Boletim Letras 360º #708
DO EDITOR
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| Gonçalo M. Tavares. Foto: Ana Baião |
LANÇAMENTOS
O novo épico de Gonçalo M. Tavares
Uma peste nos Estados Unidos da América. Uma segunda guerra civil que vai tomando forma. Dois extremistas em lados opostos do grande colapso. Um improbabilíssimo herói que surge para salvar a nação. Nesta epopeia satírica e distópica, testemunhamos o mais novo triunfo de um gênio da literatura mundial. O fim dos Estados Unidos chega ao Brasil pela Dublinense. Você pode comprar o livro aqui.
Mais três títulos de William Blake no projeto que une texto e imagem pela Iluminuras.
Neste segundo volume, Blake aprofunda a sondagem da alma humana, seu grande tema. O Livro de Thel (1793) narra a história de uma jovem pastora que se aventura além do vale da felicidade, encontra quatro seres estranhos com quem conversa e, temerosa, foge de volta para o vale. Ela está entre a inocência e a experiência. Em Visões das Filhas de Álbion(1793) conhecemos a jovem Ootoon, uma versão de Thel, mas em plena experiência: é noiva de Theotormon, porém antes do casamento é violada por um homem inescrupuloso. O poema aborda as consequências desse ato, desenvolvendo os temas de liberdade, repressão e escravidão. Em O Matrimônio do Céu e do Inferno (1790-1793), Blake faz do matrimônio uma metáfora do sacramento instituído por Jesus e reconhece que “Oposição é amizade verdadeira”: “Atração e Repulsão, Razão e Energia, Amor e Ódio são necessários para a existência Humana”. A mente humana contém Céu e Inferno, ou seja: Energia ― desejo, vitalidade, instinto ― e Razão ― inibição, repressão, superego. A Razão, negativa, separa os opostos: Deus e homem, bem e mal, corpo e alma, homem e natureza, as religiões, todos têm a mesma fonte: a Imaginação, que é Jesus, que leva ao equilíbrio do universo mental e à unidade da alma. O poema-epílogo, “Canção da Liberdade”, consiste numa síntese, do ponto de vista universal, do exposto ao longo do Matrimônio, e nele Blake introduz alguns personagens do mundo mitológico que começou a criar nos chamados poemas-profecias. A tradução é de Jose Antonio Arantes. Você pode comprar o livro aqui.
Uma novela cômica, e ao mesmo tempo comovente, sobre os desejos e os desafios de um homem que se depara com um fato inevitável da vida: o envelhecimento.
Um major viúvo de cinquenta anos se envaidece ao descobrir que a sobrinha, décadas mais jovem, quer se casar com ele. Movido pelo interesse que a moça desperta, o militar passa a se deparar com uma realidade à qual até então era indiferente: o reflexo do espelho. Para tentar recuperar os traços da juventude, recorre a cosméticos, indumentárias e truques aprendidos com um amigo ator. O problema é que a sobrinha havia sido prometida ao filho do major, que por sua vez se vê obcecado por uma viúva mais velha do que ele. Forma-se uma quadrilha amorosa em que os desejos permeiam as diferenças de idade e as convenções familiares, colocando em xeque os papéis que cada personagem deveria desempenhar. O contraste entre o ser e o parecer é central na narrativa. O major tenta modificar sua aparência para corresponder ao olhar de quem o deseja. As relações em seu entorno revelam como idade, posição social e expectativas familiares interferem na experiência amorosa. Com humor delicado, Goethe constrói um retrato irônico da crise da meia-idade e do poder que o desejo tem de desorganizar as certezas de uma vida aparentemente estabelecida. As escolhas lexicais cautelosas e perspicazes do autor, preservadas na tradução de Mariana Holms, sustentam a ironia das passagens em que o impulso pessoal se choca com o papel social. Lançada em sua primeira versão como livro de bolso, a novela tem fundo autobiográfico. Goethe tinha cinquenta e nove anos quando concluiu o texto em 1808, e as angústias relacionadas ao seu próprio envelhecimento se refletem na narrativa. Autor de Fausto e de Os sofrimentos do jovem Werther, Johann Wolfgang von Goethe é uma das figuras centrais da literatura alemã e da cultura europeia. Inédito no Brasil, o livro O homem de cinquenta anos de Goethe chega ao país em tradução de Mariana Holms pela Ercolano. Você pode comprar o livro aqui.
O terceiro título da Coleção Libro&Libreto da Zain dedicada à publicação de obras de ficção que foram adaptadas para a ópera.
