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Boletim Letras 360º #350

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Oh, grande e animada semana! Não temos outra coisa a dizer se não convidá-lo para a leitura da edição deste Boletim que reúne todas as novidades que fizeram o mural do blog no Facebook. Finaliza a publicação, as dicas de leitura (que traduzem um parte da beleza da semana), as recomendações de publicações nas fronteiras nossas e alguns revisitas a materiais já publicados por aqui. Não falta nada. Bom e rico final de semana! A edição mais completa de um dos livros mais marcantes sobre o Holocausto ganha tradução no Brasil direta do holandês. Falamos sobre O diário de Anne Frank  em edição com quase mil páginas que a Editora Record.  Segunda-feira, 28 de outubro Caixa reúne três peças da Companhia do Latão Publica-se pela Temporal em edição inédita e especial as peças: Os que ficam , Lugar nenhum  e O pão e a pedra . As obras são de autoria do dramaturgo Sérgio de Carvalho, em colaboração com o grupo teatral Companhia do Latão, e lançam olhar sobre o Br...

A Sra. Stoner fala: uma entrevista com Nancy Gardner Williams

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Por Patricia Reimann John Williams. Arquivo: University of Texas Press / Reprodução Nancy Gardner Williams, viúva de John Williams, vive em um pequeno bangalô em Pueblo, Colorado, próximo ao deserto. Esta cidade perto das Montanhas Rochosas já foi conhecida por sua indústria do aço. Nancy, uma mulher alta que se mantém ereta, é atenta e observadora, amigável embora um tanto reservada. Não é decididamente falante, mas entende-se de imediato que ela e o marido deviam estar bem alinhados. “Nenhum tumulto, nenhuma moda, nenhuma pompa”, como observou Dan Wakefield sobre John Williams. Isto parece valer também para ela. Nancy estudou literatura inglesa na Universidade Denver. Um de seus professores foi John Williams. Entrevistadora: Sra. Williams, você conheceu John em Denver em 1959. Ele foi seu professor. Como era ele? Williams: Ele sempre usava uma echarpe e estava sempre fumando, mesmo enquanto lecionava. Creio que jamais foi dar aulas sem sua echarpe. E era u...

Carlos Drummond de Andrade e as tentativas de ser outro

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Por Pedro Fernandes Recortes do próprio Carlos Drummond para a construção de uma linha do tempo sobre sua vida. Acervo Fundação Casa de Rui Barbosa / Arquivo Museu de Literatura Brasileira. Fundo Carlos Drummond de Andrade.  Em 1925, Carlos Drummond de Andrade editou o primeiro número de A revista . Era ainda um jovem desprovido de qualquer ambição literária como terá admitido mais tarde. Embora essa condição seja facilmente questionável não deixa de ser aceitável. Apesar de ser filho de família de posses, seu destino parecia fadado ou à vida pacata da minúscula Itabira ou na tímida Belo Horizonte. As estadias fora do interior de Minas Gerais, primeiro na capital, e depois em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, para concluir os estudos básicos, terão contribuído decisivamente para a formação de um espírito totalmente alheado ao destino – este que poderá ter sido visto, como ainda é para a maioria dos jovens dos interiores desassistidos do Brasil ou de lugares silenciad...

Joker

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Por Davi Lopes Villaça Parece inevitável comparar o Coringa de Joaquin Phoenix em Joker com o Coringa de Heath Ledger em Batman: the dark knight , embora as propostas das duas personagens sejam completamente diferentes. O Coringa de Phoenix parece ser, na verdade, o perfeito antípoda de seu antecessor. No dizer de algumas pessoas na internet: “o coringa do Ledger era um fodão. Esse aí é um perdedor”. Acho interessante refletir sobre essas categorias. Em português, coringa significa indivíduo versátil, capaz de desempenhar múltiplas funções; daí o nome da carta do baralho, que pode substituir qualquer outra. Esse sentido cai bem à personagem dos quadrinhos, mas mais ainda versão de Ledger: um homem sem identidade, que não é ninguém mas pode ser qualquer um. O vilão se define menos pela loucura e pelo sadismo do que por sua astúcia. É a expressão de um poder caótico e demoníaco, que dificilmente pode ser agarrado ou previsto. Nós o amamos e torcemos a seu favor em parte p...

Livros para ampliar o Boom Latino-Americano

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A lista a seguir foi apresentada na edição do caderno Babelia editado semanalmente no El País espanhol. A ideia de um conjunto de escritoras a construir uma sequência de obras literárias escritas por mulheres no intuito de ressaltar a presença delas no âmbito universo da criação literária latino-americana é apresentada numa ocasião marcada por uma sorte de divergências e avanços tal como sublinha Laura Fernández em “Um novo mapa literário” , texto que acompanha a lista em questão. Recentemente, a Cátedra Mario Vargas Llosa esteve envolvida numa polêmica por ocasião da realização da 3ª Bienal do Romance; o evento reuniu um número muitíssimo superior de escritores, escolhidos então, exclusivamente pelo critério da “qualidade literária”, motivo vago às vistas de outros escritores e escritoras que aproveitaram a ocasião para divulgarem o manifesto “Contra o machismo literário”. O documento assinado por personalidades como Rosa Montero e Juan Villoro destaca que “é inadmissível ...