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Uma edição dos “Cadernos de Literatura Brasileira” para Carlos Drummond de Andrade

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Por Pedro Fernandes Posso está totalmente tomado apenas pela visão de alguém imerso no universo literário e, logo, um tanto quanto distante do comum, mas sei que a passagem dos 110 anos de Carlos Drummond de Andrade feita há cinco dias assinalou um momento importante para o obra do  autor no cenário brasileiro; é evidente que há ainda um longo trajeto a ser percorrido. Entre ser integralmente – ou quase – reconhecido pelos pares e depois pelos leitores, ainda mais num país de tão poucos e fracos leitores, há uma diferença enorme. E parece ser mesmo verdade que esse integralismo nunca deverá acontecer porque não tenho conhecimento, e quero está enganado sobre isso, de um escritor que seja unanimidade nacional. Mas, o reconhecimento entre os do universo literário será grande coisa, se pensarmos na quantidade de anônimos que não foram capazes de receber desse universo igual reconhecimento que alcançou um Carlos Drummond de Andrade. Não é mérito meu fazer agora uma discussão ...

Dois Caios por conhecer

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Já havíamos noticiado na fan page do Letras dos inéditos de Caio Fernando de Abreu que estavam por vir. Foi por esses dias que demos com uma matéria no Portal Saraiva Conteúdo escrita por Maria Fernanda Moraes detalhando melhor o que os leitores brasileiros receberão em breve nas livrarias. E são muitos. É verdade que há mais aspirantes a leitores porque conforme outra publicação que colocamos no Facebook o escritor está entre os mais célebres em termos de falsa citação, perdendo apenas para Clarice Lispector. Sabe-se do Caio contista, romancista, novelista, mas apenas os que se dedicam à sua obra talvez saberão do cronista e do poeta. Pois, os inéditos por vir são dos dois últimos gêneros. Do primeiro, A vida gritando nos cantos , pela Nova Fronteira, reúne os textos publicados entre os anos de 1980 e 1990 em jornal. O trabalho é organizado por Liana Farias e Lara Santana. E é resultado de dois anos de pesquisa, quando Liana escolheu a obra do escritor como corpo de pe...

Clientes de poesia

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Por Pedro Fernandes A proposta me apareceu na web . Mesmo crendo que muita coisa anda mal por aqui, há muitas iniciativas bacanas que têm feito a gente ir pela direção contrária disto. Um coletivo de 110 poetas das cinco regiões do Brasil e de alguma parte de Portugal interessados em tão somente uma coisa: fazer circular seus trabalhos (quando meti-me na ideia, falei dela por aqui ). Usando para isso uma data que tem se tornado eventual por aqui: o dia 31 de outubro, data de aniversário do poeta Carlos Drummond de Andrade. O gesto revive a poesia de Drummond e injeta novos ventos nesse balão poético. Não medi esforços. Os que me conhecem ou me acompanham por aqui sabem que me aventuro com poesia. Sim, me aventuro. E foi o próprio Drummond (ingrato) que me fez crer nisso com o negócio de uma ‘seriedade’ no gesto escritural da poesia. Apesar disso, concordo ostensivamente com ele.  Já era véspera de ontem quando, já desacreditado de que pudesse fazer uma intervenç...

10 livros para ler a partir do dia 31 de outubro

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1 – O castelo de Otranto , de Horace Walpole: simples novela datada de 1764 tem relevância aqui porque é apresentada como a que inaugurou na literatura os gêneros de terror e de sobrenatural, tendo sido basilar para escritores como Bram Stoker e Edgar Allan Poe. Seu enredo se fixa em torno de uma maldição que percorre as gerações da família do príncipe Manfredo de Otranto. O misterioso assassinato de Conrado, seu único herdeiro homem, leva Manfredo à loucura, não sem antes ir à procura dos verdadeiros culpados pela morte do filho e as bases que levaram o surgimento da maldição sobre a família. 2 – Os mistérios de Udolfo , de Ann Radcliffe: este é o quarto romance de Radcliffe, escritora que terá inspirado autores como Jane Austen. O romance se constrói em torno da personagem Emilie. Filha única, criada com todos os préstimos e mimos, ela de perde os pais – primeiro, a mãe, vítima de uma doença súbita e misteriosa, depois o pai durante uma viagem pelo sul da França e pela Itália. ...

Declame para Drummond em Natal

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Falamos por aqui sobre uma ideia vinda pelas ondas da web do Rio de Janeiro, mas já desembocada aqui em Natal este ano: o projeto Declame para Drummond. Trata-se de um rico intercâmbio de poesia autoral em homenagem ao poeta que completaria 110 anos no dia 31 de outubro deste ano. O coletivo é formado por 110 poetas  do Brasil e de Portugal, que têm entre outras missões a distribuição de poemas em suas cidades para que sejam encontrados “no meio do caminho” de algum ilustre desconhecido. O Declame para Drummond é uma iniciativa da poeta e produtora cultural independente Marina Mara – que vem realizando projetos de popularização da poesia pelo Brasil – em parceria com poetas de várias regiões do país e também de Portugal. Todos os poetas do coletivo, assim como as pessoas interessadas em distribuir os poemas do projeto em suas cidades retiraram (ou pode retirar) os textos que já estão prontos para imprimir (basta ir por aqui ), devidamente identificados com o n...

As várias faces de “Alice no país das maravilhas” (2)

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Salvador Dalí e Walt Disney. Só recebemos as imagens compostas por Salvador Dalí para Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll por este ano. Graças à iniciativa da William Bennett Gallery. Uma edição com esse material foi publicada em 1969 pela Maecenas Press-Random House, uma editora de Nova York que vendeu a obra como o livro de destaque do mês. No total, o mestre catalão compôs treze ilustrações, uma para cada capítulo da obra, sendo a primeira apresentada ainda como rascunho no frontispício. A obra de abertura, que leva o nome do livro, seria terminada com guache em 1974 e depois reproduzida numa escultura de bronze de 1984. Convém lembrar aqui que Walt Disney, que elegeu Alice para o seu primeiro projeto de longa-metragem nos cinemas desde quando foi para Hollywood, em 1923, recebeu a significativa colaboração inicial do próprio Salvador Dalí para este trabalho.  Devido aos atropelos, o pintor sairia em 1951, sem que o seu nome fosse para os créditos: a ruptura e...