Certa manhã, o assessor de colegiado Kovaliov desperta sem o nariz. Para sua surpresa, descobre em seu rosto apenas uma superfície perfeitamente lisa, como “uma panqueca recém-assada”. Este é o improvável, porém genial, ponto de partida de O nariz, de Nikolai Gógol, um dos maiores clássicos da literatura russa do século XIX. Quando o órgão ganha vida e passa a circular por São Petersburgo vestido com uniforme e sendo tratado como autoridade, inicia-se uma sucessão de episódios cômicos e absurdos. Com seu humor mordaz e imaginação singular, Gógol transforma uma narrativa fantástica em crítica social, expondo a submissão às aparências, aos títulos e às hierarquias. Esta edição do livro também apresenta, pela primeira vez em uma publicação de O nariz, o libreto da ópera homônima do compositor russo Dmitri Shostakovich. Dois posfácios inéditos completam a edição: Arlete Cavaliere, ensaísta, tradutora e professora titular de teatro, arte e cultura russa na USP, explora a estética de Gógol, o contexto social e histórico da novela e sua repercussão; Irineu Franco Perpetuo, que também assina a tradução da obra e do libreto, investiga as conexões entre literatura e música ao colocar lado a lado Gógol e Shostakovich — escritor e compositor —, duas figuras fundamentais para os séculos XIX e XX e para a compreensão de da obra Na caixa, o livro é acompanhado por um encarte exclusivo, que inclui ilustração de Rico Lins, texto crítico do encenador Caetano Vilela, além de duas entrevistas — uma sobre Nikolai Gógol, com Kirill Serebrennikov, encenador e cineasta russo e ex-diretor artístico do Centro Gógol em Moscou, e outra sobre Dmitri Shostakovich, com Irina Shostakovich, viúva do compositor. Você pode comprar o livro aqui.
Poesia e violência no novo livro de Salgado Maranhão.
Em A arte de matar, Salgado Maranhão investiga uma das mais antigas e persistentes dimensões da experiência humana: a violência. Partindo de episódios bíblicos, figuras históricas e mitos fundadores de diferentes civilizações, o poeta percorre um vasto arco temporal para refletir sobre o poder, a guerra, a ambição e a morte, transformando acontecimentos emblemáticos em matéria de alta poesia. Na segunda parte do livro, o olhar se desloca da história para a intimidade. Os poemas reunidos em “Diário de bordo”, “A deusa insurgente” e “Versões subversas” exploram a memória, o amor, a perda, a linguagem e o próprio fazer poético, revelando uma escrita de extraordinária força imagética e musicalidade, em que invenção verbal e reflexão existencial caminham lado a lado. Ao reunir o ímpeto épico e a intensidade lírica que marcam sua obra, Salgado Maranhão reafirma-se como uma das grandes vozes da poesia brasileira contemporânea. A arte de matar é um livro que confronta o leitor com a história da violência humana, mas também celebra a potência criadora da palavra, capaz de resistir ao tempo, à destruição e ao silêncio. O livro sai pela editora 7Letras. Você pode comprar o livro aqui.
Uma redescoberta da obra de Maria Benedita Bormann/ Délia.
Délia, pseudônimo de Maria Benedita Bormann, é autora de uma obra única no cenário brasileiro, sobretudo pela sua denúncia feroz do regime patriarcal que dominava a sociedade do país, inclusive as letras. Em Lésbia, a jovem e brilhante Arabela passa por um casamento traumático com um marido grosseiro e ciumento. Quando enfim se vê livre dele, parte em uma jornada pela independência. Ela prenuncia uma saída para sua infelicidade através das artes e da escrita, adota o pseudônimo de Lésbia e enfrenta o preconceito por parte dos homens que veem com desconfiança a emancipação feminina. Retrato de uma artista em formação em confronto com uma sociedade opressora para as mulheres, Lésbia é um tesouro redescoberto da literatura brasileira em edição cuidadosa da especialista Norma Telles e com novo posfácio de Natalia Borges Polesso. Publicação da Penguin/ Companhia. Você pode comprar o livro aqui.
Odorico Leal aposta na ironia e na paródia de gêneros como a distopia, o romance policial e o conto borgiano, nos fazendo duvidar e acreditar naquilo que é narrado, ao tirar o leitor da mesmice da linguagem.
