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Ainda Xerófilo, o inédito de Márcio de Lima Dantas

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Por Pedro Fernandes No último dia 30, foi apresentado à web , através do selo de publicações Letras in.verso e re.verso e encartado à terceira edição do caderno-revista 7faces , o inédito xerófilo , do poeta potiguar Márcio de Lima Dantas. Por ocasião redigi um texto que tem em vista duas coisas: uma, dar a conhecer o poeta, e outra, dar a conhecer a obra em lançamento. É, pois, um texto de apresentações. Este mesmo texto foi veiculado no caderno “Expressão”, do jornal mossoroense  Gazeta do Oeste . Por lá, saiu com um título diferente. Ao invés de “O inédito de Márcio de Lima Dantas” saiu com “Trabalho poético”. E saiu ainda com cortes, devido as limitações de espaço do impresso – um mal do qual padecem os bons e os ruins jornais.  Pela ocasião, apresento o texto tal qual foi entregue para a redação do jornal. Pode ser lido aqui .

Os segredos da Senhora Wilde

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Por Eduardo Lago Oscar Wilde, Cyril e Constance Em 1879, ano em que deixou Oxford para iniciar a conquista da celebridade em Londres, Oscar Wilde conheceu numa festa uma jovem de boa família e rara beleza que se chamava Constance Lloyd. Casaram-se cinco anos depois, quando a cidade já havia se rendido ao talento do escritor irlandês, embora a moça de cabelo castanho, olhos cor de mel e rosto com traços pré-rafaelista havia sucumbido à primeira vista à ingenuidade e aos encantos do irresistível dândi. Fora de si, quando Oscar a pediu em casamento, Constance enviou ao seu irmão Otho um bilhete em que dizia: “Estou comprometida com Oscar Wilde e sou perfeita e enlouquecedoramente feliz”. Otho Lloyd pareceu não esperar pela notícia. “Se se tratasse de qualquer outro”, escreveu a um amigo, “não colocaria em dúvida que estava apaixonado por minha irmã”. O casamento foi um espetáculo à altura dos quadros cênicos que aparecem em suas comédias. Passaram a lua de mel em Paris. Em meio...

Os versos do poeta João Negreiros

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Por Pedro Fernandes Um dos nomes escolhidos para a terceira edição do caderno-revista  7faces  que será lançada no próximo dia 30 de setembro é o do poeta português João Negreiros.   Ele é hoje um dos poetas mais premiados da cena literária portuguesa. E além do trabalho com poesia escrita, João une o material verbal a encenação teatral da palavra e, numa atitude, um tanto quanto inovadora, põe seus versos em órbita noutros universos, como a leva de vídeo-poemas  que vai, aos poucos, juntando na web .  Incorpora, logo, um entendimento de que a palavra deve romper as quatro linhas do papel e tomar formar em quaisquer espaços até se perder nas infinitas fronteiras dos bytes . Não vou mentir. Gosto desse trabalho. Ele é assim querido por mim porque estou também pensando naquilo que um conterrâneo português da literatura, o Nobel José Saramago, disse, não uma, mas reiteradas vezes, que a palavra escrita está adormecida e ao ser dita desperta, tem um poder outro ...

Chema Madoz, esvaziamento e reapropriação poética

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Por Pedro Fernandes O contato com a obra de Chema Madoz se deu ao acaso. O fotógrafo, um dos mais respeitados nomes em Espanha e com trabalhos editados e expostos em meio mundo, ainda é novidade a muitos olhares brasileiros. Eu, nunca fui entendedor de fotografia, mas os trabalhos de Chema me fizeram sair à cata de trabalhos de outros fotógrafos. Encontrei-me virtualmente com muitos que espero ter a chance de publicá-los em trabalhos posteriores que eu venha editar. Agora, voltando ao contato primitivo com a obra de Chema. Ele se deu quando eu estava à cata de imagens que pudesse ilustrar o conjunto de dois ensaios que saem agora na 3.ª edição do caderno-revista  7faces . Depois da primeira fotografia, dei com uma quantidade de imagens que, dialogavam, plenamente com aquilo que discutia os dois ensaios em questão. A única atitude que tive foi a de, usando meu portunhol, entrar em contato com o fotógrafo espanhol a fim de pedir o uso de pelo menos dez dos seus trabal...

Movimento Literário Novos Poetas

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O escritor Mário Gerson, idealizador do Movimento Novos Poetas. A ideia surgiu nas páginas do jornal onde edita seu semanário Expressão , ganhou a web e galga, agora, novos caminhos. Foto do blogue Movimento Literário Novos Poetas. Sempre me deparo na web com ideias que valem a pena passar adiante. A mais recente descoberta que fiz - e foi descoberta mesmo que, admito, não costumo muito acompanhar os jornais mossoroenses - foi de um movimento preconizado pelo poeta, contista, romancista e jornalista Mário Gerson.  Mário é já figura carimbada da literatura potiguar e tem uma vasta produção que começa nos porões do jornal Gazeta do Oeste , onde mantém um caderno semanal e logo cuida com certo esmero da parte artística e cultural do diário. A ideia agora fomentada por ele merece destaque porque desponta uma face desconhecida do escritor. Digo desconhecida porque o único momento que dei com Mário agitador cultural foi nas edições da feira do livro de Mossoró. No mai...

O inédito de Márcio de Lima Dantas

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Por Pedro Fernandes Foi quando estava editando o material para a 3.ª edição do caderno-revista  7faces  que surgiu a ideia. Tinha à minha frente uma quantidade significativa de materiais do professor, poeta, crítico e ensaísta Márcio de Lima Dantas.   Márcio é desses sujeitos que, apesar de viver numa academia – é professor na cadeira de Literatura Portuguesa na Universidade Federal do Rio Grande do Norte – ainda não se deixou contaminar com os bolores institucionais. E duvido que um dia fará isso. Não tenho muito contato com ele, mas dos momentos em que pude conversar pessoalmente, me deixou claro que é um sujeito de posições muito acabadas, justas e, sobretudo, lúcidas acerca do seu trabalho e da sua função enquanto homem de letras. Ele é um criador profícuo. Diria que não para um instante. E é de uma simplicidade boa. Eis aí, talvez sua qualidade maior, frente ao pedantismo, que é um dos desvalores cultivados às pampas no meio onde ele vive.   D...