Boletim Letras 360º #711

DO EDITOR

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Vladimir Nabokov. Foto: Horst Tappe


 
LANÇAMENTOS

Um dos romances mais delicados de Vladimir Nabokov, acompanha a formação de um jovem emigrado russo que atravessa a Europa em busca de pertencimento, amor e sentido. Uma narrativa sutil sobre desejo, exílio e as ilusões da juventude, escrita por um dos grandes estilistas da literatura do século XX.

Martin Edelweiss é um jovem sem grandes planos ou ambições. Ele vive com a mãe e um tio numa propriedade na Suíça, depois de terem escapado da Revolução Russa. Sensível, reservado e dotado de um espírito poético que nunca converte em arte, se deixa levar pelas experiências do mundo real, sem assumir um papel de protagonismo. Ao se mudar para Cambridge, faz algumas amizades e conhece Sônia, filha de um emigrado russo que o acolhe no Reino Unido. É uma garota pragmática, ferina, por vezes grosseira, que causa em Martin certo desprezo. Até ele descobrir, num acesso de ciúmes, que o que sente é algo totalmente diferente. Então, consciente de sua obsessão por Sônia, se vê capaz de fazer um ato absurdo ― uma tresloucada busca pela “glória” ― apenas para chamar sua atenção. Escrito na Berlim dos anos 1930, este é um romance evocativo, singelo e sutil. É um mergulho em um mundo esquecido, cheio de “pureza e melancolia”, como nos diz Nabokov, no prefácio a este livro.
Glória sai pela Alfaguara com tradução de Jorio Dauster. Você pode comprar o livro aqui.

Chega aos leitores brasileiros a aguardada continuação de uma obra-prima de Goethe e da literatura. 

Quatro dias após ter completado seu 80º aniversário, em 1829, Goethe dava os últimos retoques a Os anos de viagem de Wilhelm Meister — a continuação de Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister, obra fundadora do gênero “romance de formação” —, no qual trabalhava havia décadas. Fruto, como o Fausto II, de sua alta velhice, o livro assoma como a mais arrojada e complexa narrativa de Goethe — com uma vasta galeria de personagens, múltiplos fios narrativos, novelas inteiras inseridas na moldura do romance, poemas, aforismos e sentenças —, valendo-se de procedimentos épicos inusitados para a época, nos quais já se enxergou um momento precursor do romance moderno, de extração joyceana.
Em seu veio principal, o livro narra as viagens a pé de Wilhelm e sua formação como médico-cirurgião (que na Alemanha da época tinha um status próximo ao de um ofício), a qual ocorre num contexto social revolucionado pelo advento da máquina a vapor e de novas forças produtivas, com seus corolários positivos e negativos: destruição da manufatura, desemprego, movimentos migratórios, perspectiva de uma vida melhor no continente americano. Acima de tudo, Os anos de viagem são um romance social, o mais significativo de seu tempo, conforme postulou Karl Rosenkranz ao inaugurar a recepção socialista da obra articulada por discípulos de Hegel. Para orientar o leitor no vasto e intricado universo do romance — pela primeira vez traduzido no Brasil, por Claudia Abeling — o volume traz sinopses de todos os capítulos e um alentado ensaio de apresentação de Marcus Mazzari, professor da USP e um dos maiores especialistas contemporâneos na obra goetheana. Publicação da Editora 34. Você pode comprar o livro aqui.

Um novo coletivo para uma nova tradução do principal livro de contos de James Joyce. 

Dublinenses reúne quinze contos do irlandês James Joyce (1882-1941), considerado um dos escritores mais importantes da literatura mundial. Nesses contos, pequenas obras-primas, Joyce reflete sobre a paralisia da sociedade diante de temas cruciais para a sua própria existência. Em algumas narrativas é a voz feminina que se sobressai, trazendo questões extremamente atuais. Outras exploram o luto em suas variadas facetas. Esses e outros temas clássicos são desenvolvidos com rigor estético e grande alcance psicológico. Obra indispensável na biblioteca de qualquer leitor. Para traduzir o livro foi criado o Coletivo Dublinense, que reúne dez tradutores brasileiros, de diferentes regiões do país, muitos dos quais também fizeram parte do Coletivo Finnegans, responsável por Finnegans Rivolta, tradução de Finnegans Wake vencedora do Prêmio Jabuti: Andrea Buch Bohrer, Dirce Waltrick do Amarante, Elisa Abrantes, Jaqueline Bohn Donada, Luci Collin, Luís Henrique Garcia Ferreira, Luísa L. S. de Freitas, Pedro Luís Sala Vieira, Tarso do Amaral e Vitor Alevato do Amaral. Publicação da editora Iluminuras. Você pode comprar o livro aqui.