O resumo das histórias narradas por Odorico Leal não dá conta da complexidade oferecida por elas, tanto na linguagem quanto na temática, tanto no tom interno quanto no diálogo com o conjunto deste livro notável no panorama da ficção brasileira. Muitos dos tipos descritos pelo autor são artistas, o que não é à toa. Afinal, esse é o espaço por excelência da liberdade, que é expressar de maneira única sentimentos como o amor e o ódio. Sonhos da pessoa física é publicado pela editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.
Um romance sobre uma ferida que não cicatriza: ter sobrevivido à tortura, à história e a si mesmo. Uma narrativa de rara densidade emocional que evoca os rastros deixados pelas perdas, pela perseguição política e pela melancolia diante de um mundo indiferente.
Nós não sabemos o nome do personagem e narrador deste romance. Porém, desde o primeiro parágrafo, sabemos que se trata de uma daquelas pessoas que trazem sob a pele a marca irremovível de ser uma vítima das crueldades do século XX. Sobrevivente involuntário, arrebentado e desorientado, ainda lidando com os efeitos da tortura e dos ensaios de sua execução pela ditadura brasileira, ele vasculha sua pouco confiável memória, seus esquecimentos, escavando as ruínas da história e de sua família. O narrador procura algo — só não sabe o quê — que o mantenha vivo, que o faça não desistir. Diante do mal, ele tenta dizer o indizível, evocar o que não tem nome. Em seu segundo romance, Waldomiro J. Silva Filho constrói uma narrativa de densidade emocional e fluidez poética únicas, em que presente, passado e um passado ainda mais distante se entrelaçam no mesmo parágrafo. Ameaçado por uma espécie crônica e fatal de afasia, o narrador de Um homem bom vai reunindo palavras, frases e histórias que aparecem em discos e livros de autores como Belchior, Gilberto Gil, Atahualpa, Nabokov, Jean Améry, Primo Levi e W. G. Sebald, e assim, enquanto escreve, segue adiante como pode. Um homem bom sai pela Companhia das Letras. Você pode comprar o livro aqui.
Com humor, velocidade e personagens que parecem saltar das páginas, Marco Severo constrói um romance sobre ambição, dinheiro, amor, violência e as histórias que contamos para conseguir viver com aquilo que fizemos… e com aquilo que fizeram de nós.
Existem crimes que ninguém esquece. Mas, para compreender como eles acontecem, às vezes é preciso voltar muito antes do crime. Em O que vem por aí, Marco Severo nos apresenta Airton, um homem cuja trajetória atravessa diferentes tempos, afetos e transformações do Brasil. Filho de um homem que transitava pelo mundo do crime e de uma mulher que aprendeu a sobreviver às circunstâncias, Airton cresce entendendo cedo demais que as oportunidades podem tanto nos salvar quanto nos colocar diante de caminhos sem volta. Dos programas de auditório e jornais policiais ao universo das celebridades, das agências de talentos e das redes sociais, acompanhamos um personagem que aprende a sobreviver, amar, desejar, perder e, sobretudo, seguir adiante. Até que passado e presente se encontram na figura de Betty Mariano, uma influenciadora com milhões de seguidores envolvida em um crime capaz de mobilizar o país. Publicação da editora Moinhos. Você pode comprar o livro aqui.
Vinte anos depois de partir, uma atriz retorna à cidade natal e reencontra um passado familiar que continua assombrando sua vida.
Vinte anos depois de partir, uma atriz retorna à cidade natal e reencontra um passado familiar que continua assombrando sua vida.
Atriz e diretora de teatro consagrada, Ada Hosler volta à provinciana cidade onde nasceu, no sul do Brasil, para dirigir uma oficina teatral. Esse retorno às raízes é carregado de lembranças da época em que, ainda criança, não tinha o nome que a consagrou e era apenas a pequena Nina, cuja infância é marcada por um incidente aparentemente banal, mas que deixa marcas incontornáveis em sua personalidade e em sua arte: ela presencia o abate de uma gaivota. Esse é o ponto de partida de A cena da boa atriz, obra em que os gêneros literários se entrelaçam em uma estrutura narrativa fragmentada, dando sustentação a um espetáculo teatral imaginário dentro do romance. Criadora de um método próprio de atuação cênica, Ada traz ao palco os traumas de infância de Nina relacionados aos pais, ao próprio corpo e à vida interiorana. O passado de Nina serve como força motriz para que os alunos de sua oficina alcancem uma “interpretação convincente”. A interseção com a peça A gaivota, de Anton Tchékhov (cuja personagem homônima também deseja ser atriz), dá ao romance uma camada psicológica e metalinguística ainda mais rica — e o texto teatral que fecha o livro torna A cena da boa atriz um quebra-cabeça literário intrigante. No seu exotismo de artista — com um indefectível tapa-olho a cobrir as marcas de um colapso —, Ada encena (pois, para ela, tudo é teatro) um monólogo interior impulsionado pelo rancor contra a sua origem e por dores profundas que a levam a uma busca por identidade e pertencimento. Em seu “romance-teatro”, eletrizado por uma linguagem altamente poética, Vanessa Vascouto contrapõe, de forma brilhante, duas grandes ilusões: a de que podemos correr mais rápido que as nossas memórias e a de que a mente pode simplesmente apagar o que foi vivido. Você pode comprar o livro aqui.
