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Mostrando postagens com o rótulo Auta de Souza

Auta de Souza: a indelével mediocridade

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Por Márcio de Lima Dantas Et comme il savourait sur tout les sombres choses, Quand, dans la chambre nue aux persiennes closes — Artur Rimbaud Mas perdi-me ao seguir a criançada — Bruno Tolentino 1. Prelúdio: andante Também não gosto. Lendo-a, no entanto, com total desprezo, a gente  acaba descobrindo nela, afinal de contas, um lugar para o genuíno. — Marianne Moore Até parece que a poeta americana escreveu este poema pensando na poeta norte-rio-grandense Auta de Souza (12.09.1876 – 07.02.1901). Poucos são os que a leram com atenção, porém vasto o número dos que apreciam a poesia do seu único livro publicado em vida: Horto . No âmbito da nossa crítica universitária, é unânime o desprezo pela obra da poeta, embora no entourage dos meios indigitados oficiais o nome dela seja citado como uma das potentes vozes da lírica do estado. Contudo, um olhar mais acurado sobre o conjunto da sua obra talvez revelasse coisas para além dos clichés , sem muita reflexão, que lhe são atri...

Palmyra Wanderley

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A autora é pioneira no Rio Grande do Norte. Basta que se cite que na leva de periódicos em territórios de pré- e -Modernismo, ela, juntamente com sua irmã, a também escritora Carolina Wanderley, conduziram a Via-Láctea , não apenas mais um, mas um dos periódicos que teve circulação na capital potiguar. A importância do periódico é que vem conduzido exclusivamente por mãos femininas numa época em que o destaque das mulheres em quaisquer campos ainda era de uma relevância. Sabendo que a vida literária da época estava na formação de grupos que objetivavam a divulgação de seus ideais, um periódico do tipo significa uma voz fêmea a ecoar em terras de voz masculina. O envolvimento com esse periódico relâmpago não fez Palmyra esconder-se e ter valor apenas pelas páginas da Via-Láctea . Encontraremos a autora publicando em tudo quanto é jornal e revista da época, mostrando que Palmyra tinha, sim, desenvoltura no meio literário da época. O...

Horto, de Auta de Souza

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Por Pedro Fernandes Horto em edição mais recente publicada pela Editora de Universidade Federal do Rio Grande do Norte Não faz muito tempo que ministrei um minicurso cuja temática era a obra da poeta potiguar Auta de Souza. Pelo desfecho dessa atividade produzi um texto intitulado Auta de Souza in verso e [re] verso, sob o onírico e o etéreo, reflexões poéticas que foi publicado na revista eletrônica Mafuá. Hoje, retomo a poeta para falar de seu livro - Horto . A literatura de Auta de Souza ficou conhecida naquela época dentro e fora do Estado, tendo ela figurado em várias rodas literárias, chegando a ser incluída no rol das antologias e manuais de poesia das primeiras décadas do século passado. Prova disso são os prefácios à 1ª edição do seu Horto , 1901, assinado por Olavo Bilac e à 3ª edição, 1970, assinado por Alceu Amoroso de Lima, o Tristão de Ataíde, denotando que a poeta não se resumiu apenas ao cenário da literatura potiguar. Horto advém do manuscrito Dhálias ...

Rememorando Auta de Souza

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Por Pedro Fernandes Que tempo estive não sei! Do mundo inteiro distante, O jardim naquele instante, Foi a terra que eu amei. (fragmento do poema Goivos, Auta de Souza) Há 106 anos, no dia 7 de fevereiro, falecia, vítima da dama branca – assim era como chamavam a tuberculose – a poetisa potiguar Auta de Souza. Filha de Eloy Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina de Souza e irmã de dois políticos intelectuais, Henrique Castriciano e Eloy de Souza, Auta nasceu em Macaíba em 12 de setembro de 1876; tinha então exatos 24 anos quando da sua morte. Falando em morte, essa foi fiel em torno de sua existência, uma vez que sua mãe morre quando ainda só tinha três anos e seu pai quando tinha cinco anos de idade, levando-a de Macaíba, sua terra natal, para morar com seus avós maternos, em Recife, sendo que, seu avô havia falecido também no mesmo ano em que o pai morrera, 1882. Ainda mais tarde outra vez ela, a morte, vem marcar-lhe sua vida e talvez essa marca ela tenha carregad...

