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Aproximações a Wisława Szymborska

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Por Pedro Fernandes Produz-se incessantemente muitos filmes biográficos sobre grandes estudiosos e grandes artistas. A tarefa dos diretores ambiciosos é representar de maneira crível o processo criativo, que como resultado teve importantes descobertas científicas ou a criação das mais poderosas obras de arte. É possível mostrar com algum sucesso o trabalho de alguns cientistas: um laboratório, diversos instrumentos, mecanismos postos em movimento são certamente capazes de manter tensa a atenção da plateia. Além disso, existem os frequentes momentos de incerteza, será que o experimento repetido pela milésima vez apenas com mínimas modificações irá chegar ao resultado esperado? Também podem ser espetaculares filmes sobre pintores, nos quais pode-se reconstruir todas as fases envolvidas no nascimento de uma obra, dos primeiros traços às últimas pinceladas. Filmes sobre compositores enchem-se com os primeiros compassos, audíveis para seus criadores, até a forma madura do traba...

Livros para crianças

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Por Pedro Fernandes O último dia 2, foi o Dia Mundial do Livro Infantil. No próximo dia 18, será o Dia Nacional.  Motivado pela pergunta, que livro infantil mais lhe representa sua infância, decidi por escrever esse post. *** Já disse em algures e por aqui devo ter feito o mesmo que  tornei-me leitor muito tarde. Já adolescente, para ser mais preciso. Lá em casa, quando era criança, o único livro que havia era a Bíblia e as únicas histórias infantis (que nem sei se eram tanto infantis assim) eram as contadas por meu pai à noite, sentados eu e ele no chão de tijolos à luz de lamparina. Essa imagem ficou obscura na minha cabeça e foi sendo reavivada quando escrevi para um congresso um texto que buscava uma leitura sobre a conturbada relação literatura e ensino. Talvez as histórias que meu pai contasse fossem, sim, autênticos livros para crianças porque nelas desfilavam uma gama de personagens grandiosas, como reis, princípes, rainhas, pessoas prodigiosas......

Millôr Fernandes

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Por Pedro Fernandes  Millôr Fernandes. Foto: Arquivo Folha de São Paulo Alguém perguntou, no dia da morte de Millôr Fernandes, quem é Millôr Fernandes? A pergunta pode soar como uma dúvida sobre o desconhecimento da sua figura e, não perdendo esse sentido, mas ampliando-o - se no caso de uma pessoa instruída - soar como um deboche.  Diferentemente de muitos escritores, a biografia de Millôr entrega um sujeito que viveu sem arroubos. Talvez eu não tenha autoridade para tanto, mas eu faria a mesma pergunta e com o sentido do deboche: quem, afinal, é Millôr Fernandes?  O meu primeiro contato com os seus escritos vieram - como a maioria dos leitores - a partir das publicações de Millôr na revista Veja e, adolescente, nunca entendi a sua grafia. Parece que Millôr deu uma pausa por algum tempo no semanário e voltou anos depois.  Reencontrei novamente com ele novamente aí e já leitor semi-formado, repito, permanecei sem entender sua grafia. Primeiro porque diziam-...

O que é a poesia?

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Apolo e as musas. A pergunta assim posta não é tão fácil de responder. Pelo menos com o mesmo nível de sintetismo que a indagação é feita. Em torno da pergunta, quaisquer poeta ou crítico literário já terá se debruçado à cata de uma resposta. E, acreditem: por mais estapafúrdias que possam ter sido as respostas, como as que insistem em negar a existência da poesia ou as que vêem a sua presença em quaisquer coisa, todos estão certos. Tudo passa pelo lugar que assumimos na leitura do mundo. O que estou antecipando, com isso, é que um conceito fechado para o que é poesia é, necessariamente, uma visão particular que indivíduo tenha da existência. Ou como há dito Victor Hugo: "um poeta é um mundo preso num homem". Isso a coloca como eternidade, cujo princípio, meio e fim têm um sentido inesgotável em si própria.  Que faríamos sem a poesia? Viveríamos do mesmo modo? Os céticos dirão que sim; os que têm alguma crença sobre a existência dirão que melhor nem pensar. Com...

poeminha antropofágico

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há dias que como você estou satisfeito * Acesse  o e-book  Palavras de pedra e cal  e leia outros poemas de Pedro Fernandes.

O grande livro sobre a Mona Lisa

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Leonardo Da Vinci começou a pintar a Mona Lisa em madeira 73cm x 73cm em 1503. Mona é abreviação de madonna . Lisa Gherardini, a Mona Lisa, nasceu em junho de 1479, e se casou com Francesco del Giocondo quando ela tinha ainda 16 anos e ele 19 a mais. Quando Da Vince a pintou já tinha seis filhos e um deles havia morrido.  O retrato entrou para a coleção do Museu do Louvre em 1797, quando o museu completava quatro anos de sua abertura. Napoleão a levou para uma temporada em seu dormitório. E, até meados de 1800, essa não era a obra mais famosa do pintor italiano e sim A última ceia - a mais reproduzida. A fama da Mona Lisa é uma criação romântica. A obra estava no lugar e no momento oportunos: a Paris do século XIX - um tempo burguês que se mirava no espelho de outro tempo burguês, o Renascimento. O suficiente para um tal de Théophile Gautier convertê-la em protótipo de mulher misteriosa. Em agosto de 1911, Vicenzo Perugia, antigo empregado do Louvre, roubou o q...