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As ilustrações de Carybé para Macunaíma, de Mário de Andrade

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Por Pedro Fernandes Macunaíma é uma obra-síntese da virada porque passou a literatura brasileira. Única naquela ocasião por redesenhar as fronteiras da identidade de um povo que, passado muitos anos de sua independência, ainda insistia com a aquela dependência cultural dos modelos europeus. Publicada em 1928, a obra com o subtítulo “o herói sem nenhum caráter” foi escrita em pouco mais de um mês – dezembro de 1926 – e passou por sucessivas revisões até ficar pronta. Apropriando-se da trajetória errante do herói clássico, a narrativa é também uma epopeia do herói da nossa gente, nascido no “fundo do mato-virgem”, às margens do rio Uraricoera, descendente da tribo dos tapanhuma, em busca da famosa pedra muiraquitã. Mário de Andrade, concorda Antônio Bento com o afirmado pela crítica nacional, “foi na verdade o grande bandeirante e desbravador da cultura nacional de seu tempo. Queria que os brasileiros escrevessem mais ou menos como o povo fala comumente neste país. Pretendia mesmo ...

A arte de ilustrar Jorge Amado (Parte I)

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Jorge Amado e Carybé. Foto do site do Fabio Pena Cal. Jorge Amado não terá batido apenas recorde com vendas de livros e traduções. Talvez seja o escritor que mais teve obras ilustradas. Colocamos um “talvez” no início da consideração por pura cautela, porque na verdade, depois de rondar toda produção literária brasileira, não conseguimos ver um feito do tipo, isto é, o “talvez” não será somente cautela, mas certo charme do discurso. E quanto inocência nossa! Achávamos que somente o Carybé, o Di Cavalcanti, o Poty e o Goeldi haviam se aventurado pela geografia verbal do escritor. Inocência mesmo, porque, além desses, o site da Fundação Casa Jorge Amado listou mais dezesseis nomes. Isso quer dizer que se fôssemos nos dedicar a arte de ilustrar Jorge Amado teríamos que fechar esse blog por mais de duas semanas para postar apenas os seus ilustradores. É demais e vamos reduzir a grandiosidade do fato em duas postagens. Não é suficiente, mas fica o registro. Dos livros il...