O novo romance de Maria Valéria Rezende puxa fio machadiano por mão feminina.

Uma narradora morta ― revisora e ghost-writer aposentada ― desperta dentro do caixão, na véspera de São João, e decide escrever, ali mesmo, sua “obra póstuma”, única chance de ter o nome reconhecido. Memórias póstumas de uma anônima é o relato desse esforço. Sem a desculpa da falta de tempo, matéria que agora lhe sobra, a autora precisa enfrentar suas próprias limitações e encarar sem pudor as engrenagens de um mercado editorial cada vez mais pautado pela mercantilização da figura do autor.
Quem conhece a obra de Maria Valéria Rezende pode se surpreender com o tom desta comédia amarga. Em vez da sugerida ironia machadiana, somos apresentados a um texto sarcástico, desconcertante, como se, aos 84 anos, ela resolvesse questionar o outro lado da vida literária. Ao contrário de outros escritores que aproveitam sua maturidade artística para sintetizar o processo de uma vida inteira, Maria Valéria Rezende lembra o crítico Edward Said e chuta o balde. Não há aqui a limpeza de um testamento literário, mas uma mulher morta, contando às pressas os fiascos de uma vida inteira dedicada às palavras de outros. No fim das contas, o relato de seus fracassos é, ironicamente, sua obra. Há algo de paradoxal em ver uma das mais consagradas autoras brasileiras emprestar sua voz a essa angústia anônima ― o pesadelo que todo escritor prefere não nomear. O romance é publicado pela editora Ação. Você pode comprar o livro aqui.

Uma amostra da poesia de Juana de Ibarbouru. 

A nova antologia poética da Pinard, As línguas de diamantes e outros poemas, reúne 80 poemas que percorrem toda a trajetória poética da escritora uruguaia Juana de Ibarbourou, uma das vozes mais marcantes da poesia latino-americana do século XX. Do erotismo, da celebração do corpo e da natureza em seus primeiros livros à passagem do tempo, à perda, à espiritualidade e à reflexão sobre a própria existência em sua obra madura, os poemas revelam uma autora em permanente transformação. Ao longo de décadas, Ibarbourou fez da experiência feminina, do desejo e da natureza matéria de uma poesia ao mesmo tempo sensual, luminosa e inquieta, que lhe valeu o célebre título de “Juana de América”. A tradução é de Ayélen Medail. Você pode comprar o livro aqui.

Livro reúne traduções realizadas por Marco Lucchesi em diferentes momentos de sua trajetória intelectual e literária. O volume percorre autores e tradições que se estendem de Yunus Emre e João da Cruz a Hölderlin, Rilke, Trakl, Khlébnikov e Ion Barbu. 

A variedade dos autores convive com algumas linhas de continuidade. A poesia mística, a reflexão sobre o tempo, a experiência do absoluto, a dissolução do sujeito e os limites da linguagem reaparecem sob formas distintas ao longo do livro, e as traduções deixam entrever as afinidades que orientam o percurso do tradutor. Cada grupo de poemas vem acompanhado de textos introdutórios em que Lucchesi apresenta as obras traduzidas, comenta questões de língua e de forma e recupera as circunstâncias de sua aproximação com cada poeta. O que confere unidade ao conjunto, porém, está menos nesses fios temáticos do que no convívio amoroso, ao longo de décadas, de um poeta com outros poetas de sua eleição – vozes com as quais sua própria obra mantém um diálogo constante. O título aponta para a própria natureza desse convívio. Entre o poema original e sua nova forma em português existe uma relação feita de escolhas e deslocamentos, sempre à procura de preservar elementos relevantes do texto de partida enquanto responde às exigências de outra língua e de outra tradição poética. Com originais e traduções lado a lado, Espelhos infiéis convida o leitor a percorrer esse trabalho de passagem entre idiomas, épocas e culturas. O livro é publicado pela Ateliê Editorial. Você pode comprar o livro aqui.