Um conjunto de ensaios revisita o erótico na literatura dentro e fora do Brasil.
Como pode a vida mental dar conta das demandas lúbricas que os corpos não cessam de produzir? Numa obra de inspiração autobibliográfica, a pesquisadora Eliane Robert Moraes reúne escritos de um grupo de autores e autoras fundamentais, que pensaram o reino equívoco, promíscuo e absoluto do erotismo. Estão presentes no livro: Italo Calvino, Susan Sontag, Georges Bataille, D. H. Lawrence, Robert Musil, Agustina Bessa-Luís, Roberto Piva, Carlos Drummond de Andrade, Anne Carson, Yara Frateschi Vieira, Katherine Mansfield, Glauco Mattoso, Otávio Frias Filho, Cristina Peri Rossi, Sérgio Sant'Anna, Otto Maria Carpeaux, José Paulo Paes, Amara Moira, Reinaldo Moraes, Néstor Perlongher e Annie Le Brun. Assim, inumeráveis são os desejos relatados nesta seleta. E múltiplos são os gêneros que povoam suas páginas — ensaios, crônicas, diários, manifestos... Um caleidoscópio erótico e teórico, para mexer com a imaginação do leitor. Erótica teórica: escritos sobre as fronteiras do sexo é publicação da editora Autêntica. Você pode comprar o livro aqui.
REEDIÇÕES
Toda a prosa de Adélia Prado reunida em edição especial.
Prosa reunida compila em volume único toda a ficção publicada até hoje por uma das vozes mais importantes da literatura brasileira, vencedora dos prêmios Camões e Machado de Assis. Em 1976, Adélia Prado estreou na literatura com o livro de poemas Bagagem, dando início a uma vasta obra poética que a consagraria como uma das maiores poetas do país. A partir de 1979, sua produção em prosa revelou o mesmo talento: ao longo dos sete livros que publicou desde então, Adélia Prado transporta para a narrativa a mesma linguagem entranhada no cotidiano, no sagrado e no corpo que já marcava a sua poesia, criando uma ficção que alcançou grande prestígio e reconhecimento acadêmico. Nesta edição especial, em capa dura e com pintura trilateral, encontram-se reunidos os sete livros em prosa da autora: Solte os cachorros (1979), Cacos para um vitral (1980), Os componentes da banda (1984), O homem da mão seca (1994), Manuscritos de Felipa (1999), Filandras (2001) e Quero minha mãe (2005). Um verdadeiro presente para o leitor que busca conhecer a prosa de uma das maiores escritoras da literatura brasileira contemporânea. Publicação da editora Record. Você pode comprar o livro aqui.
Filho de padre ortodoxo, o autor nasceu na ilha de Skiáthos (arquipélago das Espórades), local onde passou sua infância e, após longa residência em Atenas, também viveu seus últimos anos e veio a falecer, deixando para trás uma existência pobre, solitária e quase ascética. Prosador realista e praticante do chamado conto etográfico (de costumes), Papadiamántis não apenas soube captar os tipos populares e o caráter das paisagens de sua ilha natal, mas também logrou elaborar uma linguagem narrativa sui generis, impregnada de poesia, e na qual realismo e espiritualidade coexistem. Erotização da natureza, religiosidade, superstições e costumes populares são temas recorrentes nestas narrativas, que têm, às vezes, um claro tom autobiográfico. São histórias de naufrágios e de amores difíceis, de amarguras e misérias e de contemplação mística da vida. Papadiamántis, o “santos das letras gregas”, retratou de forma única a cultura popular grega, e seus contos traduzem um rico imaginário, cujas raízes se situam na literatura grega clássica e bizantina e se estendem pela história da Grécia, com suas paisagens, seu misticismo ortodoxo e seu folclore habitado por ninfas. Este livro foi originalmente publicado em 2010, e é aqui reeditado com o acréscimo de três importantes contos. A presente edição é ricamente ilustrada por pintores gregos do período de Papadiamántis. Com tradução de Théo de Borba Moosburger A nostálgica e outros contos sai pela BEC. Você pode comprar o livro aqui.
