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Arthur Conan Doyle

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O escritor, criador de uma das personagens mais famosas da literatura, nasceu num dia como o de hoje em 1859. Arthur Conan Doyle, ou o pai de todos os detetives – porque foi a graças à personagem que outros autores tiveram inspiração para criar seus detetives, como é caso dentre eles, Hercule Poirot, da Agatha Christie - foi autor de contos, romances e livros espíritas. A criação da personagem mais famosa não foi gratuita. Conta-se que quando ainda era estudante de medicina em Edimburgo, Conan Doyle teve um professor, Joseph Bell, que lhe marcou profundamente. Em suas aulas, Bell ensinava aos alunos a importância de utilizar a observação na hora de fazer um diagnóstico. Para ilustrar esse método, Bell costumava pegar um estranho qualquer e deduzir qual era sua profissão e suas atividades mais recentes. Recém-formado, o jovem médico começou a atender primeiro em Portsmouth, e logo em Londres, mas seu consultório não vivia exatamente cheio. Enquanto esperava seus pacientes, Doy...

Autorretrato de escritores

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Um autorretrato de Sylvia Plath. No percurso que vimos fazendo sobre a estreita relação entre os escritores e as artes plásticas fomos colecionando imagens que dizem muito de si próprios: o autorretrato, procedimento, aliás, muito corriqueiro entre os artistas plásticos de fato. O trabalho de se autorretratar é um instante curioso da produção artística humana: é necessário que o eu que retrata exerça um deslocamento sobre seu próprio eixo para ao se enxergar fora de si, enxergar, de fato, a si próprio. É um instante de autorreflexão. O autorretrato é como se fosse a autobiografia tal qual escrita, mas pintada, desenhada, ou rabiscada. Em grande parte, a forma com que este eu deslocado enxerga a si mesmo coincide com o que estamos acostumados a ver nas fotografias – até então, um dos recursos mais apropriados a uma visão mais nítida da imagem do retratado. Reconhecendo-se ou estranhando-se estamos diante de um instante de intimidade em que, na maioria dos casos, prevalece a ex...

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

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Por Pedro Fernandes Desde que foi escrito em 1857 que Madame Bovary foi responsável por celeumas dentro e fora do universo da literatura. Já é de conhecimento de todos, por exemplo, do processo que enfrentou o autor, Gustave Flaubert, sob acusação de que o seu romance era indevido à moral e aos bons costumes da sociedade francesa. Essa pequena mostra justifica, desde então, que não estamos diante de um texto qualquer. Se o interesse do escritor foi o de colocar o dedo no nervo central da burguesia para revelá-la em toda extensão a hipocrisia aí reinante, de fato, não apenas pela atitude de ter sido levado aos tribunais, mas sobretudo, pela revolução estética e pela confirmação da podridão da sociedade de seu tempo confirmada mais tarde, conseguiu. A obra é tudo isso e mais coisa; basta sublinhar, ainda, a força inovadora quanto ao tema e a forma – imitado nas literaturas dentro e fora de quando apareceu. Gostaria de me deter aqui em alguns dos procedimentos estéticos do r...

Boletim Letras 360º #13

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No início da semana, dois dos nossos amigos no Facebook levaram um exemplar de  Gramática do Português Brasileiro – Edição de Bolso , do professor Marcos Bagno; e, conforme anunciamos aqui, a parceria com a Parábola Editorial vai se repetir outras vezes. Pois bem, já estamos com mais uma promoção on-line: desta vez são dois exemplares de  O Português no século XX I. O livro organizado pelo professor Moita Lopes é um dos lançamentos em destaque na editora neste mês de maio. Para saber como concorrer basta acessar  aqui . E, mais: lançamos uma espécie do miniconcurso cujo brinde é uma edição de  O grande Gatsby , romance de F. Scott Fitzgerald que tem estreia nas telas brasileiras no próximo dia 7 de junho. Para saber como participar é só ir ler um pequeno regulamento que preparamos,  aqui . Agora, não se pode esquecer de ver também o que foi notícia na nossa linha do tempo no Facebook. Trecho final de uma carta de F Scott Fitzgerald a Hemingway com intervenç...

Pensar o livro e o mundo digital

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Por Pedro Fernandes Não é de hoje que venho travando uma discussão acerca de uma questão que considero um tanto quanto delicada para o estágio atual do livro a que chamo por "massificação" da obra literária. Uso o termo entre aspas porque embora este não seja o adequado para ocasião me soa como um paliativo. Tudo começou ainda numa comunidade no Orkut dedicada ao José Saramago por volta de 2009 quando um usuário entrou para postar um link para baixar livros do escritor português on-line e eu me manifestei contrário à ideia: "Baixar um livro que não encontramos de modo algum por aqui pode ser, mas as obras do Saramago, todas, acho um desrespeito para com o escritor... Se ainda fosse um "crepúsculo", um "lua nova", "lua cheia", "lua minguante", "lua quarto-crescente", tudo bem, é comercial, não vale nada mesmo..." – ironizei. No mesmo instante me responderam discordar de minha posição. Bem, a minha posição...

Promoção "Antes de assistir, eu li 'O grande Gatsby'"

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Próximo dia 7 de junho estreia mais uma versão – a mais grandiosa e ousada – de O grande Gatsby no cinema. O filme é uma adaptação do romance homônimo de F. Scott Fitzgerald. Você já leu esse romance? Ou está lendo? Ou quer ler? Então, muita atenção a esta chamada. Queremos que você redija uma resenha crítica sobre o romance em questão.  O melhor texto será publicado no blog no dia 7 de junho. E o vencedor levará para casa uma edição de O grande Gatsby editado pela Penguin-Companhia (foto). Que tal? Para participar, basta enviar para pedro.letras@yahoo.com.br um texto de até duas páginas A4, fonte times new roman, espaçamento 1,15. O texto tem de ser inédito. Receberemos os textos até o dia 3 de junho. Por isso, mãos à obra!