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Promoção Gol de Letra

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Colocamos os seguintes títulos para os leitores: 1. Ódio, amizade, namoro, amor, casamento , de Alice Munro + A cabeça do santo , de Socorro Accioli +   Antologia Cruviana ; 2. Toda poesia , de Paulo Leminski + Antologia Cruviana ; 3. República das abelhas , de Rodrigo Lacerda + Antologia Cruviana ; 4. Vozes anoitecidas , de Mia Couto + Antologia Cruviana ; 5. Poesia total , de Waly Salomão   + Antologia Cruviana  Para ganhar um desses kits é muito fácil! Vejam só: 1. Comece escrevendo nos comentários desta postagem qual dos kits deseja receber; 2. Depois, vá ao Facebook e curta a página do Letras; 2. Por fim, responda o Quiz seguinte . O primeiro que acertar as 10 perguntas do Quiz ganha o kit escolhido; o primeiro que acertar 8 perguntas ganha um kit à escolha da equipe do Letras; o primeiro que acertar 6 questões ganha uma edição da Antologia Cruviana . A promoção só é válida para leitores brasileiros. Recebemos respostas até o dia 12 de ju...

O homem duplicado, de Denis Villeneuve

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Por Pedro Fernandes Aí está mais uma adaptação de um texto de José Saramago para o cinema; trabalho que estivemos acompanhando desde o anúncio de que alguém havia decidido fazer essa leitura visual. As razões para isso são um tanto óbvias – para além do interesse pessoal como leitor da obra do escritor português, há sempre a curiosidade em saber de que técnicas terá se beneficiado ou de que maneira o diretor terá construído essa obra outra tendo por base uma literatura como a de Saramago. Das cinco adaptações até agora construídas, confesso, apenas a de Ensaio sobre a cegueira alcança o limite de ser uma obra a altura do romance. Isso significa dizer que não estive à vontade com a leitura de Denis Villeneuve – principalmente de sua não capacidade de explorar mais dos atores em geral; e olha que tem diante de si um grupo significativo de nomes. Jake Gyllenhaal, por exemplo, mesmo estando bem em cena, poderia estar melhor. Mas, não apenas isso, é pífia a trama amorosa ...

Gol de padre

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Por Sérgio Porto © Francesc Català-Roca Da janela eu vejo os garotos no pátio do colégio durante o recreio. Sempre me dá uma certa saudade, porque eu já fui menino. Aliás, embora pareça incrível, até mesmo as mais importantes pessoas do nosso país já foram crianças. O importante é não deixar nunca que o menino morra completamente dentro da gente, quando a gente fica adulta. Pobre daquele que abdicar completamente de gostos infantis. Ficará velho muito mais depressa. O menino que a pessoa conversa em si é um obstáculo no caminho da velhice. Dizem até que é por isso que os chineses, de incontestável sabedoria, conservam a hábito de soltar pipas mesmo depois de homens feitos. Não sei se é verdade. Nunca fui chinês. Mas, quando começa o recreio no colégio, da minha janela vejo o pátio e, quando a campainha toca, para o intervalo das aulas, paro de trabalhar e fico na janela, como se estivesse no recreio também. Agora mesmo os meninos estão lá, saindo de todas as portas...

Entre Shakespeare e a página policial

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Por Alfredo Monte A editora 34 tem apresentado um catálogo notável de traduções de clássicos, incluindo nomes escassamente conhecidos pelos brasileiros, caso de Gottfried Keller (1819-1890) e Nikolai Leskov (1831-1895). No entanto, quando se estuda a história do “romance de formação”, o suíço invariavelmente é citado como aquele que escreveu a mais importante obra nessa vertente tão fundamental do gênero: O verde Heinrich (“verde” no sentido de imaturo, isto é, em formação); por seu lado, o responsável por uma maior divulgação, no Ocidente, do russo foi Walter Benjamin, por meio do seu citadíssimo “O narrador”, em que ele o toma como paradigma da atividade que dá título ao ensaio. Keller e Leskov têm algo em comum (além da publicação pela 34): ambos “aclimataram” tragédias shakespearianas (ou melhor dizendo, personagens e situações que se tornaram definitivos nas tragédias do bardo inglês) para a realidade cotidiana de seus países. Se Shakespeare inventou o humano, ...

Passe de letra

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Por Paulo Mendes Campos Mário Filho conta no  Romance do Futeboluma partida histórica na qual o poeta Augusto Frederico Schmidt tomou parte, esforçadamente, mas em vão.  Em crônica antiga, Rubem Braga descreve a manhã de sol que levou às areias da praia escritores de Copacabana e Ipanema, uns contra os outros.  Também tomei parte no hilariante cotejo, no time de Copacabana. Aníbal Machado revelou-se um jogador impetuoso (foi extrema do Clube Atlético Mineiro); Vinícius de Moraes, platônico de bola, sentiu logo o menino e foi fazer companhia às moças; o atual Embaixador Lauro Escorel foi um escolástico inútil; Di Cavalcanti, esfuziante goleiro, dizia sempre que as bolas haviam passado por cima do inexistente travessão; o próprio Braga era um zagueiro tontíssimo, porém valente. O melhor jogador em campo, um médico de óculos, calvíssimo, entrou de enxerto, sendo amigo de Aníbal; foi nele que o Braga acertou uma de suas traulitadas, dizendo: “Para...

Cão como nós, de Manuel Alegre

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Por Pedro Belo Clara Na edição quinzenal desta coluna apresenta-se uma das obras que, sem margem para dúvida, mais vendas alcançou no historial recente do autor em causa. De facto, a conquista da vigésima quinta edição em pouco mais de dez anos após o seu lançamento, traduzindo-se num volume de vendas superior a cem mil exemplares (tendo em conta as limitações do mercado português, os números são bastante satisfatórios), comprova a evidência: o presente trabalho assume-se como uma das obras mais bem sucedidas deste famigerado autor. Nascido em Águeda, no ano de 1936, Manuel Alegre é uma personalidade multifacetada da sociedade portuguesa. Destacado desportista durante a sua juventude, alcançou o honroso título de campeão nacional de natação. No entanto, o seu incessante combate contra as ditatoriais premissas do regime fascista que no país então imperava contribuiu, e muito, para o início da vida política do autor. Em 1963 foi preso pela polícia do estado (PIDE). No ano ...