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Caderno-revista 7faces

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Por Pedro Fernandes Charles Baudelaire. Pintura de Gustave Courbet Quero compartilhar com os leitores e transeuntes deste blog uma ideia que, para ser sincero, desde quando iniciei essa aventura na web ,  já varava ponta a ponta minha cabeça. Trata-se da organização de uma rede outra, esta de poetas, de todas as tendências, raças, credos, nacionalidades, temáticas, enfim do que poder caber no infinito universo da internet. Chamo esta ideia de 7faces . Pretende ser um caderno de poesia, com publicação e distribuição eletrônica, e o que é melhor, sem fins lucrativos. A seguir posto como  o escritor interessado  deve se inscrever no projeto para remeter seu material à primeira edição, programada para publicação em junho próximo. 1. Os poemas para a primeira edição deverão ser encaminhados em anexo para o e-mail pedro.letras@yahoo.com até o dia 26 de junho de 2009 .  2.  Junto com o poema o autor deve encaminhar a ficha de inscrição preenchida, declaração de aut...

Diário pedagógico: a equipe

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Por Pedro Fernandes Na sala que estive do 9º ano, estava na parede:  A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T, U, V, X, W, Y, Z. Fui introduzido na reunião em 18 de fevereiro de 2009, quando do último dia do que a Secretaria de Educação do Município chamou de Semana Pedagógica. Não revelarei nesta série, pelo menos a princípio, os nomes dos locais e das pessoas envolvidas nos fatos. Se estou tornando uma realidade à vista alheia, acho que me resta um pouco de ética em preservar esses nomes, ainda que isso se trate de um esboço de relato-denúncia. Basta que o leitor saiba que as ações as quais me refiro neste e noutros textos desta série decorrem na única escola da zona urbana de um município que está a 45 Km, aproximadamente, da capital do Rio Grande do Norte. Apresentados os lugares, voltemos à reunião de 18 de fevereiro de 2009. Não sei quais os objetivos a que se prestavam os que ali estavam reunidos, mas pelo correr das discussões não demorei mu...

Castro Alves

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Parece que os astros são anjos pendidos Das frouxas neblinas da abóbada azul, pendidos A filha morena dos pampas do sul. * Sicambros do sol da gloria Ergamos a fronte ao sol, Condores, tingi as azas Morno é o banho do arrebol. Como bardos inspirados, Quando palpita a victoria O vento canta epopéas, Quando o tempo d’entre os dedos Debalde raio impotente Assim foi... E ha tantas per’las Já de horror prorompe um grito Nos pampas dormido tremes – Que sombra é aquella no norte? Silencio. Calle-se o canto D’esses que alteiam as frontes, (este poema foi publicado no Jornal Do Recife , n. 213, de 14 de setembro de 1865, p. 1) É preciso apostrofar este Pernambuco de 63, apenas interessado em vender açúcar. Voltar o látego da poesia contra os barões do engenho. É preciso compor um painel onde a infâmia fique estampada: os navios negreiros atravessando o oceano, as senzalas imundas, a mãe cativa a amamentar o filho sem futuro, o...

Jornal Trabuco, um tiro de boas ideias

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A primeira equipe, fundadora do jornal Trabuco : da esquerda para direita, Pedro Fernandes, Ângela Cláudia, Monick Munay e Anacely Menezes. Alunos do sétimo semestre do curso de Letras. 1.  Entre as habilidades (ou competências) para a formação de um estudante de Letras está a labuta com a palavra. É bem verdade que alguns chegam ao curso com apenas esse interesse e todos saem frustrado porque não encontram esse lugar que buscam, afinal, sobretudo num curso de licenciatura, o que mais se passa em debate é a formação de como trabalhar a língua de sua habilitação com o ensino. 2.  É sabido ainda que os cursos de Letras sempre zelaram pela criação de promoção de espaços de convivência com a escrita, o que, de certa maneira finda por ser gratificante não apenas àqueles cujo único interesse é o exercício com a palavra e, produz um intercâmbio com os mais arredios à escrita ou mesmo com outras faculdades, claro, se o aluno está numa instituição com outros cursos afins. ...

Camilo Castelo Branco, o exagero sentimentalista

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Por Pedro Fernandes Quando li, ainda na faculdade, talvez o livro mais conhecido de Camilo Castelo Branco, Amor de perdição , pude levantar o epígono que utilizo no título desta postagem. Trata-se de uma novela em que – e isso sempre me perguntei –, dentre tantas e tantas possibilidades que se apresentam aos amantes Teresa e Simão, corre pelo trilho do drama trágico. Pudera: são “boas” personagens do chamado ultra-romantismo, logo, tornam seu destino submetido à cadência de fatos mais nebulosa a fim de constituírem sua história de amor.  Os protagonistas dessa novela representam o sentimento de uma sociedade que não mais cria nos veios do destino como trajetórias da vida. Isso é marco para a segunda fase do Romantismo; a fase que a crítica classifica como ultra-romântica, dado o exagero amoroso constituir-se recorrência nos dilemas romanescos. Espírito de uma época e não apenas invenção literária, em alguns casos o sofrer de amor (e o desfecho trágico) ultrapassava as página...

Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick

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 Laranja Mecânica. Quando um homem não pode mais escolher, ele deixa de ser um homem. Além da genialidade de suas visões, Stanley Kubrick era um diretor de gêneros. Em cada um de seus filmes, explorou um diferente, dentro dos formatos codificados do cinema. Ficção científica ( 2001 , de 1968), terror ( O Iluminado , de 1980), guerra ( Glória Feita de Sangue , de 1957, e Nascido para Matar , de 1987), filme de época ( Barry Lyndon , de 1975), épico ( Spartacus , de 1960), sátira política ( Dr Fantástico , de 1965), comédia de costumes ( Lolita , de 1962), noir ( O Grande Golpe , de 1956), drama familiar ( De Olhos bem Fechados , de 1999). Laranja Mecânica , seu filme mais cultuado (sobretudo pelas novas gerações), chama a atenção por não se encaixar exatamente em um único gênero narrativo. Tem muito de ficção científica, já que se passa em futuro não tão distante. É também comédia de costumes por trabalhar com aspectos cotidianos de uma nova sociedade. Além disso, traz elemen...