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Dia da Poesia

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Othoniel Menezes. A celebração dos 117 anos do poeta é o ponto maior das celebrações pelo Dia da Poesia em Natal - RN. Foto: Portal Mineiro PT Já comentei aqui , o ponto alto do Dia da Poesia em Mossoró; divulgo agora as movimentações em Natal no próximo dia 14 de março de 2012: Momento 1 Uma homenagem aos 45 anos do Poema Processo com um bate-papo com alguns dos nomes que fizeram parte desse importante movimento literário, tais como Falves Silva, Anchieta Fernandes e Jota Medeiros, em conversa mediada por Dácio Galvão. Após a conversa, exposição de livros e obras do Poema Processo e coquetel de lançamento dos livros PROJETO 45, de Falves Silva, e AORIGEM DIÁGORA, de Jota Medeiros. O evento terá lugar no Auditório B do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHLA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a partir das 9h e é coordenado pela Professoa Cellina Muniz. Momento 2 Uma homenagem ao poeta Othoniel Menezes na passarela da Fortaleza d...

Augusto dos Anjos

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Por Pedro Fernandes Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável! Tenho comigo certa convicção de que estes versos — íntimos, atentem ao adjetivo —  são, juntamente, com  “ No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho ” , de Carlos Drummond de Andrade, estão entre os mais conhecidos da poesia brasileira e entre os leitores que ainda tenham um fio parco de memória literária.  São raros os poetas que ingressam assim na memória comum do seu povo. Os versos de Augusto dos Anjos assim o fizeram um poeta popular. A afirmativa talvez careça de ser explorada noutro momento que não este. Porque, para agora, o interesse é destacar alguns dados deste paraibano que produziu uma poesia desconforme em relação aos modelos dominantes no seu tempo, por uma linguagem que se apropria de um material vocabular inusual ao poema. Se o reconhecimento popular de...

Exposição sobre Goethe começa nesta segunda-feira na UFRN

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(Press Release) A Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em parceria com o Instituto Goethe, realiza nesta segunda-feira, 12, às 19h, na Biblioteca Central Zila Mamede, a abertura da exposição sobre a vida e obra do escritor e pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe. A exposição intitulada “Goethe - último gênio universal?”, terá em sua abertura a presença do diretor do CCHLA, prof. Herculano Ricardo Campos, e do diretor regional do Instituto Goethe, Frank Emmerich. A exposição sobre Goethe, coordenada pelo professor de Língua Alemã e Literaturas do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras da UFRN, Michael Manfred Hanke, ficará até o dia 12 de abril, na Biblioteca Central Zila Mamede da UFRN, das 8h às 22h, e apresentará a partir de 45 telas compostas de imagens e textos bilíngues (em alemão com tradução para o português), às múltiplas realizações e contribuições do pensador nas diversas áreas da arte, ciência, política, literatura e cultura g...

Rubem Fonseca explica

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Um estudo apresentado nas páginas do clássico "QS: Inteligência Espiritual - Aprenda a Desenvolver a Inteligência que Faz a Diferença" (Viva Livros, 2012), dos filósofos Danah Zohar e Ian Marshall, mostra que dentre as personalidades artísticas e criativas famosas do passado, os que mais sofreram com instabilidade mental foram os escritores. De todos os homens das letras pesquisados, 90% tinham algum tipo de problema ligado à personalidade entre alcoolismo, depressão, psicose maníaco-depressiva, conduta antissocial e outros:

Leonard Cohen e a permanência da perda  

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Por Martins Vasques da Cunha Well I stepped into an avalanche, it covered up my soul. Leonard Cohen, “Avalanche”. Through centuries he lived in poverty. God only was his only elegance. Wallace Stevens, “The Good Man Has No Shape” 1 . 1. Dizem que foi um dos momentos mais impressionantes da história da música popular norte-americana. Em 1970, na Isle de Wight, costa sul da Inglaterra, um povoado pacato repleto de iates e de aposentados da marinha britânica, um mar de seiscentas mil pessoas esperavam pela atração que se seguiria à  performance  explosiva de Jimi Hendrix. Era a terceira edição do festival de rock que até então atraía cerca de cento e cinquenta a duzentos mil participantes – o auge foi em 1968, quando Bob Dylan voltou a se apresentar após o famoso acidente de motocicleta. Talvez em homenagem a Dylan, alguém resolveu chamar o lugar onde aquelas seiscentas mil pessoas esperavam pela próxima atração de “Desolati...