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Mostrando postagens com o rótulo Sor Juana Inés de la Cruz

“Los combatientes deseos”

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Por Felipe de Moraes Sor Juana y la Virreina. Ilustração: Felix d’Eon. A lírica amorosa de Sor Juana Inés de la Cruz ocupa uma parte considerável de sua produção poética e se destaca no mundo barroco da Nova Espanha pela variedade de formas e estilos através dos quais é expressada. A monja, como conhecedora e leitora voraz que era, retrabalhou essa vasta tradição erótica que vem desde a antiguidade clássica, perpassa todo o Renascimento italiano, nas composições do dolce stil nuovo , e deságua na Espanha da Contrarreforma, no século XVI, onde é recebida pelos cultistas barrocos, como Góngora e Quevedo, e ali ganha uma nova dimensão poética expressiva através do conceptismo e da retórica palaciana. O objetivo neste breve ensaio, portanto, é fazer uma leitura comparada entre o romance 19, “Puro amor, que ausente y sin deseos...”, e o soneto 179, “Que explica la más sublime calidade de amor” 1 , escritos por Sor Juana, de modo a ressaltar semelhanças e diferenças entre ambos, observando ...

Sor Juana Inés de la Cruz por Octavio Paz

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Sor Juana Inés de la Cruz significa várias para a cultura em língua espanhola. Em 1982, Octavio Paz deu à estampa uma biografia capaz de esclarecer algumas dessas faces. A obra então publicada pela editora espanhola Seix Barral foi apresentada na Universidade Autônoma de Madri com uma conferência sobre esta mulher que “precisou se tornar monja para poder pensar”. Um dia depois, o próprio autor comandou um recital com poemas de Sor Juana na Universidade de Barcelona. É esta obra que agora, a tradução de Waldir Dupont, ganha reedição no Brasil pela editora Ubu.  A biografia escrita por Octavio Paz é fruto de oito anos de trabalho e nasceu “da sedução que exerce esta mulher em particular, que é uma intelectual orgânica no sentido estritamente gramsciano, que, como tal, termina enfrentando-se à ortodoxia e ao poder em cujo seio estava integrada e que sofre em si mesma a colaboração da própria ideologia com seus acusadores até chegar a autoacusação”. Octavio Paz se sentiu se...

Sor Juana Inés de la Cruz, expoente literário e educativo do Século de Ouro espanhol

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Por Alberto López No México do século XVII, então conhecido como Nova Espanha, o acesso a educação e a curiosidade pela aprendizagem eram dois aspectos zelosamente reservados e guardados pelo clero masculino que, uma vez mais, excluía a presença de mulheres. Muito antes da luta de classes e dos direitos universais, uma mulher, religiosa além disso, Sor Juana Inés de la Cruz, escolheu desafiar esta situação de desigualdade e o fez com as mesmas armas: a educação, a erudição e a escrita. Sor Juana Inés de la Cruz se destacou tanto no campo literário que, mais de três séculos depois de sua morte, seu trabalho e seu legado continuam reconhecidos a nível nacional e internacional apesar de não ter sido nada fácil, já que precisou enfrentar até os religiosos com quem conviveu porque não era bem-visto que uma mulher manifestasse curiosidade intelectual e independência de pensamento. Sobre Juana Inés Ramírez de Asbaje y Ramírez de Santillana, que era seu verdad...