Rádio-documentário sobre Auta de Souza

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Rara edição da única obra publicada por Auta de Souza, Horto  (detalhe) Na próxima segunda-feira, dia 10 de dezembro, será apresentado o rádio-documentário À Sombra do Horto  aos ouvintes da Rádio Universitária da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O trabalho que cumpre o resgate da memória sobre a poeta potiguar trata-se do projeto de conclusão do curso de Lady Dayana Silva de Oliveira, do curso de Comunicação. A apresentação terá uma recepção a partir das 17h, no Auditório do Laboratório de Comunicação da UFRN-LABCOM, prédio por trás da Superintendência de Comunicação. O rádio-documentário À Sombra do Horto é o primeiro da série intitulada Filhos da Terra, com o objetivo de resgatar a história de personagens ilustres do Rio Grande do Norte e começa pela cidade de Macaíba com Auta de Souza, um dos nomes da poesia potiguar. Com duração média de 13 minutos, o programa conta com a participação de professores, pesquisadores, músicos e poetas, qu...

Dois poemas de Auta de Souza a partir do minicurso sobre poeta potiguar

A idéia de se fazer algo sobre Auta de Souza me veio ainda no ano passado quando tive contato com a produção poética sua. A proposta inicial era fazer uma exposição a partir da obra para apresentá-la durante a Semana de Letras na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Mas, não deu certo. De exposição, a idéia transformou-se em minicurso, de minicurso colocaram na programação como oficina. Acabou que ficou, pois, um minicurso com nome de exposição e cara de oficina. O minicurso sobre Auta de Souza iniciou com discussões sobre sua poesia, os traços e temas da criação poética e o poder poético de exploração dos sentidos. Parou-se para discutir sobre a natureza do poema, seus aspectos formais,  a relação poesia - escritor - obra - público e desenvolveu-se observações sobre o contexto da literatura potiguar onde se "hospeda" a poesia de Auta de Souza. Abaixo, o recorte com dois poemas, o primeiro, é escrito no advento de sua escrita, o último, três dias antes da sua m...

Minicurso sobre Auta de Souza em destaque na mídia local

Abaixo, cópia da matéria publicada no dia 2 de dezembro no caderno Domingo do Jornal De Fato sobre o minicurso acerca de Auta de Souza ministrado por Pedro Fernandes e que terá início amanhã, às 8h .  ** Os escritores potiguares que deixaram obras que hoje podem ser incluídas como literatura potiguar, sobretudo nos séculos XIX e XX, muitas vezes não são lembrados dentro do próprio Estado. Entre esses autores está a poetisa Auta de Souza. Com o objetivo de divulgar mais sobre a vida e a obra dessa poetisa potiguar, os que se interessam pelo tema terão um espaço importante para isso, dentro da XIV Semana de Letras e Artes, a ser realizada no período de 3 a 7 deste mês, pelos departamentos de Letras Vernáculas, Letras Estrangeiras, de Artes e de Filosofia da Uern. Dentro da programação está prevista oficina com o tema "Literatura Potiguar: Auta de Souza in verso e (re) verso", que será ministrada de 4 a 6 deste mês, das 8h às 10h, pelo estudante do sétimo período de Le...

Minicurso Auta de Souza in verso e (re) verso

Este é o minicurso será administrado por Pedro Fernandes de Oliveira Neto, aluno do curso de Letras/Língua Portuguesa, a partir de quarta-feira, dia 04 de dezembro, durante a XIV Semana de Letras e Artes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. * Auta de Souza nasceu em Macaíba (RN) em 12 de setembro de 1876. Filha de Eloy Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina de Souza e irmã de dois políticos e intelectuais, Henrique Castriciano e Eloy de Souza, aos 14 anos apareceram os primeiros sinais da tuberculose, obrigando-a a abandonar os estudos e a iniciar uma longa viagem pelo interior do Rio Grande do Norte em busca da cura. É uma das autoras potiguares que mais ficou conhecida fora do estado. Sua poesia, de um romantismo ultrapassado e com leves traços simbolistas, circulou nas rodas literárias do país despertando, sempre muita emoção e interesse, e foi fartamente incluída nas antologias e manuais de poesia das primeiras décadas. A peregrinação pela cura...