Traduzi Marco Aurélio sem imaginar que os Red Pill viriam a ler
Por Felipe Vieira de Almeida O que ainda me justifica escrever para a internet é o eventual contato com leitores que não conhecemos, o e-mail de um desconhecido, o compartilhamento em algum site novo, o encontro fortuito com um leitor na rua, esses sempre foram exemplos felizes de um esforço em geral ingrato. Mal lemos a boa literatura, resta pouca energia para textos despretensiosos online, mas a este espaço permite raros acasos que unem um escritor a um leitor improvável. Dito isso, conheci a tristeza de publicar na web ao reconhecer um público indesejado se abeirando do meu trabalho. Cultivei desde muito cedo o hábito da leitura. Felizmente tive incentivos em casa, na escola e as possibilidades que os livros me ofereciam me arrebataram em uma jornada cujo ponto final só virá com a minha morte ou talvez nem assim. Quando saí de casa aos 19 anos para cursar o ensino superior na UNESP no interior de São Paulo, descobri que além do volume de leitura ao qual eu já vinha me dedicando int...