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Mostrando postagens com o rótulo David Foster Wallace

David Foster Wallace na linguagem do outro

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Por Alejandro Zambudio David Foster Wallace. Foto: Gary Hannabarger   Ele foi o melhor escritor de sua geração. Um gênio sem igual. Parecia estar à frente em todos os sentidos. Foi uma criança diferente, com pais cultos que discutiam Ulysses na cama. Era elitista e obsessivo. Tão esperto que ficava entediado na escola, mesmo com os que eram bem mais velhos que ele. David Foster Wallace teve uma infância feliz e normal. Anos depois, ele insistiria muito nisso. Era um garoto magro, com o mesmo penteado de John Lennon em Rubber Soul . Como D. T. Max relata em Every Love Story A Ghost Story : “Embora gostasse das palavras, Wallace não era muito aficionado pela literatura; na verdade, achava que era mesmo bom em lógica e quebra-cabeças. Um de seus amigos de infância conta que certa vez compareceu a uma sessão de autógrafos de Wallace e ficou surpreso ao ver que seu amigo ainda era capaz de recitar o número de vinte e cinco dígitos que aprenderam quando crianças”. Foi na escola que com...

Um antídoto contra a solidão, de David Forster Wallace

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Por Bruno Botto Livros de entrevistas podem ser mais sinceros e verdadeiros do que uma biografia. No jogo jornalístico de perguntas e respostas as coisas são o que são. Claro, é curioso ver a figura do escritor recluso ser colocada na prova de fogo de responder sobre sua vida, rotina de trabalho, sua arte e o que pensa do mundo. Normalmente, essas formalidades não passam de um pequeno compromisso editorial, publicitário ou matar a fome de curiosidade de alguns leitores. Entrevistas significam muito para o jornalista e o veículo, mas talvez o escritor, esqueça das perguntas ou suas respostas no momento que tudo acaba.     Claro, Truman Capote e Tom Wolfe organizaram coisas impressionantes no jornalismo literário, matérias e reportagens que mudaram o jeito de escrita e a concepção de matérias e reportagens. Se a gente for levar para a grande mídia televisiva, as entrevistas exclusivas de Oprah Winfrey devem ter milhões de views no YouTube. Existe a herança do sensacionalismo, ...

A graça imortal de David Foster Wallace

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Por Rodrigo Fresán Um fantasma percorre a América do Norte (e o resto dos continentes) e esse fantasma é o de David Foster Wallace. E seu cada vez mais vital espectro (seu corpo nascido em 1962, sua alma aparecida em 2008, previu rapidamente o suicídio) reaparece trazendo nas mãos as sagradas escrituras do romance pelo qual é melhor lembrado e, talvez, pior compreendido e apressadamente imortalizado. Graça infinita , publicado em 1996, aqui e agora, figurando em toda em toda e qualquer lista sobre as jovens marcas do fim e começo do milênio literário (ao lado de American Psycho , de Bret Easton Ellis, quem considera Wallace um farsante hipervalorizado). Graça infinita não cai de moda porque é uma moda em si mesma. Um desses livros – como A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy , Moby Dick , O homem sem qualidades , Ulysses ou Em busca do tempo perdido – que permanecem, mesmo sem sequer ser aberto, nas mesas de cabeceira ou nas listas de promessas a não se ...

Graça infinita, de David Foster Wallace

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Por Pablo Guzman Serei honesto por um momento e reconhecerei que não sou capaz de resenhar este livro. Inclusive irei mais além da honestidade e direi que, no mundo, há pouquíssima gente com a capacidade de fazê-lo. É uma obra monumental, estranha, densa e complicada; foi escrita por um autor monumental, estranho, denso e complicado. Por isso, me limitarei aqui a esvaziar de minha mente tudo o que possa recordar sobre esta experiência de leitura, com o objetivo de ordenar meus pensamentos e elucidar certas questões. “Yes, I’m paranoide – buit am I paranoid enough?” Recordo que, quando findei O leilão do lote 49 , fiquei quase fechado em meu quarto. Havia chegado do instituto e faltavam cinquenta páginas para terminar e queria acabá-las com tranquilidade. Na minha mente se guardavam teorias e conspirações. Pynchon é um autor único, compreendi imediatamente. Inclusive recordo haver estado numa aula, nesse mesmo dia, e haver feito um pequeno diagrama para ordenar o qu...

David Foster Wallace: o melhor cronista do mal-estar dos Estados Unidos

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Por Eduardo Lago David Foster Wallace David Foster Wallace é o melhor cronista do mal-estar da sociedade estadunidense na época entre os séculos XX e XXI; tinha 46 anos quando foi encontrado na noite de 12 de setembro enforcado em sua casa em Claremont, Califórnia. O corpo foi descoberto pela companheira do escritor, Karen Green, que imediatamente entrou em contato com a polícia local. O mundo só soube da morte do escritor um dia depois e foi motivo de extensa comoção na comunidade literária dos Estados Unidos. Uma das notas mais persistentes ouvidas depois da notícia torna-se pública, foi o pedido do escritor que o internassem numa unidade de vigilância hospitalar porque não se sentia capaz de controlar sozinho sua pulsão suicida. Foster Wallace foi uma personagem muito querida tanto pelos estudantes e colegas da Universidade de Pomona, onde ministrava aulas de escrita criativa, como por seus companheiros de profissão. Talvez uma das características mais chamativas de...