Há um corpo que pertence à terra. Há uma terra que também pertence ao corpo. Em livro que inaugura uma nova coleção de poesia para os leitores brasileiros, Jèssica Ferrer Escandell percorre esse território instável entre natureza, animalidade e humanidade. 

Em três movimentos, os poemas atravessam raízes, currais e carne, aproximando o rural do íntimo, a violência do desejo e o corpo daquilo que o cerca. A terra, o animal, a família, o sexo, a memória: tudo parece fazer parte de uma mesma matéria. Uma matéria viva, por vezes brutal, por vezes delicada, que se transforma enquanto é tocada pela linguagem. Somos aqui é uma investigação poética sobre pertencimento e identidade, mas também sobre a impossibilidade de separar o corpo do mundo que o produz. Um livro que pergunta onde estamos quando dizemos: estamos aqui. Com tradução de Lucas Figueiredo Silveira e Tamlyn Ghannam, Somos aqui abre a coleção Pequena Biblioteca Poética pela editora Moinhos. Você pode comprar o livro aqui.

Uma nova edição e tradução do principal livro da poeta Alfonsina Storni. 

Amar, para Alfonsina Storni, é uma força que transfigura o corpo, invade a paisagem, altera a luz das coisas, perturba o pensamento. Depois de amar, nada permanece igual: a cidade respira de outro modo, os jardins adquirem outra cor, os pássaros parecem carregar mensagens, as estrelas deixam de ser apenas estrelas. O mundo inteiro passa a existir sob a gravidade de uma única presença — ou de sua ausência. É dessa transformação que nascem os 67 poemas em prosa reunidos em Poemas de amor. Cada texto registra um instante dessa vertigem. Não há propriamente uma narrativa, mas uma sucessão de iluminações. O amor aparece como espera, encontro, lembrança, delírio, felicidade, medo, desejo de fusão e ameaça de perda. Um mesmo sentimento assume formas sempre novas, como se a linguagem procurasse acompanhar suas contínuas metamorfoses. A escrita de Storni surpreende justamente por sua aparente simplicidade. As frases são breves, a dicção é límpida, as imagens parecem nascer sem esforço. Mas sob essa superfície repousa uma extraordinária intensidade. Os poemas avançam com a precisão de quem sabe que uma emoção verdadeira não precisa ser explicada: basta encontrar a imagem exata, o ritmo exato, a palavra capaz de fazer vibrar aquilo que parecia indizível. Publicado originalmente em 1926, este pequeno livro ocupa um lugar singular na obra da autora. Nele, a tradição do poema em prosa encontra uma voz que é ao mesmo tempo profundamente lírica e radicalmente moderna. Cem anos depois de sua primeira edição, esses textos conservam intacta a capacidade de surpreender. Não porque falem de um amor ideal, mas porque revelam como o amor modifica a própria percepção do mundo — e como a literatura pode dar forma a essa experiência sem jamais reduzi-la a uma explicação. Há livros que sobrevivem por aquilo que contam. Outros, mais raros, sobrevivem pela maneira como continuam nos fazendo sentir. Poemas de amor pertence a essa segunda linhagem. O livro é publicado pela editora 7Letras com tradução de Wilson Alves-Bezerra. Você pode comprar o livro aqui.

Os dois novos livros de João Anzanello Carrascoza.
 
