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Casimiro de Abreu, romancista

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Casimiro de Abreu nasceu em Barra de São João, Rio de Janeiro, a 4 de janeiro de 1839, e lá morreu, de tuberculose, no dia 18 de outubro de 1860 – quando contava, portanto, apenas 21 anos de idade. Embora tenha trabalhado no escritório do pai, comerciante, muito cedo se decidiu pela literatura. Ficou conhecido como um dos nomes da poesia romântica no Brasil, mas também terá se aventurado pela escrita em prosa, com algumas malogradas tentativas, das quais, destaca-se o romance (ou seria novela?) Carolina , publicado entre 12 e 13 de março de 1865, em dois folhetins para o jornal português Progresso . Num texto para o jornal O estado de São Paulo em outubro de 2010, o crítico Antônio Soares Amora entende que este texto tem sim bastante interesse literário: a narrativa se desenvolve dando contas da “historia de uma desgraçada moça que, tendo despertado para o namoro e para as consequentes solicitações do amor, vê-se inesperadamente abandonada por Augusto, que, apesar de to...

Moacyr Scliar cronista

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Em vida, Moacyr Scliar publicou pelo menos seis títulos reunindo crônicas, a maioria deles pela editora L&PM. Agora em 2013, chega às livrarias uma reunião de inéditos pela Companhia das Letras. São textos escritos para o jornal Zero Hora e que tratam em sua grande parte de leituras muito originais do próprio escritor por outras personalidades, sejam históricas, como Rosa Luxemburgo, Olga Benário e Noel Nutels, sejam pares escritores como Erico Verissimo, Monteiro Lobato, Jorge Amado, Stefan Zweig, entre outros. Scliar começou a publicar no Zero Hora em 1974, quando foi convidado a cobrir as férias de Luis Fernando Verissimo que era então cronista titular do diário. E seguiu publicando até janeiro de 2011 – o último texto seu data de doze dias antes de sua morte. Os textos que agora são publicados cobrem a partir de 1977 até 2011; segundo Regina Zilberman, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, organizadora do volume e que trabalhava na recolha...

A primeira promoção de 2013

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Na segunda, 31/12/12, o Letras divulgou uma lista  dos melhores livros e filmes vistos e lidos pelo seu editor. Agora um dos itens aí indicados poderá ser seu. 1. O sorteio será realizado via Sortei-me.com quando a fan page chegar ao limite de 900 amigos. Por isso, quanto mais gente você logo chamar para cá, mas cedo rola o sorteio; 2. O prêmio poderá ser qualquer um dos itens listados na seção LIVROS na postagem publicada em 31 de dezembro; 3. É possível que algum dos itens esteja fora de circulação no mercado nacional. Neste caso, o ganhador levará o prêmio mais votado a contar do primeiro ao último lugar. Agora, leia o regulamento a seguir e saiba como participar: a) Visitar a postagem “ Os 10+ de 2012 ”, publicada no Letras do dia 31 de dezembro, e comentar, a partir das sugestões no item LIVROS, o nome do presente que quer ganhar. O sorteado levará o prêmio que foi solicitado; b) Visitar a fan page do Letras no Facebook e curtir; depois visita...

Os 10+ de 2012

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Por Pedro Fernandes Agora vem, em definitivo o final de ano. Um ano bastante intenso para eu que coordeno além deste blog e suas ramificações (Twitter, Facebook, Google+ e Tumblr), um periódico (o caderno-revista 7faces ), o projeto Um caderno para Saramago e ainda tenho de prestar contas no andamento de um doutorado em Literatura Comparada com todas as implicâncias que a carreira acadêmica suscita, as publicações em revistas, os congressos etc. e etc. Além de tudo, foi este um ano decisivo para a publicação de meu livro, que vinha sob os auspícios de releituras, de cortes, de acréscimos, num estica-encolhe de pelo menos um ano depois da data em que o finalizei, março de 2011. Depois disso, o corre-corre pelos lançamentos, pela divulgação, para as entrevistas etc. e etc. Como se dá conta de tudo isto? Simples: posição de militar (nem sempre, é verdade, mas na maioria das vezes). Mas, foi este um ano perfeito. Afora as leituras acadêmicas e todas essas responsabilidades listadas, ...

Cinco notas sobre Fado alexandrino, de António Lobo Antunes

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Por Pedro Fernandes Uma coisa é certa: essas notas aqui dispostas sobre este romance de António Lobo Antunes são falhas. Elas não conseguirão dizer, no total, o que é este livro; elas não conseguirão fazer entendê-lo. A razão disso é simples, há que lê-lo para ter essa totalidade; há que relê-lo para se fazer entender. E as notas são recolhas para uma primeira impressão sobre o romance. 1. Este é na linha horizontal da obra do escritor português o seu quinto romance; vem depois da trilogia Memória de elefante , Os cusde Judas e Conhecimento do inferno e de A explicação dos pássaros . Se sobre o último romance arrisquei-me dizer que estava diante de novo lugar temático na literatura de Lobo Antunes, reafirmo esta visão, agora ainda mais acesa, diante do quinto romance. Estamos aqui situados no tempo imperfeito – não no sentido do modo verbal e sim na já característica superposição dos tempos que nos romances antunianos compõe uma amálgama de acontecimentos reinventando um es...

Cosmópolis, de David Cronenberg

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Por Pedro Fernandes O mundo numa limusine. Em Cosmópolis  o carro é a figura de uma ilha itinerante que se confunde com a própria personagem vivida por Robert Pattinson (foto). Há vários critérios para enquadrar um filme ou livro na sessão Cult. O melhor deles, e vou listar aqui um que certamente não está entre os da ficha da crítica especializada, não com esta definição, parece ser o soco mental. São as produções que desafiam o telespectador ou o leitor, as que o levam a pensar, as que melhor se enquadram nesse critério. Cosmópolis está entre esses títulos. Faço um curto parêntesis para tocar no título A árvore da vida , filme de 2011, que assisti uma vez em casa aos trancos e barrancos entre o estágio de sonolência e o televisor e ficou para uma revisitação que até hoje não fiz. Não é que para ser Cult tenha de ser maçante. Mas é para apenas recortar o estágio comum que pude verificar entre uma plateia inquieta e desprevenida para o filme David Cronenberg: no iníc...