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Sabor de amar, de Paulo de Tarso Correia de Melo

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Nota:  Recebi o contato sobre a apresentação do livro Sabor de amar , do poeta Paulo de Tarso Correia de Melo e, ao buscar mais informações sobre, encontrei com um texto assinado pela jornalista Maria Betânia Monteiro publicado no caderno Viver , do jornal Tribuna do norte . Reproduzo este texto logo abaixo com um ou outro ajuste de revisão.   O poeta dispensa apresentações para os leitores, porque é um dos mais conceituados nomes da literatura do Rio Grande do Norte, com uma obra já consolidada. Escrevo pela boca do também poeta David Leite. Ao dizer isso, confesso minha ignorância de ainda não ter lido a sua obra. Apenas poemas esparsos que catei tão logo soube da chegada desse novo livro. Mas vindo o destaque pela voz de um nome que desponta como significativo para as letras potiguares, com o seu Incerto caminhar (l ivro este que tive o prazer de ler e comentá-lo aqui) não tenho dúvidas em repetir por minha voz o que disse David Leite. Aliás, é ele quem assina o pr...

20th century writers: making the connections

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É o nome de um programa desenvolvido pela The Open University britânica; é o espécime mais recente – e um dos mais elaborados, além de visualmente atraente – de um novo animal na floresta das conversas sobre literatura. Trata-se de uma espécie ainda sem nome, até onde sei, mas a falta não parece ser um problema, uma vez que quase todo dia nasce uma criatura nova. Enquanto não vem o batismo, poderíamos chamar o bicho de Brinquedo Literário-Digital. 20th century writers: making the connections (“Escritores do século 20: fazendo as conexões”) é um complexo infográfico que apresenta uma lista de autores britânicos sentados em círculo, como ao redor de uma távola redonda, e rabisca na tela a partir de cada um, a um clique do mouse, um emaranhado multicolorido de linhas que apontam temas comuns, relações de amizade ou inimizade, formação, gêneros que praticaram etc. A brincadeira pode ser acessada aqui . * Via Toda Prosa.

Par perfeito, de Robert Luketic

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Por Pedro Fernandes O casal enche os olhos deles e delas, mas o filme é muito ruim. Só mais uma história de amor. Básica. Jen (Katherine Heigl), conhece o homem perfeito, Spencer (Ashton Kutcher). Ele bonitão, educado e inteligente. O cenário em que se dá o encontro: Nice, paraíso francês. O que Jen não sabe é que Spencer ganha a vida como matador de aluguel. E se o sonho dele é escapar dessa vida sossegada e o dela sair dessa vida sossegada e, fazendo jus a máxima de que os opostos se atraem, eles findam se casando. O casamento dos sonhos até que em uma manhã, quando se dá início um roteiro de perseguição: o casal descobre que é alvo de um golpe milionário. O filme que parecia findar por aí com os pombinhos felizes, torna-se de num labirinto muito mal armado (é bom que se diga) em que a vida dos dois acaba por se transformar num jogo de vida ou morte. E finda aí. A nível de enredo não devemos negar que Robert Luketic ensaia bem sair da rot...

A alegria de Saramago

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Por Inês Pedrosa José Saramago em Lanzarote. Foto: Ulf Andersen/Getty Images. Fonte: Revista BRAVO! Uma das grandes qualidades de José Saramago — morto aos 87 anos em 18 de junho passado — era o de nunca ter sofrido daquela doença que o crítico americano Harold Bloom definia como "a angústia da influência". Vivia as obras alheias — de há quinhentos anos ou de hoje — com o genuíno orgulho de quem, acima de tudo, se identifica com a grandeza das coisas belas. Se sofria de alguma coisa, era da alegria da influência. Como diria o professor e escritor português Eduardo Prado Coelho, não tinha medo de gostar. Começo esta memória projetiva de Saramago sob o signo da alegria, porque estou cansada das recorrentes acusações de pessimismo que lhe foram sendo feitas. Muitas e muitas vezes lhe perguntavam porque se indignava tanto, porque fazia questão de futurar em negativo, quando a vida se mostrava tão afável com ele. Saramago respondia desabridamente a estas provocações, ...

Horto, de Auta de Souza

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Por Pedro Fernandes Horto em edição mais recente publicada pela Editora de Universidade Federal do Rio Grande do Norte Não faz muito tempo que ministrei um minicurso cuja temática era a obra da poeta potiguar Auta de Souza. Pelo desfecho dessa atividade produzi um texto intitulado Auta de Souza in verso e [re] verso, sob o onírico e o etéreo, reflexões poéticas que foi publicado na revista eletrônica Mafuá. Hoje, retomo a poeta para falar de seu livro - Horto . A literatura de Auta de Souza ficou conhecida naquela época dentro e fora do Estado, tendo ela figurado em várias rodas literárias, chegando a ser incluída no rol das antologias e manuais de poesia das primeiras décadas do século passado. Prova disso são os prefácios à 1ª edição do seu Horto , 1901, assinado por Olavo Bilac e à 3ª edição, 1970, assinado por Alceu Amoroso de Lima, o Tristão de Ataíde, denotando que a poeta não se resumiu apenas ao cenário da literatura potiguar. Horto advém do manuscrito Dhálias ...

Salt, de Philip Noyce

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Por Pedro Fernandes Uma volta aos maus da história americana. Parece que os inimigos reais americanos não fazem  tanto sucesso assim e Hollywood volta aos vilões russos. O cenário é o de uma Guerra Fria à beira do estopim. Salt é o filme policial que consegue a força de muita ação e de um enredo interessante para o gênero, prender o fôlego do telespectador do início ao fim do filme. Na tela figura a ideia superficial ainda de uma bomba-relógio de programação retardada; últimos e raros exemplares de uma extinta KGB estão infiltrados na CIA, ocupam cargos de alta fiança, todos à espera do Dia X, o dia em que um curto grupo reativa as fagulhas do passado soviético ao império americano.  Se no cenário atual Rússia e Estados Unidos vivem uma aparente lua de mel, para esse grupo aquele ódio do século passado permanece em estado lívido ao ponto de condensar-se. Nessa ideia superficial voltamos a nos assustar com a ideia da fragilida...