1. O escritor João Anzanello Carrascoza encara a tela do computador, que reflete seu rosto com marcas do tempo, para reencontrar-se com o muito menino que ele foi, na pequena cidade de Cravinhos, no interior de São Paulo. Seu rico repertório poético se entranha na prosa sempre límpida e precisa do autor, nesta alquimia de afetos que a memória é. Em 1977, entre a profusão de fatos que se sucediam velozes mundo afora, acontecia em Cravinhos o lançamento do livro de poesias Depois de tudo vivido. O autor tinha 15 anos. Domava a timidez e distribuía seus primeiros autógrafos O título daquele livro o intriga. Que “tudo” era aquele diante do quase nada de sua existência até então? No desnovelo da memória instada à busca, o escritor redescobre que o tudo é grandioso. As conversas das mulheres da família que escutava debaixo da mesa, as histórias que o alumbravam, a descoberta das palavras que não existiam apenas no som, mas acendiam e vibravam também no papel, e ele poderia produzi-las com a caneta na mão direita. A biblioteca da escola primária e, quando ela já não basta, a biblioteca do ensino médio, maior. A moça da biblioteca, por quem se encanta.  O tudo não era, porém, apenas maravilhamento, havia a brutalidade. Garotos mais velhos que o espezinhavam, menino-altivo, delicado, que só lê. Vem também dessa época o grande machucado, a ferida que não fecha, aberta numa noite chuvosa, quanto então o muito menino se torna menos menino. A vida segue. Vem o concorrido clube de leitura em que se contavam histórias e se declamavam poemas. Vem o primeiro amor. Vem o primeiro livro. Passam-se 50 anos, vem o autor encarando-se na tela do computador. O muito menino é publicado pela editora Grua. Você pode comprar o livro aqui.

2. Um homem recebe as chaves de seu apartamento em um envelope e, de dentro dele emergem insistentes, como as madeleines de Proust, lembranças de um relacionamento fadado a um único desfecho. Partindo da clássica situação das relações que se confundem entre o poder, o sexo e o afeto, Madeleines conta a história de um professor que decide se envolver com uma jovem aluna. Mas é no esmiuçamento sensível da linguagem que o texto encontra sua potência, ao trazer ao centro desse vínculo a sensação avassaladora de fragilidade de tudo que, sabemos, vai ser finito. O livro sai pela Diadorim. Você pode comprar o livro aqui.

Andy Warhol ajudou a transformar Jean-Michel Basquiat em um dos maiores artistas de sua geração, ou foi Basquiat quem injetou sangue novo na carreira de Warhol? A quem interessa que a história dos dois seja contada de um modo, e não de outro? 

É desse território de suspeita que Ishmael Reed parte em O escravo que adorava caviar, peça de teatro publicada nos Estados Unidos em 2023 e lançada agora no Brasil pela Ercolano, com tradução de Rafael Mantovani e posfácio do curador e pesquisador Leandro Muniz. A trama começa como uma investigação. Duas peritas forenses examinam a parceria entre Basquiat e Warhol, e levantam hipóteses sobre as formas de exploração, materiais e simbólicas, que poderiam ter acontecido nesta relação. Ao mesmo tempo, uma história de filme B toma o palco: o Barão De Whit, filho do conde Drácula, precisa de sangue novo para alimentar a si mesmo e as suas criações. A coincidência não é inocente. Reed faz do vampirismo uma imagem grotesca do mercado da arte, sempre à procura de novidade, juventude e talento dos quais possa se alimentar. Documentos, rumores e invenção convivem numa dramaturgia satírica, de estética deliberadamente kitsch, em que o humor e o absurdo desnaturalizam o que parecia estabelecido. Há um julgamento em curso, mas não há juiz. Ao questionar a fabricação da própria história da arte, Reed provoca uma discussão que continua atual. O que acontece quando um artista negro deixa de ser apenas artista e se torna, ao mesmo tempo, mito, mercadoria e marca? Publicação da editora Ercolano. Você pode comprar o livro aqui.

Com pulso de romancista, curiosidade jornalística e uma erudição que nunca compromete a fluência do relato, Eilenberger conduz o leitor pela filosofia de quatro grandes pensadores.

Paul K. Feyerabend, Michel Foucault, Theodor W. Adorno e Susan Sontag (de cima para baixo na imagem da capa desta edição) são quatro figuras decisivas do pensamento no século xx. A partir das ruínas do pós-guerra, levaram a filosofia, a crítica, a arte e a ciência a confrontar as promessas rompidas pela modernidade: razão e barbárie, cultura e mercado, corpo e poder, ciência e verdade, liberdade e desilusão política. Neste volume, Wolfram Eilenberger acompanha quatro trajetórias intelectuais tão inquietas quanto influentes. Combinando relato biográfico, história das ideias e uma escrita de grande força narrativa, Fantasmas do presente mostra como esses pensadores ajudaram a formular as perguntas que continuam a assombrar o nosso tempo. Com tradução de Claudia Abeling, o livro é publicado pela editora Todavia. Você pode comprar o livro aqui.