Nova edição de um dos grandes romances da literatura brasileira do século XX.
Madruga é um jovem camponês que deixa a Galiza, sua terra natal, para embarcar em um navio com destino ao Rio de Janeiro ao lado do seu companheiro Venâncio. A partir de um emprego humilde em uma pensão na Praça Mauá, Madruga vive uma trajetória de êxitos e fracassos que põem à prova os seus ideais de liberdade e felicidade. Décadas depois, cabe à sua neta, Breta, juntar os fragmentos do passado e reconstruir a história de sua família, que se confunde com a história recente do país. Inspirada em suas próprias origens galegas, Nélia Piñon recria a trajetória dos que deixaram para trás sua terra natal movidos pela fuga da miséria e pela esperança de um novo destino. A república dos sonhos compõe, assim, um grande painel humano envolvendo as vidas de dezesseis personagens, no qual afetos, perdas, ambições, paixões, fracassos, conquistas e sonhos se entrelaçam à formação do Brasil. Um romance de fôlego raro, em que as histórias individuais refletem os desafios e as transformações de uma nação inteira. Uma obra inesquecível de uma das maiores vozes da língua portuguesa de volta aos leitores pela editora Record. Você pode comprar o livro aqui.
RAPIDINHAS
RAPIDINHAS
Guerra — II. Está previsto para o final de outubro o segundo volume da trilogia em que Beatriz Bracher reengendra o tempo da Guerra do Paraguai. Agora, o romance avança por entre março de 1866 e janeiro de 1869.
Nova casa do Sr. Raduan 1. A Fósforo anunciou nesta semana que detém os direitos sobre a obra de Raduan Nassar e passa a reediá-la em 2027. A editora promete inéditos e a reunião de textos escritos pelo autor para a imprensa.
Nova casa do Sr. Raduan 2. No comunicado, a editora registrou um desses inéditos: As três batalhas está em adaptação para o cinema por Luiz Fernando Carvalho, quem também dirigiu para o cinema Lavoura arcaica.
De Marize Castro. Nos próximos dias chega aos leitores O salão de Alice B. Toklas. O novo livro da poeta potiguar é publicado pela editora Una e tem lançamento agendado para o dia 18 de setembro, às 17h, na Pinacoteca Potiguar.
Max Martins 100 anos. Um colóquio sediado no auditório do Programa de Pós-Graduação em Letras, da Universidade Federal do Pará, em Belém assinala o centenário do poeta. Será entre os dias 22 e 25 de setembro.
DICAS DE LEITURA
1. Trilogia dos gêmeos, de Ágota Kristóf (Trad. Diego Grando, Dublinense, 560p.) A história dos gêmeos Claus e Lucas deixados na casa da avó numa pequena cidade para que tenham alguma chance de sobreviverem à guerra. Uma visita a um período dos mais perturbadores para a Europa. Você pode comprar o livro aqui.
2. Detalhes, de Ia Genberg (Trad. Fernanda Sarmatz Åkesson, Fósforo, 120p.) Um regresso a uma Estocolmo dos anos 1990 por meio de investigação febril de um passado feito de quatro ausências marcantes. Você pode comprar o livro aqui.
3. Lázár, de Nelio Biedermann (Trad. Kristina Michahelles, Record, 294p.) Os últimos dias de nobreza de uma linhagem aristocrática húngara na alvorada do século XX. Você pode comprar o livro aqui.
VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS
E, por referir a chegada do novo livro de Gonçalo M. Tavares aos leitores daqui, fica a recomendação deste diálogo com o escritor no programa Prova oral da RTP 3. É uma conversa à volta de O fim dos Estados Unidos e não só.
BAÚ DE LETRAS
Ainda Gonçalo M. Tavares. Recordamos a resenha do seu primeiro livro do ciclo das epopeias: Viagem à Índia. O texto está ainda na superfície do nosso baú. Aqui.
DUAS PALAVRINHAS
Já que não estás em condições de ler todos os livros que possas ter, contenta-te em ter apenas os que possas ler.
— Montaigne
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