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O surrealismo pletórico de Marosa di Giorgio

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Por Felipe Vieira de Almeida  Quem já se arriscou na leitura do Marquês de Sade descobre o erotismo do francês como quase alheio ao aspecto pornográfico e sedutor esperado tradicionalmente do erótico no sentido em que usa imagens sexuais, narra toda sorte de perversão sem, no entanto, permitir ao leitor se realizar com o que lê da mesma forma que o faz com escritas mais comerciais com este tema.  No Brasil, Hilda Hilst é outro exemplo nesse sentido. Escritora que flertou com o gênero e encontrou na ironia um veio rico em possibilidades subversivas dos clichês dessa literatura aos quais ela dizia se render, mas que, em realidade, ressignifica-os.  Nessa vertente, que é a da verdadeira criação literária, uma escritora uruguaia publicada na Coleção Sete Chaves — constituída por obras da literatura erótica — apresenta uma linguagem erótica desconcertante, cheia de vida e francamente estranha. A autora é Marosa di Giorgio e o livro Rosa mística . Trata-se de uma coletânea de c...