro fato interessante se deu quando resolvi sair com uma amiga que não via há diversos meses para conversar e, por conta de uma pequena demora dela em aparecer, resolvi parar em uma livraria de um shopping de minha cidade e mesmo muito preocupado com as minhas dívidas, resolvi comprar Ser e Tempo , de Martin Heidegger. Em minha mente, era preciso comprar tal livro, pois há anos fujo da tarefa assustadora de lê-lo, por conta dos discursos dos ditos especialistas que em certos momentos de insegurança adquirem muita força em minha mente. O certo é que tal investimento se deve principalmente ao fato de que em minha curta vida intelectual eu preciso superar mais essa missão. O segundo passo veio de uma lembrança tida em meio à leitura do ensaio de fenomenologia acima citado. Enquanto ...