RAPIDINHAS 

Mais de Anna Akhmátova. Enquanto permanecemos à espera de uma poesia completa da poeta russa tantas vezes antologiada por aqui, chega mais uma antologia. Desta vez pela Ars et Vita. Será uma edição bilíngue, com tradução de Maria Vragova e Prisca Agustoni.

Osman Lins. Já adiantamos aqui da pretensão da Pinard em reeditar A rainha dos cárceres da Grécia. Enquanto o livro não vem, a casa anunciou que coloca nas livrarias ainda neste ano com a Hedra uma nova edição de Nove novena.

Osman Lins 2. Está nos planos da casa trazer também as três peças teatrais em um ato originalmente publicadas no volume Santa, Automóvel e Soldado, em 1975. Como A rainha… também não há prazo de quando sairá o livro.

Duas vezes o horror brasileiro 1. A Gutenberg publica uma antologia organizada por Cristhiano Aguiar que reúne treze contos contemporâneos do horror nacional: Eles estão aqui. 

Duas vezes o horror brasileiro 2. A editora Pessoa foi no mesmo rastro. Publica Todos os demônios estão aqui com vinte e nove autores contemporâneos. Neste caso, a antologia é organizada por Matheus Araújo e Renata Brook.

Outra caixa para Ernaux. A Fósforo repisa uma publicação, agora, com a reunião dos treze livros da Prêmio Nobel de Literatura já publicados entre nós. A caixa é limitada. 

DICAS DE LEITURA

1. O tempo das amazonas, de Marvel Moreno (Trad. Silvia Massimini Felix, Moinhos, 284p.) Romance póstumo da escritora colombiana que acompanha três décadas na vida de três primas que se mudam para Paris na década de 1970. Você pode comprar o livro aqui. 

2. A montanha, de José Luís Peixoto (Dublinense, 224p.) Um escritor se debate entre o registro das histórias de um grupo de pacientes com câncer, a eventual escrita de um romance com esses dados, o que é escrever, e a própria escrita do romance que lemos. Você pode comprar o livro aqui.
 
3. O boxeador polonês, de Eduardo Halfon (Trad. Silvia Massimini Felix, Autêntica Contemporânea, 184p.) Cinco histórias marcadas por algo que transcende a razão, buscam a beleza e o efêmero seguidas por um escritor também chamado Eduardo que também segue os seus próprios passos. Você pode comprar o livro aqui. 

VÍDEOS, VERSOS E OUTRAS PROSAS

Mal passou o anúncio que sagrou László Krasznahorkai e já estamos nas sondagens às vésperas do próximo da lista de galardoados pela Academia Sueca. Esperado que seja uma escritora, a seguir o ritmo adotado há alguns anos pela instituição, Can Xue aparece em primeiro nas casas de apostas. Entre as autoras de língua portuguesa, os leitores apostam ainda em Lídia Jorge e Adélia Prado. Os mais céticos, acreditam em alguns escritores, como Thomas Pynchon, Gerald Murnane e o sempre Haruki Murakami. A Academia mantém as listas de concorrentes em segredo por meio século e algo dos critérios só se mostra na justificativa apresentada durante o anúncio. É preciso esperar. Saberemos no dia 8 de outubro. Neste ano, o valor do prêmio foi reajustado em 9% e o ganhador receberá 12 milhões de Coroas Suecas, algo perto de R$6,3 milhões.

BAÚ DE LETRAS

Revisitado tantas vezes por aqui, deixamos de recordação duas entradas entre as mais recentes à volta da obra de Vladimir Nabokov: uma resenha de O dom, feita por Pedro Fernandes; e esta breve lista com a recomendação de cinco livros para o leitor interessado em acessar a obra do escritor.

DUAS PALAVRINHAS

Não entender, na verdade, é entender tudo.

— Em Histórias de amor no novo milênio, de Can Xue

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* Todas as informações sobre lançamentos de livros aqui divulgadas são as oferecidas pelas editoras na abertura das pré-vendas e o conteúdo, portanto, de responsabilidade das referidas casas.
 

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