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Mostrando postagens com o rótulo Walt Whitman

Walt Whitman. Vida e aventuras de Jack Engle

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Por Rafael Narbona Poeta de uma nação ou poeta dos que estavam à margem? Foi dito que Walt Whitman (Nova York, 1819 – Nova Jersey, 1892) era um “vagabundo semidivino” (Borges), “um magnífico preguiçoso”, um jornalista marcado pelo fracasso, um copista negligente, um professor sem vocação, um bêbado de bom coração, um libertino. Nada disso o impediu de se tornar um poeta da democracia estadunidense, a voz profunda da América livre e inconformista. Folhas de relva (Leaves of Grass) é a Ilíada do Novo Mundo, a Divina comédia do jovem e insolente continente, o Dom Quixote de um país que ainda sonha com a última fronteira. Para Whitman, a democracia é a religião do povo estadunidense. Não se trata de uma fé pagã, mas de um misticismo libertador que combate o fanatismo e a tirania. Deus, a Natureza e o Homem compõem um todo indissociável que merece ser cantado e celebrado. Sacerdote do otimismo, Whitman nunca experimentou as dúvidas de Hamlet ante a caveira de Yo...

Machos nus: Walt Whitman, José Martí e Thomas Eakins

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Por Daniel Céspedes Góngora O século XIX começa já dominado por homens e – herdado da cultura judaico-cristã mediada pelo catolicismo – teve suas preferências pelo nu feminino “ao natural” contra a tradição acadêmica historicista e de assuntos mitológicos. Esquecia que a Adão – embora coberto por uma vestimenta de graça ou de luz, como recorda Giorgio Agamben – se deve a primeira “ostentação inconsciente” de sua natureza num mundo onde logo surgiria Eva, quem o acompanhará em sua ingênua nudez. Sem dúvida, o arquétipo machista e hétero-sexista do cânone humano provinha do olhar masculino. Uma mulher nua numa academia de belas artes no século XIX? Uma projeção imoral, sem dúvida. Mas as mulheres se desnudaram nos estúdios de pintores e fotógrafos. E fez-se acreditar que a sensualidade e a erotização eram apenas propriedades delas. O artista estadunidense Thomas Eakins mudará tudo ao reconsiderar o nu na própria academia. Eakins experiencia o quanto pode na Paris do ...

Walt Whitman, o poeta do futuro, da multidão e da liberdade

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Por Neiva Dutra Walt Whitman nasceu em 31 de maio de 1819, em West Hills, Long Island. Foi um autodidata. Aos treze anos, já trabalhava como aprendiz de impressor no Brooklyn e cinco anos mais tarde escrevia para diversos jornais; base que o levou a ser  diretor do  Long Islander  entre 1838 e 1846 e do  Brooklin Daily Eagle , a partir de 1846, cargo que abandonou em 1848 por divergências em questões políticas, especialmente o problema da escravidão. Em 1850 viajou a Nova Orleans, onde trabalhou como construtor durante cinco anos. Um ano depois editou, com seus próprios recursos, o livro  Folhas de erva (1855), que se converteu em sua única e essencial obra, plena de liberdade formal, de acentuado lirismo, inclinação liberal e expressividade poderosa.  A imprensa atacou-a furiosamente como escandalosa pela forma – versos longos, com termos próprios da linguagem popular e direta – e pelos temas.  Porém, também despertou a admiração de ...

Carlos Nejar, o servo da palavra

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Por Neiva Dutra 11 de janeiro marca a data do aniversário de um dos maiores poetas da atualidade: o gaúcho Carlos Nejar. Apesar de não ter a merecida divulgação, sua poesia, que surgiu nos anos sessenta com o título  Sélesis , produz uma sucessão de obras que compõem um universo de coesão, no qual se amplia um círculo que retrata a necessidade humana de explorar o sentido do enigma de seu estar no mundo, da morte como ordenação da vida e da transcendência. A definição da obra de Carlos Nejar é dada por ele próprio no prólogo do livro A idade da aurora . É uma definição que se encaixa para toda a sua poesia quando, parafraseando Walt Whitman, afirma: “Isto não é um livro. Quem o toca, está tocando a aurora”. Carlos Nejar é o nome literário de Luiz Carlos Verzoni; nasceu em Porto Alegre, em 1939.  Formado em Direito, viajou como promotor de justiça pelo interior do Rio Grande do Sul e conheceu, palmo a palmo, o pampa que "avulta na sua visão poética”.  ...

Walt Whitman e suas "Folhas de relva"

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“Eu celebro o eu, num canto de mim mesmo, / E aquilo que eu presumir também presumirás”. E um novo mundo se abriu com esses versos de “Canção de mim mesmo”. 159 anos separam esse começo do livro Folhas de relva , que Walt Whitman terminará em 1892, depois de nove edições e um total acumulado de 389 poemas. Uma obra-mestra que no Brasil circula em pelo menos três versões diferentes. A obra que consagrou Whitman poeta indispensável a todo leitor, embora, tenha se exercitado noutras formas de escrita, como o famoso diário que levou consigo quando enfermeiro de campanha durante a Guerra Civil dos Estados Unidos. Trinta e três anos tardou Whitman em completar a “autobiografia de todo mundo”, como disse Gertrude Stein. Uma epopeia do estadunidense e da vida íntima, imaginada e pública, que se apresenta plena de realidade e premonição. Levou seus leitores ao reencontro de si mesmos. E se converteu num guia que abriria inusitadas e novas rotas literárias para poesia universal. A...