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Mostrando postagens com o rótulo Gertrude Stein

Gertrude Stein, feita de vínculos

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Por Sofía Viramontes Gertrude Stein é um dos nomes mais importantes da história da arte moderna. Sua literatura e mecenato mudaram a maneira como a arte era percebida no início do século XX. Sua biografia pode ser contada a partir da arte, da literatura (escreveu romances, poesia e teatro) e das ideias (do feminismo, sua posição sobre invasão nazista da França ou libertação sexual). Mas todas as etapas de sua vida também foram marcadas pelos relacionamentos – emocionais, intelectuais e de trabalho. Gertrude nasceu depois de quatro irmãos em 3 de fevereiro de 1874, em Allegheny, Pensilvânia. Aos três anos, a família se mudou para Viena – todos falavam inglês e alemão por causa da ascendência judaico-alemã do pai – e logo em seguida para Paris. Naqueles anos, os pais Daniel e Amelia Stein trabalharam para incutir nos filhos os modismos culturais europeus. Depois, voltaram para os Estados Unidos, para a Califórnia. A mãe morreu em 1888 e o pai em 1891. Michael, o irmão m...

Gertrude Stein e Alice B. Toklas

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Por Telma Amaral Gonçalves  Gertrude e Alice nasceram e foram educadas nos Estados Unidos. O par se conheceu em Paris no ano de 1907 e passou a viver junto dois anos depois, em 1909 somando trinta e sete anos de relacionamento. Gertrude era filha caçula de empresários judeus e havia perdido a mãe para o câncer aos catorze anos e o pai aos dezessete. Nascida no Pensilvânia, morou na Áustria e depois na França com o irmão mais velho, onde se estabeleceu definitivamente. Foi na França que começou a tentar seriamente a carreira literária e a se interessar e adquirir obras de arte moderna o que se tornou uma paixão cultivada longamente. E foi também nesse país que adquiriu notoriedade como escritora. Alice B. Toklas, como sempre aparece nas referências a seu nome, suas ou de outros, nasceu em São Francisco, Califórnia, no seio de uma família também judia de classe média. De modo semelhante à Stein, perdeu sua mãe para o câncer aos vinte anos. Em viagem por Paris conhe...

A amável anfitriã, presa na linguagem

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Por Marcelo Ohen Alice B. Toklas e Gertrude Stein Estadunidense do leste, intuitiva e pragmática, Gertrude Stein chegou a Paris no início do século XX para converter-se numa das primeiras compradoras de pinturas de Cézanne, Matisse, Juan Gris e Pablo Picasso. Provavelmente sua estranha sensibilidade lhe disse que algo muito importante estava acontecendo na arte por obra desses homens então pendidos para a audácia de marchands de segunda categoria. No início não deixou de ser insólito que uma estadunidense de aspecto rude como o de uma camponesa adquirisse aquelas obras e se interessasse por conhecer seus autores. Mas, o fato era que Miss Stein não só apreciava corretamente as pinturas que alguns especialistas franceses queriam destruir, mas além de tudo possuía uma fascinante personalidade. De modo que não passou muito tempo para que seu estúdio na Rue de Fleurus – metade museu da revolução cubista, metade sala de tertúlias se convertesse num ponto habitual de reuniã...

Gertrude Stein em Paris

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Por Luiz Edmundo Alves G. Stein posa ao lado do quadro Retrato de Gertrudes Stein , de Pablo Picasso. Boa parte da história da arte moderna, especialmente pintura e literatura, passa pela Paris do início do século. O ano base seria 1903, quando a escritora americana Gertrude Stein chega a Paris. Miss Stein se achava genial, como geniais eram alguns dos amigos que faria: Pablo Picasso, Matisse, Braque, Derain, Juan Gris, Apollinaire, Francis Picábia, Ezra Pound e Joyce, isso apenas pra citar alguns. Mas Miss Stein era realmente genial e escreveu Autobiografia de Alice B. Toklas , livro fundamental da vanguarda dos anos 10, 20 e 30. Com estilo muito próprio, a narrativa conta como jovens artistas e escritores vindos das mais diversas partes do mundo se encontram em Paris e detonam novos caminhos para a arte. Picasso vinha da Catalunha, Joyce da Irlanda, ela própria vinha da América, Nijinski era russo, havia vários franceses, como Cocteau, Apollinaire, Matisse. É bom lembrar q...

Gertrude Stein: o dever de se parecer a um retrato

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Por Manuel Vicent Gertrude Stein e sua irmã eram ainda crianças quando iam num trem da Pensilvânia para a Califórnia e durante o trajeto vislumbravam o que se passava pela janela. Numa dessas ocasiões aconteceu um contratempo e seu pai puxou repetidamente a sineta de alarme até conseguir que o comboio parasse. Os passageiros acreditavam que havia acontecido algo muito grave. Mas, tudo o que havia acontecido era que de uma de suas filhas havia voado o chapéu. O homem desceu e depois de caminhar meia milha o encontrou preso num campo de girassóis. A menina recuperou o chapéu, prendeu-o na cabeça e então o trem recomeçou seu trajeto. Acontecimentos como estes fizeram com que a autoestima de Gertrude Stein tivesse uma base muito sólida desde sua pequena infância. Haveria de se perguntar se alguém escreveria sobre a vida desta mulher se não tivesse ela própria sido imortalizada por Pablo Picasso num retrato que se tornou famoso onde aparece de rosto afilado, pré-cu...

As vidas de Gertrude Stein e Alice B. Toklas

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Por Iker Seisdedos Alice B. Toklas e Gertrude Stein Uma boa pergunta pode ser a linha mais curta a uma resposta adequada. Como puderam sobreviver duas velhas lésbicas judias na França ocupada durante a II Guerra Mundial? Esta é uma boa pergunta. A partir dela, a jornalista Janet Malcolm pesquisou sobre a escritora experimental Gertrude Stein e sua companheira e secretária pessoal durante décadas, Alice B. Toklas. A resposta foi publicada em três artigos no New Yorker e depois recolhida no livro Duas vidas: Gertrude e Alice . Quando a guerra estourou em 1939, Stein e Toklas, talvez o casal mais pitoresco das letras estadunidenses já haviam saído de sua casa na rua parisiense Fleurus, um dos cenários clássicos do que ficou conhecido como “geração perdida”. O termo foi criado pela escritora para referir-se aos amigos literatos, aventureiros e expatriados. Viviam então tranquilamente entre as frequentes visitas de Picasso, Hemingway ou Man Ray em Culoz, lugar ao sul da França s...