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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por T S Eliot

As renegadas cartas de amor de T. S. Eliot

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Emily Hale e T. S. Eliot, Vermont, 1946. Arquivo Biblioteca da Universidade de Princeton / Reprodução. Um manancial para os estudiosos e curiosos sobre a vida de T. S. Eliot. Um arquivo com 1.131 cartas de amor trocadas entre o poeta e Emily Hale, a grande musa e fonte do “êxtase sobrenatural” por mais de três décadas, foram divulgadas no dia 2 de janeiro de 2019 na elegante biblioteca Firestone no campus da Ivy League na Universidade de Princeton.  Sim, o acontecimento se deu em meio a fortes especulações e alto aparato de segurança, tal como registra o jornal The Guardian . Entre os interessados, figuras como Lyndall Gordon, professora em Oxford e autora da biografia T. S. Eliot, An Imperfect Life (em tradução livre T. S. Eliot, uma vida imperfeita); o interesse dos que participaram desse momento não era apenas pelo conteúdo inédito, mas a oportunidade de estar entre os primeiros a acessarem o material produzido na febril relação assumida entre Eliot e a professora d...

Poesia e desordem

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Por Manuel Vazquez Montalban Edmund Wilson afirmava que qualquer obra literária, mesmo que fosse o maior romance de todos os grandes romances, poderia ser resumida em 15 linhas. Assim resumia Dámaso Alonso T. S. Eliot no prólogo da Antología de poetas ingleses modernos (Gredos, 1963): “Na poesia de Eliot existiu desde sempre muito experimentação de procedimentos e técnicas, essa espécie de collage literária (citações de frases ou fragmentos de texto em alemão e grego, metidos entre os versos do poeta) que fazia sua poesia dificilmente acessível sem a pesquisa ou apenas para leitores de cultura especial”. Sem dúvida de especial e nenhuma cultura, porque então e agora é possível ler Eliot sem decifrá-lo, embora os eruditos e os especialistas na obra do poeta vivam mais ou menos desse trabalho. A principal modernidade, que aproximam Eliot e Pound, entre outros poetas responsáveis do nascimento da poesia moderna, é a integração de todo fragmentarismo dentro da lógica inter...

Os muitos Eliot

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Por José Luis Rey T. S. Eliot (1888-1965) nasceu em St. Louis, no Estado de Missouri. Ingressou em Harvard em 1906 e foi discípulo de Irving Babbitt. Aí também recebeu a influência do antirromantismo então em voga em Havard, da filosofia de Santayana e se uniu ao entusiasmo de certos círculos da universidade pela poesia isabelina, o Renascimento italiano e a filosofia mística indiana. Escreveu um longo trabalho de conclusão de curso sobre o filósofo F. H. Bradley, cuja ênfase na natureza privada da experiência individual teve peso considerável no imaginário criativo eliotano. Mais tarde, o poeta estudou literatura e filosofia na França e na Alemanha, antes de ir parar na Inglaterra no início da Primeira Guerra Mundial. Estou filosofia grega em Oxford, ensinou numa escola de Londres e obteve o posto no Banco Lloyd’s. Em 1915 se casou com a escritora inglesa Vivienne Haigh-Wood, casamento condenado ao fracasso que se refletiria, por exemplo, em A terra devastada , seu...

A poesia de T. S. Eliot

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Por Emir Rodríguez Monegal T. S. Eliot. Foto: Ida Kar. Algumas determinantes   Nem os breves dados de sua biografia, nem a enumeração de seus estudos filosóficos, permitem antecipar — ainda que ligeiramente — essa obra poética que transformou profundamente a poesia inglesa na primeira metade do século XX. Também é necessário destacar as influências literárias. Uma das mais óbvias é a da poesia simbolista francesa. (Montgomery Belgion menciona como provável estímulo inicial a leitura do livro The Symbolist Movement in Literature , de Arthur Symons, 1899.) A descoberta de Baudelaire e Rimbaud, de Mallarmé e Verlaine, de Jules Laforgue e Tristan Corbière, anulou em Eliot a segunda influência dos pós-românticos ingleses e lhe permitiu modificar profundamente seu conjunto de valores. Por outro lado, Eliot havia nutrido sua sensibilidade e sua inteligência não apenas lendo os filósofos gregos, mas (também) pelo estudo minucioso dos dramaturgos elisabetanos e jacobinos — Kyd, Marlowe, Web...

A terra desolada um século depois

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Por Bruce Swansey T. S. Eliot. Foto: Henry Ware Eliot.   Pastiche. Colagem. O último arcaísmo. Montagem. Lamento. Drama. Music hall . Apropriação. Reelaboração. Camuflagem. Lixo. Ritual. Um compêndio de alusões. Um poema estridente e dissonante. Um grito. O inferno. Segundo T. S. Eliot, o autor, “uma peça de rosnados rítmicos”.   Quando The Waste Land apareceu na revista Criterion em outubro e como livro em Nova York em dezembro de 1922, causou um estupor. Middleton Murray, um crítico contemporâneo, considerou o poema um insulto à boa escrita. Dizia o que muitos pensavam, articulava o rumor do desconcerto. De uma perspectiva tradicional, A terra desolada não era poético, exceto por certas pontes acústicas que mereceram a aprovação dos leitores conservadores. Os críticos da época reagiram a um objeto linguístico inclassificável que rompia com as convenções.   O interesse da crítica em A terra desolada lembra a reação ao Ulysses de Joyce, que Eliot certamente admi...

Porque T. S. Eliot é um dos maiores nomes da poesia moderna

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Thomas Stearns Eliot exerceu, como poeta, dramaturgo e crítico literário, uma grande influência no período de entre-guerras. Foi cabeça visível do movimento modernista e poemas seus como “A terra desolada” (1922) ou dramas poéticos como Assassinato na catedral (1935) e The cocktail party (1950) revitalizaram com seus exercícios de estilo a literatura inglesa. O poeta nasceu no dia 26 de setembro de 1888 na cidade estadunidense de Saint Louis e morreu em Londres em 1965. A publicação de “Quatro quartetos” durante a II Guerra Mundial lhe valeu o reconhecimento, ainda vivo, como o maior poeta de língua inglesa e, em 1948, foi-lhe dado o Prêmio Nobel de Literatura. Peter Ackroyd, escritor e crítico literário, é um dos maiores especialistas no estudo da vida e obra de T. S. Eliot. A biografia que publicou em meados da década de 1980 sobre o autor de “A terra desolada”, intitulada com o nome do poeta, é considerada um dos melhores documentos sobre sua vida. É a partir desse te...

Poesia, mitologia e amor

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Por Candido Pérez Gallego Quando T. S. Eliot morreu em 1965, a poesia inglesa ficou órfã. A fatalidade não foi total porque ainda vivia em Veneza um velho estadunidense chamado Ezra Pound e em Mallorca outro senhor britânico, Robert Graves, que podiam, do interior de sua eterna juventude, impulsionar os ritmos dos criadores vindouros. A lírica seria questão de experiência, memória íntima de toda uma vida, testemunho sedimentado de uma existência e por isso o eco dos Quatro quartetos seria a música mais perigosa para os que queriam expressar suas emoções. Robert Graves era sete anos mais jovem que T. S. Eliot e sua capacidade de criação era fascinante, não se limitando unicamente ao campo poético nem se contentando com essa joia que são os seus Collected poems , mas adentrando-se com puro vigor no romance histórico, como Eu, Claudius, Imperador , para citar apenas um exemplo; no âmbito do ensaio, e agora relembramos Mitos gregos e, certamente, a autobiografia Adeus a iss...

Um áudio raro: T. S. Eliot lê "Quatro Quartetos"

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Aí estão as vantagens da web : não há nada que a gente procure e não ache. No arquivo a seguir podem uma gravação completa de T. S. Eliot lendo uma de suas obras-primas de seus últimos anos, o ciclo de poemas chamado Quatro Quartetos . No caso desses poemas, o próprio poeta considerou como sendo uma de suas maiores obras, ainda em 1959, numa entrevista a Donald Hall para a Paris Review – “O segundo é melhor do que a primeiro, o terceiro é melhor do que o segundo e o quarto é o melhor de todas. De qualquer forma, esse é um trabalho do qual eu me orgulho”, disse. A crítica considera o mais místico e mais religioso dos poemas de Eliot. Cada um deles é uma meditação sobre o tempo no qual se misturam imagens cristãs e hindus com eventos pessoais e históricos. Como em The Waste Land , Eliot utiliza os quatro elementos clássicos como dispositivo estrutural dos Quatro Quartetos . O primeiro poema, “Burnt Norton”, está associado com o elemento ar. É dedicado a uma mansã...

W. H. Auden

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W. H. Auden foi um dos nomes mais significativos da poesia do século XX. Partindo da experiência do modernismo foi quem melhor soube aproveitar as contribuições de Ezra Pound e T. S. Eliot, mas afastando-se radicalmente pelo seu reacionarismo político para expressar-se numa linguagem extremamente pessoal que nem por isso perde de vista as grandes questões de seu tempo. Não se reduziu ao fenômeno poético; escreveu crítica literária, peças para teatro e ao longo de sua carreira, colaborou com nomes como Christopher Isherwood e Louis MacNeice e junto com Chester Kalman chegou a criar libretos para obras musicais a partir de Stravinsky, Mozart, entre outros. Cresceu em Birmingham, na Inglaterra, e ficou conhecido, antes de sua poesia como alguém de acurada inteligência e sagacidade extraordinária. Seu primeiro livro, Poemas , foi publicado em 1928 com ajuda de T. S. Eliot. Pouco antes de a Segunda Guerra Mundial estourar, Auden emigrou para os Estados Unidos, onde conheceu o poe...